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Iansã de Balè

Iansã de Bale é uma qualidade de Iansã que tem caminhos fortes com eguns, ela é a única que dança com eles, seu lugar é o cemitério.

Usa coral e branco, acredito que possa ser homenageada no dia de Iansã mesmo, dia 4 de Dezembro.
É uma Iansã muito forte e uma das mais bravas e impetuosas. Iansã tornou-se Iansã de Balé, a rainha dos espíritos dos mortos, a condutora dos eguns, rainha que foi sempre a grande paixão de Obaluaiê. Outra Intermediária de Mãe Yansã Maior é Yansã Balé (do Balê ou das Almas), que é muito solicitada e muito conhecida porque atua preferencialmente sobre os espíritos que desvirtuam os princípios da Lei que dão sustentação à vida. E como vida é Geração e Omolu atua no pólo negativo (Cósmico) da Linha da Geração, então 

Yansã Balé envia aos domínios de Tatá Omolu todos os espíritos que atentaram contra a vida de seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina. Iansã bale ou do bale ou das almas, é outra intermediária da nossa mãe maior Iansã, Iansã Bale atua contra os seres que desrespeitaram as leis de sustentação da vida, como vida é geração, e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia para os domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida dos seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina, logo seu campo escuro de atuação localiza-se nos domínios do Orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.

Iansã Topé
Oyá Topé - Senhora do fogo
 
Hoje vamos tratar de umas das mais encantadoras qualidades e Oyá, Topé.

O culto a Topé é yorubá, sendo ela a própria combustam, ou seja, o encontro do atrito com o vento, que dá origem ao fogo, Topé é aquela que caminha com Esú, Xangô e Ogum. Suas cores são, marrom e vermelho, carrega adaga de cobre enfeitada de pedras vermelhas.
Oyá Topé e Inà
Por onde Esú Inà passava, deixava um rastro de destruição, pois tudo pegava fogo, as pessoas tinham muito medo dele, e por isso ele exercia certo poder, contudo Iná queria dividir uma mesa, falar com as pessoas, sem que tivesse que atear fogo nas coisas, sendo que Inà nasceu do encontro do trovão com a terra, ele foi pedir conselho a Xangô, sobre o que fazer, então foi aconselhado a procurar ifá, que disse:

 - Inà, enquanto houve ar, existirá fogo, vá à busca de quem controla o vento, ao norte existe uma jovem feiticeira que tem o poder de mudar as correntes de ar, invocar os tufões e controla o fogo, o nome dela é Topé.

- Mas como vou encontrá-la? Disse Ináimage

- Após o grande lago, existe uma montanha de dois picos, sua até o momento onde elas se dividem lá onde o vento faz curva e o eco te engana. Só lembre-se de levar um pote com dendê para presentea-la.


Assim Esú foi à busca da tal moça de poderes miraculosos, andou, andou até que encontrou a tal montanha, como a terra era seca, seu fogo nada queimava apenas os bichos que dele fugia. Chegando onde Ifá disse, ele gritou por Topé e seu eco por nove vezes se repetiu. Então surgiu ela, envolta de pele de búfalo e tecidos vermelhos, da cor do fogo. Inà tratou logo de se apresentar e pedir ajuda, ela então olhou bem para ele, e disse que o ajudaria, mas em troca ele teria que dá a ela o poder sobre a chama e assim fizeram um acordo. 

Topé demorou meses para confeccionando algo que ela mantinha em segredo, até que um belo dia, ela acordou Inà com uma pele aos braços, enfeitada de búzios, negra, e jogou em cima dele, no mesmo momento seu fogo se apagou, e ela repetindo o que Ifá disse, explicou que se abafasse seu corpo ele pararia de emanar chamar, feliz por poder controlar seu poder, ele cortou um pedaço da própria pele e jogou no pote que havia trazido com dendê, e no mesmo momento a chama e o vento desenhou um tufão de fogo. 
Ebós úteis

10530729_417353101737576_3999772312330422043_nO que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..

O que é uma…

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Ebós úteis
O que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..

O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.

Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.

Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.

Seguem então alguns exemplos de Trabalhos/Ebós, Oferendas e Banhos:

Para atrair Sorte para a sua Residência ou Comércio:
1 Taça de Vidro
8 Moedas de qualquer Valor
Mel
1 Ovo Cru
Água

Coloque dentro da taça as moedas, regue com bastante mel. Abra o ovo e coloque só a gema sobre o mel, encha o restante da taça com água. Coloque num local bem alto dentro de casa ou no estabelecimento e peça muita fartura e prosperidade. Ao fim de 3 dias, despache no lixo comum.

Para conseguir um bom emprego: 
Farofa com dendê;
Ferradura;
7 moedas antigas;
1 cravo vermelho;
1 vela vermelha e verde.

Forre uma bandeja com a farofa (feita com farinha de mandioca e azeite de dendê). Coloque em cima da farofa os restantes objectos e os seus pedidos escritos num papel. Entregue numa mata, para Ogum.

Ebó de Oxum para prosperidade: 
Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo à seguinte ordem:
8 Moedas
1 Punhado de Farinha de Milho
Mel
Água até à proximidade da borda da tigela
Perfume
Pétalas de Flores Amarelas

Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Peça a Oxum prosperidade e fartura. Despache num espaço verde, e reaproveite as moedas e a tigela de vidro.

Banho de 7 Ervas Contra Inveja e Mau Olhado:
Faça um banho morno com as seguintes ervas:
Arruda
Alecrim
Levante
Guiné
Boldo
Folhas de pitangueira
Espada de São Jorge.

Tome o banho do pescoço para baixo, de preferência antes de dormir. Descarregue a água “suja” num espaço verde. Repita por 07 segundas-feiras seguidas.

Para afastar pessoas indesejáveis: 
Torre numa panela velha os seguintes ingredientes:
7 Grãos de Milho
7 Grãos de Feijão
7 Grãos de Amendoim
3 Pimentas
Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel.

Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela. Depois de torrado, triture até se transformar em pó. Sopre o pó numa encruzilhada, mandando as pessoas para longe da sua vida.

EBÓ DE OKANRAN MEJI:

Um peixe fresco,Um carretel de linha branca, um de linha vermelha e um de linha preta;
um punhado de cinzas de carvão, um charuto, um obi, uma cachaça, ½ dendê, ½ mel e
um akunko(Galo) preto.

Passa-se tudo no corpo e arruma-se dentro de um alguidar. As linhas são desenroladas passando sobre os ombros da pessoa, de trás para frente e vão sendo jogadas dentro do alguidar. Sacrifica-se o akunko para Egun e coloca-se dentro do alguidar.
Cobre-se tudo com epô, oti mel, espalha-se as cinzas por cima e despacha-se numa estrada de movimento.

EBÓ DE EJIOKO

Um akunko, duas penas de papagaio, dois aros de ferro, dois obís, duas favas de ataré, dendê, mel, oti e pó de efun. Passa-se o akunko no cliente e sacrifica-se para Exú. Arruma-se tudo dentro de um alguidar e deixa-se diante de Exú de um dia para o outro. As penas e os aros de ferro ficam no Exú, o resto é despachado no lugar indicado pelo jogo.

EBÓ DE ETAOGUNDÁ

Um akunko; um peixe fresco; um pedaço de carne bovina; oti; epô pupá; mel; um pano preto. Passa-se tudo no corpo do cliente, sacrifica-se o akunko para Exú; embrulha-se tudo no pano e despacha-se no lugar determinado pelo jogo.

EBÓ DE IROSUN MEJI

Quatro omo adie ou akunko kekere, um flecha, um bastão de madeira, quatro tipos diferentes de cereais torrados. Passa-se tudo no corpo do cliente e coloca-se o bastão e a flecha nos pés de Exú e os cereais dentro de um alguidar. Sacrificam-se os omo adie para Exú e colocam-se dentro do alguidar, por cima dos cereais. Despacha-se em água corrente. (A flecha e o bastão ficam para sempre com Exú).

EBÓ DE OXE MEJI

Um peixe vermelho, cinco búzios, cinco ovos, cinco obís, cinco folhas de akokô, uma cabaça e areia de rio. Corta-se a cabaça no sentido horizontal e coloca-se areia de rio dentro. Passa-se o peixe na pessoa e arruma-se dentro da cabaça, sobre a areia. Passam-se os demais ingredientes e vai-se arrumando em volta do peixe, dentro da cabaça. (Os ovos são crus e não podem ser quebrados). Tampa-se a cabaça com sua parte superior e embrulha-se com um pano colorido. Pendura-se o embrulho no galho de uma árvore na beira de um rio.

EBÓ DE OBARA MEJI

Um akunko, uma adie, seis abaninhos de palha, seis obís, seis acaçás, um pedaço de corda do tamanho da pessoa, um alguidar grande, mel, oti, epô, seis velas. Passa-se tudo na pessoa e sacrificam-se para Exú. Colocam-se tudo dentro do alguidar (o akunko por cima da adie), arruma-se as demais coisas em volta e a corda ao redor de tudo (dentro do alguidar). Cobre-se com mel, epô e oti e acendesse as velas em volta. Este ebó tem que ser feito e arriado nos pés de uma palmeira.

EBÓ DE ODI MEJI

Uma adie carijó, sete espigas de milho verde, sete tipos diferentes de cereais torrados, sete chaves, sete moedas e sete pedaços de rapadura.
Passa-se tudo na pessoa e arruma-se dentro de uma panela ou alguidar de barro. Sacrifica-se a adie em cima do ebó e coloca-se o seu corpo sobre ele. Despacha-se num caminho de subida (no início da subida).

EBÓ DE EJIONILE

Uma adié branca, uma vara de madeira do tamanho da pessoa, canjica cozida, oito ovos crus, um pedaço de pano branco, oito acaçás, oito búzios, algodão em rama e um alguidar. Passa-se tudo no corpo do cliente e arruma-se no alguidar que já foi anteriormente forrado com algodão. Amarra-se o pano na vara de madeira que deve ser fincada no solo como uma bandeira. Arreia-se o alguidar com o ebó na frente da bandeira. Passa-se a adie no cliente, com muito cuidado para não machucá-la, apresenta-se a Exú e solta-se com vida. Este ebó é para ser feito num lugar bem alto, de frente para o local onde nasce o Sol, de manhã bem cedo.

EBÓ DE OSÁ MEJI

Um akunko, nove agulhas, nove taliscas de dendezeiro, nove bolos de farinha, nove cabacinhas pequeninas, nove acaçás, nove grãos de ataré, nove moedas, nove penas de ekodidé, algodão, pó de efun e um alguidar. Sacrifica-se o akunko para Exú e coloca-se dentro do alguidar. Arruma-se tudo em volta do akunko. Nas pontas das taliscas de dendezeiro, enrola-se um pouco de algodão como se fosse um cotonete. Molha-se o algodão enrolado nas taliscas, no ejé do akunko e depois passa-se no pó de efun. As taliscas e as penas de ekodidé não vão dentro do alguidar, devem ser espetadas no chão, formando um círculo ao redor do mesmo, no local em que for despachado. Neste ebó não se passa nada no corpo do cliente. Despachar na beira da praia sem acender velas. Na volta, todas as pessoas que participaram têm que tomar banho de folhas de elevante e defumar-se com pó de canela.

EBÓ DE OFUN MEJI

Uma tigela branca grande, canjica, uma toalha branca, dez velas brancas, dez acaçás, um obi de quatro gomos, água de flor de laranjeira, pó de efun, algodão em rama e um igbín vivo. Leva-se tudo ao alto de uma montanha e ali, embaixo de uma árvore bem copada, faz-se o seguinte: Primeiro reza-se a saudação de Ofun Meji, depois, forra-se o chão com a toalha branca; no meio da toalha, coloca-se a tigela com a canjica, coloca-se os quatro gomos do obi sobre a canjica, um de cada lado; coloca-se os dez acaçás em volta da tigela; em cada acaçá espeta-se uma vela, cobre-se a tigela com o algodão, derrama-se sobre ele a água de flor de laranjeira e cobre-se com o pó de efun. Passa-se o igbín na pessoa e manda-se que ela o coloque, com suas próprias mãos sobre a tigela. Derrama-se um pouco de água de flor de laranjeira sobre o igbín que deverá permanecer vivo. Só então acende-se as velas e faz-se os pedidos. A cada pedido formulado diz-se: “Hekpa Babá”. Na volta para casa deve-se falar o mínimo necessário e, a pessoa que passou pelo ebó tem que guardar resguardo de dez dias e vestir-se de branco durante o mesmo período.

EBÓ DE OWÓNRIN MEJI

Dois obís, duas solas de sapatos velhos (da própria pessoa), dois bonequinhos de pano, dois pedaços de pano, sendo um branco e um amarelo, uma casinha de cera, duas pencas de bananas, dois saquinhos de confete, e um akunko para Exú. A roupa que a pessoa estiver vestindo na hora do ebó, tem que sair no carrego, que será despachado nos pés de uma árvore frondosa. Feito o ebó, o cliente se vestirá de branco por dois dias.

EBÓ DE EJILA XEBORA

Um akunko, dois irelês, doze folhas de babosa, doze pedacinhos de ori-da-costa, doze pedaços de coco seco, doze grãos de ataré, um alguidar, doze folhas de mamona, doze búzios, um charuto de boa qualidade, dendê, mel, oti, pó de peixe defumado, pó de ekú defumado, doze grãos de lelekun e pó de efun.
Sacrifica-se o akunko para Exú e coloca-se dentro do alguidar. Passa-se no corpo do cliente e vai-se arrumando no alguidar, em volta do akunko, as folhas de babosa e os búzios. Rega-se com mel, oti e dendê, cobre-se com pó de peixe e pó de ekú. Pega-se as folhas de mamona e, sobre cada uma delas coloca-se um pedaço de coco, em cima de cada pedaço de coco um pedacinho de ori, um grão de ataré e um de lelekun e com isto se faz doze trouxinhas. Passam-se as trouxinhas no cliente e vai-se arrumando no alguidar. Por fim, passa-se os Irelês e solta-se com vida. O ebó é arriado dentro de uma mata e o charuto, depois de aceso, é colocado em cima de tudo.


EBÓ DE EJIOLOGBON

Um peixe fresco, 13 pãezinhos, um alguidar, um pedaço de pano preto, um pedaço de pano branco, pó de peixe e de ekú defumado, dendê, mel e vinho tinto. Passa-se o peixe na pessoa e coloca-se dentro do alguidar, passa-se os pães na pessoa e arruma-se em volta do peixe. Rega-se tudo com mel, dendê e vinho. Salpica-se os pós sobre tudo. Passa-se o pano preto nas costas da pessoa e coloca-se dentro do alguidar. Passa-se o pano branco na frente e com ele embrulha-se o alguidar. Despacha-se nas águas de um rio ou de uma lagoa.

EBÓ DE IKÁ MEJI

Um akunko, duas quartinhas com água, 14 grãos de milho, 14 grãos de ataré, 14 favas de bejerekun, 14 grãos de lelekun, um alguidar, um pano branco, 14 moedas, uma mecha de pavio de lamparina, um obi, um orógbó, 14 ovos e 14 acaçás.
Enchem-se as quartinhas com água de poço, sacrifica-se o akunko para Exú e arruma-se no alguidar. Passa-se os demais ingredientes na pessoa e vai-se arrumando dentro do alguidar, (os ovos são quebrados). Derrama-se a água das quartinhas, uma sobre o ebó e a outra na terra. Despacha-se em água corrente. (As quartinhas não precisam ser despachadas).


EBO DE OGBEOGUNDA

Um alguidar cheio de pipoca, dentro do qual se sacrifica um akunko branco. No mesmo alguidar coloca-se: Um orógbó, um obi, uma fava de ataré, mel, dendê, vinho branco, uma faquinha pequena, um caco de louça, uma pedra de rua, uma pedra de rio, uma pedra do mar e um bonequinho. Arreia-se tudo num caminho de terra que saia num rio. Não se passa nada no corpo do cliente e é ele quem deve arriar o ebó e fazer os pedidos enquanto acende 14 velas ao redor. (Os pedidos são feitos a Exú).

EBÓ DE EJIGBE OU ALÁFIA

Um peixe pargo, um prato branco fundo, um obi branco de quatro gomos, canjica, 16 moedas, 16 búzios, efun e mel de abelhas. Passa-se o peixe no corpo do cliente e coloca-se no prato onde já se colocou a canjica. Arrumam-se as moedas e os búzios em volta. Abre-se o obi e coloca-se um pedaço em cada lado. Rega-se tudo com mel de abelhas e cobre-se com pó de efun. Entregar num local com bastante sombra, dentro de uma mata. Resguardo de 24 horas.

EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NO TRABALHO OU NOS NEGÓCIOS

12 folhas de Iroko

01 Amalá completo (12 bolas de inhame, 12 akasás, 12 abarás, 12 bicos de papagaio,12 moedas, 12 orobos, 12 acarajés, 12 cocadas brancas, 12 quiabos inteiros, 12 pedaços de peito bovino, 12 pedaços de rabada, 12 folhas da fortuna.

01 quartinha com agua

03 velas de 12 horas

01 gamela redonda

01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente com agua e banha de ori)

Acender 12 pedras de carvão bem grandes, rodar todos os comodos com o carvão aceso, coloca-lo então no lugar onde será arriado o amalá, e por em cima das brasas muito incenso importado, daqueles usados pelos padres em missa.

Trazer então o amalá, cantando louvando e pedidndo tudo o que se precisa, peça a Xango para elevar a sua vida, tirar empecilhos e inimigos ocultos e declarados.

os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango, esse amalá é entregue a Oba Aganjú.

As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela, fazendo um circulo com as pontas para fora.

Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá.

As moedas não serão despachadas, e sim guardadas no Xango da pessoa, ou em um pote onde se tenha favas de olho de boi e imã com uma figa.

As velas serão acesas a casa 12 horas, completando assim 36 horas o amalá arriado dentro de casa, após esse tempo a pessoa retira as folhas de Iroko quina e toma banho da cabeça aos pés, e leva o amalá para uma pedreira.

EBÓ PARA EXÚ ALAKETU TRAZER PARCEIRO DE VOLTA

1 cabaça, 1 miolo de boi, 1 ekodidé, 1 moeda, 1 pimenta dedo de moça, meio litro de dendê.

Abrir a cabaça, por o nome da pessoa que se quer dentro, por o miolo por cima, enfincar o ekodidé no miolo, por a moeda por cima do miolo junto com a pimenta dedo de moça e despejar todo o dendê por cima, subir em uma arvore bem alta e por a cabaça na copa desta árvore, faça os pedidos ainda lá no alto, dizendo a alaketu que “assim como ele vigia sua cidade do alto, assim ele vigie a sua pessoa amada também, e a traga de volta para você.”

EBÓ PARA AMARRAR UM HOMEM A QUEM SE QUER.

07 bananas d’água, palha da costa, cominho, azougue.

Abrir cada banana ao comprido com casca e tudo, por o nome da pessoa que se quer junto ao seu dentro desta banana a comprido, fechar as bananas e amarra-las com a palha da costa.

Por em um prato de barro, cobrir com o azougue, salpicar cominho por cima, entregar numa barreira que tenha barro bem vermelho a oxeturá, com uma vela cinza acesa.



EBÓ DE OYÁ FUNAN PARA REACENDER AMOR QUE SE ESFRIOU



9 carvões em brasa grandes, 9 acarajés, 9 abarás, 9 moedas de cobre, 9 orobos, 1 amalá bem quente.

por cima deste amalá por 18 vezes o nome do casal bem juntos, por cima dos nomes os acarajés e os abarás, enfinque as moedas nos acarajés e os orobos nos abarás, entregue aos pés de xangô pedindo a oyá que em nome da pessoa que ela mais amou (xango) que aquela pessoa que está fria no amor reacenda como no inicio o amor.

EBÓ PARA TRAZER BONS VENTOS DENTRO DE SEU ILÊ

1 quartinha de barro;
1 leque de palha;
3 cabaças pequenas cortadas ao meio (igual a um copo);
água de poço ou de mina;
azeite de dendê;
terra de bambuzal.

Num canto da porta de entrada da sua casa (do lado de dentro), coloque a quartinha sem nada dentro. Ao lado, ponha as três cabaças cortadas. A primeira, preenchida com a água de poço; a outra, com azeite de dendê; e a última, com terra. Com o leque, bata três vezes na boca da quartinha (que deve estar destampada), pronunciando seu nome três vezes. Neste momento, você deve abanar todo o ambiente com o leque, pedindo para que oyá traga bons ventos para seu lar; que a casa seja sempre positiva; que as pessoas mal intencionadas e espíritos desencarnados sejam afastados; e que todos os que ali habitam tenham prosperidade, fertilidade, harmonia, etc.

Depois disso, coloque a terra, a água e o dendê dentro da quartinha, tampando-a.

Deixe essa quartinha, com as três cabaças, no mesmo local, para proteger sua casa.



Ebó de Osalá para tirar Ajé

10 fitas Brancas com 1m

4 m de Morim branco

1 preá branca

1 obi funfun

1 vela branca

Ervas: poejo, cana do brejo, funcho, macaça, folha de goiaba

Modo de Fazer:

Dentro do mato, enrolar a pessoa toda no morim branco, jogar as fitas bancas por cima de seus ombros, sendo 5 de um lado e 5 de outro. Esfregar o obi na pessoa e abri-lo, sacrifique-o tirando o bruto, jogue-o na terra dizendo para ONILE que segure ali todo o ajé, todo o mal , toda a feitiçaria que se encontrava naquela pessoa. Esfregue a preá das cabeças aos pés, solte-a pedindo a Baba de Osalá que dê vida longa e caminhos abertos para essa pessoa. Passe a vela apagada e jogue longe dentro do mato dizendo “ Estou apagando a força do inimigo, apagando a feitiçaria e apagando Iku.”. Retire as fitas e balance-as ao vento e ponha esticada numa árvore, desenrole a pessoa do morim e balance o morim ao vento, deixe-o esticando em uma árvore e dê as costas. Retornando para o Ilê. Chegando na roça tomar banho cozido com as ervas acima citadas misturadas com efum africano. Tomar um chá de funcho adocicado.

Comida a Sorte

Uma galinha branca

Um peixe vermelho ou sioba

Camarão grando fresco

Vinho Branco

Vinho tinto

Vinho moscatel

3 colobos de louça com mel / dendê / água

3 colobôs de louça com efum / osun / wají

7 pratos de louça

7 talhas de flores diferentes



Sacrifica-se a galinha para o Ogum do portão, corta-se em 6 partes tempera-se com cebola camarão e azeite doce e distribui cada parte em um prato, o peixe também é preparado com os mesmos temperos, assado na folha de bananeira ocupará o 7°prato. Chegando na praia, estende-se uma toalha branca e arruma-se a mesa como se fosse um banquete e oferece-se a sorte do Yawo. Chama-se Ajè Xaluga, neste momento de um banho no Yawo com a seguinte mistura: Sementes de girassol, arroz com casca, açúcar cristal e fava de imburana tudo em grande quantidade.

Obs: Nos colobôs de dendê, mel e água servir um pouco de vinho branco, vinho tinto e vinho moscatel.

Presente as Águas

Uma talha Grande

Colobôs com comidas de todos os orixás

Brinquedos de crianças

Espelhos

Pentes

Sabonetes

Vinho branco

Perfumes

Doces

Fitas de várias cores

Flores

2 galinhas brancas que são sacrificadas na água na hora da entrega do presente.

Estando a talha pronta, coloca-se a mesma na cabeça da yawo, que deverá ficar de joelhos para recebe-la, e assim, a Yawo toda trajada de branco sai com a talha da cabeça. Antes de sair canta-se 3 cantigas para o orixá do yawo ao chegar na beira da praia, canta-se cantigas de Yemanja, Oxum e Nana. Por se tratarem de orixás Odo. Depois então faz-se a entrega do presente. Em seguida a entrega do presente, dá-se de comer a Sorte, tanto o presente as Águas como a comida a Sorte deve ser realizada num sábado ou quarta-feira de lua crescente ou lua Cheia.



EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS, PRAGAS, FEITIÇARIAS, BAKU E EGUN

Material:

1 Vara de bambu que deverá ser partida, ao comprido, em 4, pega-se 1 parte destes 4 e confecciona-se na ponta deste uma espécie de ponta de flecha, lembre-se embora partida em 4 esta vara continuará com seu comprimento que normalmente chega a 2metros, as vezes até 3.

Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça de Efun, Ossun e Wají.

1 Galinha D‘Angola

1 Ekuru

1 Acaçá

1 Acarajé

1 Aberém

1 Bola de Canjica

1 Bola de Feijão Preto

1 Bola de Arroz

1 Ovo

1 Bola de Farinha

Tudo isso em Tamanho exagerado,

E 1 Bacia de Pipocas.

1 Estoura Balão (Fogos) 

Modo de Fazer:

Levar o Filho de Santo no mato, no pé de uma Árvore Frondosa. Entregar na mão direita dele a Galinha D’Angola que será segura pelas Patas. Na mão Esquerda a Vara de Bambu, o Alguidar pintado nos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro apenas tampada, e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo que deseja que saia da Vida dele e do Corpo. E vai se passando todas as comidas começando pelas comidas escuras e terminando com as Pipocas. Ao terminar de passar todas as comidas, o Filho de Santo encosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore, na mão esquerda então, ficará a quartinha. Tira-se a Tampa, pede-se ao Iyawo fale com a boca dentro da quartinha pedindo para sair tudo de ruim da vida dele,tampa-se a Quartinha e manda-se o Iyawo atira-la ao chão para que se quebre. O próprio Iyawo faz um Sarayê com a Galinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. Neste mometo, dá-se na mão do Filho de Santo o Estoura Balão que será apontado para bem longe botando para correr então todas as mazelas que estavam na vida daquela pessoa. Durante todo o processo deste ebó, canta-se para Omolu.



EBÓ ESÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESA

Material:

1 gaiola sem uso;

3 passarinhos;

3 kilos de Canjica cozida

3 cabacinhas cortadas;

mel;

azeite de dendê;

pinga;

1 peça de roupa da pessoa.

Modo de fazer: 

Trate dos passarinhos em sua casa, por pelo menos 3 dias. 

Faça essa oferenda na mata, num local onde tenha terra. Antes de entrar na mata, você deve oferecer a Exú as três cabaças (uma com mel, a outra com dendê e a última com pinga). Fale em voz alta, dizendo o que veio fazer, e peça agô, a Exú, para entrar na mata. 

Feito isso, limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça um círculo no chão para colocar a gaiola com os passarinhos. Coloque em cima da gaiola a peça de roupa da pessoa. Solte o primeiro passarinho, pedindo para Exú encontrar fulano de tal (pronunciar o nome completo). Solte o segundo pássaro, pedindo que a pessoa seja libertada. Quando soltar o último pássaro, peça que a pessoa venha a salvo até sua casa (fale em voz alta o endereço).

Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô , deixando-a no local.

Assim que a pessoa retornar, ela deve usar a peça de roupa que você utilizou na oferenda.

Obs.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido, deve ser copado um Cabrito calçado para Exú.

EBÓ PARA TER ÊXITO E MOVIMENTO EM CASA COMERCIAL E ILE ASÉ 

MATERIAL
21 obi 
21 orogbo 
01 litro de gim 
01 garraga de azeite de dendê 
Ewe Ireke (folha de cana de açúcar) 
Ewe Epa (folha de amendoim) 
Ero Osun (solanaceae) 
Epo Odu (erva moura) 
Ogede Omini (bananeira) 
Iyo (sal) 

MODO DE FAZER:

Soque num pilão todas as folhas misturando-as aos outros materiais. Em seguida, abra uma fenda no meio da casa comercial e enterre esta massa, enrolada em um pano branco. Cubra a fenda. 
Esta oferenda deve ser direcionada a Esu, guardião dos templos, casas cidades e pessoas, e intermediário entre os homems e os deuses.

EBÓ PARA ATRAIR FORÇAS DAS DIVINDADES AFRICANAS PARA ILÈ ASÉ

MATERIAL


Uma vasilha branca 
9 moedas (se for homem) 
7 moedas (se for mulher) 
20 gotas de azeite de dendê 
Sal grosso 
Gim 

MODO DE FAZER:


Na vasilha coloque água e as moedas. Acrescente sal grosso, gim e o azeite de dendê. 
Deixe e vasilha no pé de Esu se o tiver assentado, caso contrário, coloque na sala e deixe de uma dia para o outro. 
Faça o pedido à Iyá mí entregando esta oferenda em troca de prosperidade para você e seus filhos de santo. 
Faça seu pedido saudando a Elá: 

Elá Boru! 

Elá Boye!! 

Elá Bosise!!!

ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGO

MATERIAL 

2 Inhame Da costa

Dendê

1 Obi roxo

2 Pratos

Danda da costa em pó

14 Folhas de fortuna

2 Favas de Èsú

1 Alguidar

7 Ovos

Bastante moedas

MODO DE FAZER:

Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos, e sua água é para tomar um banho ao fim desta obrigação. Então pegue os dois pratos e coloque um do lado do outro, amasse cada inhame em cada prato, com suas próprias mãos e junte ao inhame, um pouco de dendê, os 2 obi roxo ralados, danda da costa em pó, folhas da fortuna 7 em cada prato triture bem, as 2 favas de Èsú raladas uma em cada prato, então após o banho, ou seja no outro dia de manhã em jejum, passe esta massa em todos os dois pés, entre os dedos enfim passe bem, coloque uma meia, e fique com este ebo nos pés no mínimo por 4 horas, fazendo seus pedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente, passado este período, retire tudo e coloque dentro do alguidar, cubra com bastante dendê e quebre dentro 7 ovos, leve e coloque em uma estrada de grande movimento e que você não veja seu final, jogue por cima de tudo bastante moedas, novamente peça a Èsú dinheiro, e caminhos de emprego.

ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃO

MATERIAL

Panela de barro

9 Ovos

9 Cebolas

Dendê

Peneira pequena

Mel

Morim branco

MODO DE FAZER:

Pegue uma panela de barro coloque em sua frente, passe em todo o corpo 9 ovos, e as 9 cebolas, coloque dentro desta panela e cubra com dendê, em seguida coloque a peneira na boca desta panela e derrame o mel, e peça as forças da Terra que tire tudo de ruim de sua vida, ebo, feitiços, olho grande e queimação, e que seus inimigos não possam lhe enxergar. Este ebo será feito em local de mato queimado e/ou seco, e que tenha formigueiro perto, então cubra com o morim branco, e ao chegar em casa tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco.

Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer o seguinte banho abaixo —-»

BANHO FORTALECER ORI

MODO DE FAZER:

Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore.

Padê para Exú
Ingredientes:
- 01 pcte. de farinha de milho amarela
- 01 vidro de azeite de dendê
- 01 cebola grande
- 01 bife
- 03 charutos
- 01 caixas de fósforo
- 01 garrafa de aguardente
- 07 pimentas vermelhas


Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.

Amalá para Xangô
Ingredientes:
- 500gr. de quiabo
- 01 rabada cortada em doze pedaços
- 01 cebola
- 01 vidro de azeite de dendê
- 250g. de fubá branco Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

Frutas para Oxóssi
Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.

Omolokum de Logun
Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de milho
- 01 cebola
- 4 ovos
- azeite de oliva Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.

Abacate para Ossaim
Ingredientes:
- 01 abacate
- 500g. de amendoim
- 250g. de açúcar
- fumo em corda
- 7 folhas de louro Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.

Serpente de Oxumaré
Ingredientes:
- 500g. de batata doce
- dendê
- Feijão fradinho Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo, sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.

Omolokum para Oxum
Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 01 cebola
- azeite de oliva
- 8 ovos Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.

Acarajés para Iansã
Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de cebola
- 01 litro de azeite de dendê Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.
Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.

Moranga para Obá
Ingredientes:
- 01 moranga
- 500g. de camarão limpo
- um maço de língua de vaca
- 01 cebola
- dendê Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

Farofa para Tempo/Iroko
Ingredientes:
- 500g. de farinha de mandioca torrada
- 01 vidro de mel
- 01 pepino Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel. 

Feijoada para Omolú
Ingredientes:
- 500g. de feijão preto
Ingredientes para feijoada
- dendê
- 01 cebola
- côco Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.

Pipoca para Obaluaiyê
Ingredientes:
- 300g. de milho pipoca
- 01 bisteca de porco
- dendê
- côco
- areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada. Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.

Feijão para Ogum
Ingredientes:
- 500g. de feijão cavalo
- 01 cebola
- 01 vidro de dendê
- 07 camarões grandes Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.

Manjar para Iemanjá
Ingredientes:
- 250g. de creme de arroz
- 01 pescada inteira
- azeite de oliva Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.

Ebó para Nanã
Ingredientes:
- 500g. de quirerinha branca
- 01 côco
- azeite de oliva Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio “papa”, tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.

Ebó para Oxalá
Ingredientes:
- 500g. de canjica branca
- 01 cacho de uva itália (uva branca)
- Azeite de oliva. Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva. 

Ebó Para Yansã - Oyá Onirá

Material Necessário:1 Abóbora moranga4 Búzios abertos4 Noz moscada4 Moedas4 Acarajés4 Metros de fitas vermelha / Branca1 Saco de morim
Maneira de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas Difíceis

Material Necessário:2 Acaçás Brancos 2 Ovos Brancos 2 Quiabos 2 Moedas 2 Conchas 1 Oberó
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.
Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

Ebó de União

Colocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos, colocar bastante mel e fazer os pedidos.

Ebó Para Deixar de Beber

1. Escrever os pedidos na fronha do travesseiro e depois despachar no mar.
2. Sacudir a pessoa com pipocas e um frango numa cova abandonada do cemitério, fazer pedidos e deixar tudo aquilo ali.
3. Torrar a maça de vaca e fazer o pó. Esse pó deverá ser colocado na bebida que a pessoa mais gosta ou comida.
4. Fazer uma infusão de cachaça, camarão pitu e restos das fezes do beberrão. Quando ele beber fará vômitos. Quando vomitar, junte o vômito e enterre numa cova abandonada, acendendo uma vela e fazendo pedidos.

Sobre os Ebós e Oferendas

Os ebós são oferendas feitas para Orixás, Odù, Eguns e outras divindades para diversas finalidade, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objetivo ou simplesmente como forma de agradar as divindades que ora está sendo cultuado. O princípio do Candomblé se baseia no ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo seu equilíbrio vital.

Através da hierárquica, todo ebó a ser ofertado, para que o Orixá tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros Orixá, que tem o papel especifico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá a qual estamos ofertando os ebós não saberão de sua existência.

Gostaríamos de salientar que na sempre ao fazer tais oferendas ou Ebós, se faz necessária a presença ou orientação de um zelador(a) para que seja colocado o Axé necessário para cada ato. Existem at´s

Ebó para Ògún

Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade

1 inhame do norte assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariwô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.

Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariwô e chamando por Ògún, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. acenda uma vela e faça seus pedidos a Ògún. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. se você morar em apartamento, coloque dentro de sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.

Presente a Oxun

Para acalmar a pessoa amada

5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas. 
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Òsún Àpáàrà.

Oferendas a Ogun

Material: 1 inhame; Azeite de dendê; Mel de abelhas; 1 palma de dendezeiro (mariwo), pode ser de coqueiro caso não ache o dendezeiro; 1 vela branca.

Modo de fazer: Asse o inhame. Retire os talinhos das folhinhas da palma do dendezeiro. Depois que o inhame esfriar monte-o enfiando os talinhos em toda o corpo do inhame, escreva o nome da pessoa que se deseja ajudar em um prato branco e coloque o inhame em pé sobre o nome, coloque o mel e um pouco de dendê sobre o inhame e os talinhos . Pede-se o desejado à Ogum. Coloque próximo ao portão da casa que se fez a oferenda.

Ebó para Èsù Lonan

Abrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja.

1 metro de morim vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas atuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.

Como Preparar: Abra o morim em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do ebó. Feche o morim. Este ebó tem que ser despachado em rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.

Oferendas a Exú

Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.

Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.

Ebó Para Caso de Prisão

Escrever o nome do preso em 21 ovos. Quebrar ao redor da delegacia ou presídio, chamando por Exu Tiriri e pedindo o que quer.

Fazer um caruru para sete crianças. Limpar as mãos na roupa da pessoa e despachar na cachoeira.

Se a pessoa ainda não tiver sido presa, limpe as mãos das crianças na roupa e no corpo da pessoa. Depois, despachar a roupa na cachoeira e dar um banho de cachoeira na pessoa.

Ebó Para Yansã - Oyá Onirá

Material Necessário:1 Abóbora moranga4 Búzios abertos4 Noz moscada4 Moedas4 Acarajés4 Metros de fitas vermelha / Branca1 Saco de morim

Maneira de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas Difíceis

Material Necessário:2 Acaçás Brancos 2 Ovos Brancos 2 Quiabos 2 Moedas 2 Conchas 1 Oberó

Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.

Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

Ebó de União

Colocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos, colocar bastante mel e fazer os pedidos.

Ebó Para Deixar de Beber

1. Escrever os pedidos na fronha do travesseiro e depois despachar no mar.

2. Sacudir a pessoa com pipocas e um frango numa cova abandonada do cemitério, fazer pedidos e deixar tudo aquilo ali.

3. Torrar a maça de vaca e fazer o pó. Esse pó deverá ser colocado na bebida que a pessoa mais gosta ou comida.

4. Fazer uma infusão de cachaça, camarão pitu e restos das fezes do beberrão. Quando ele beber fará vômitos. Quando vomitar, junte o vômito e enterre numa cova abandonada, acendendo uma vela e fazendo pedidos.

Para Descobrir Um Orixá Que Não Aparece no Jogo

Colocar um Obi com uma moeda corrente dentro de uma folha da costa ( saião ) e colocar 3 noites debaixo do travesseiro da pessoa. Retirar e colocar no meio do jogo de búzios, pedindo à IFÁ e ORUMILA que apresente o Orixá.

Ebó Para Afastar Egun

Material Necessário:9 Ovos Brancos 9 Ecurus 9 Acaçás Brancos Canjica Branca Escaldada 9 Velas Brancas Morim Branco

Maneira de Fazer: Passar tudo pelo corpo e pedir à OYÁ EGUNITÁ para afastar todos os males e Eguns. Em seguida, tomar um banho de Abô e acender 7 velas para Omolu, fazendo os pedidos.

Depois, passa-se um pombo pelo corpo da pessoa e solta-se. Em seguida, a pessoa deverá tomar 7 banhos durante 7 dias seguidos, cumprindo preceito.

Ervas Necessárias:Dandá-da-costa - ralado Saco-Saco Erva D’Oshóssi Aroeira Branca Funcho

Oferendas Para Oxalá - Prosperidade

Local: Dentro de Casa 
Horário: Diurno 
Dia da Semana: Sexta-Feira

Material Necessário: 
01 Tijela branca e 16 Acaçás

Modo de Fazer: Colocar na tijela branca 16 acaçás, pedindo a OXALÁ ajuda e melhoria de vida, colocar em cima do telhado, pedindo que OXALÁ o ajude e leve-o o alto AXÉ.

Ebó Para Atrair Clientes

Local: Terreiro de Candomblé. 
Horário: O que lhe melhor lhe convir. 
Dia da Semana: Terça, Quarta ou Quinta-Feira.

Material Necessário:

02 kilos de Milho Vermelho - 07 Moedas - 01 Omolocum - 09 Acarajés e 01 Ajebó.

Modo de Fazer: Colocar dois quilos de milho no fundo de uma panela. Colocar sete moedas. Sair pela manhã antes do sol nascer, fazer a volta jogando pela rua, e gritar por OGUN, entrar no,portão, tirar as moedas e colocar no jogo. Arriar um Omolocum para OXUN e nove acarajés para YANSAN, após vinte e um dias dar um Ajebó para XANGÔ, dentro de casa, com nove moedas, colocar no canto do quintal, as moedas colocar no jogo.

Oferenda a Obaluaiê ( Inveja e Olho Gordo )

Local: Terreiro de Candomblé. 
Horário: Diurno 
Dia da Semana: Sexta-Feira.

Material Necessário: 
01 quilo de milho alho 10 orogbôs, 10 moedas correntes e 10 favas de olho de boi.

Modo de Fazer: Fazer do milho alho, pipoca ( flores do velho ), colocar dentro de um Oberó ( aguidá ), colocar 10 orogbô, passando um a um pelo corpo, passar em seguida as 10 moedas, uma uma pelo corpo, em seguida passar as favas de olho de boi, pelo corpo pedindo tudo o que quiser. Colocar tudo dentro do Oberó, em cima as pipocas.

Obs: Esta obrigação tem por finalidade segurar sua casa do mal, dos inimigos e dos invejosos. Afastando-se de sua casa e mais quem estiver prejudicando ou perturbando seu lar.

Oferenda a Oyá Onirá ( Bons Negócios )

Local: Alto de um morro 
Horário: Diurno 
Dia da Semana: Quarta-Feira. 
Material Necessário: 
01 abóbora, 04 búzios abertos, 04 nóz moscada, 04 moedas correntes, 04 metros de fita branca, 04 metros de fita vermelha, 01 papel com seu nome e da pessoa com quem quer realizar o negócio e mel de abelha.

Modo de Fazer: Corta-se a abóbora moranga em cima e, coloca tudo dentro do saco, colocando em seguida o saco dentro da abóbora, fecha-se a abóbora e amarra-se com fitas brancas e vermelhas, coloca no alto de um morro e entrega a Yansán Onirá.

Obs: Entrega-se a Yansán pelos caminhos de Obará.

Ebó Para Limpeza da Casa ( Moradia )

Local: Dentro de Casa 
Horário: Qualquer um 
Dia da Semana: Segunda-Feira.

Material Necessário: 
01 Pombo branco e 01 metro de fita branca.

Modo de Fazer: Cava-se um buraco e coloca-se uma tigela com ovos gôros, cobrindo-os com prato branco, cobre-se o buraco com uma tampa. Sempre olhar os ovos, para ver se estouram, remove-los e substituí-los.

Obs: Despachar na encruzilhada. Por dentro do barracão em um canto, uma tigela com 07 ovos bons e água com sal grosso. Quando fizer sete dias, despacha-los em uma encruzilhada aberta, fica-se no meio da encruzilhada e joga-se os ovos para trás de si e sai sem olhar para trás, em seguida, coloca-se novos ovos no local.

Para Conseguir Um Bom Emprego

Um Galo Para Xangô Airá

Local: Pedreira 
Horário: 18:00 horas 
Dia da Semana: Quarta-Feira.

Material Necessário: 
01 frango branco novo, 12 quiabos, 01 cebola, camarão seco, azeite doce e 06 acaçás brancos.

Modo de Fazer: Sacrificar o frango, tirar as tripas e limpar bem o frango com os Axés, depois colocar os miúdos dentro da barriga do frango, junto com os quiabos e a cebola e, bastante camarão. Fazer uns espetos e fechar o frango com eles. Colocar para cozinhar, depois de cozido, passar azeite doce até ficar dourado. Oferecer o galo e os acaçás.

Obs: Para que este trabalho saia, é necessário que se leve um fogareiro para a pedreira e as panelas.

Vinho Para Impotência Sexual

Local: Quintal de Casa 
Horário: Qualquer um 
Dia da Semana: Qualquer um

Material Necessário: 
Mel de abelha, vinho mosacatel, gengibre e raiz de jurubeba.

Modo de Fazer: Ralar a raiz de gengibre e, misturar a raiz de jurubeba, também ralada, adicionar o vinho moscatel e o mel de abelhas, deixar tudo em infusão durante sete dias. Enterrar no fundo do quintal, deixando enterrado durante três meses. Após os três meses retirar o litro e começar a beber um cálice por dia, antes das refeições, mas antes fazer um Ebó.

EBÓ



Material Necessário: 
10 Velas brancas, 10 acaçás brancos, 10 acarajés, 10 carretéis de linha branco, 02 metros de morim branco, 01 saco de estopa ( linha ) e 04 metros de cadarço

Obs: Passar o Ebó no corpo da pessoa e depois despachar no mar.

Ebó Para Impedir Que Uma Pessoa Faça Mal a Outra

Local: Dentro de Casa 
Horário: Qualquer Um 
Dia da Semana: Segunda-Feira.

Material Necessário: 
Nome da pessoa que quer fazer o mal - 01 cebola, 02 pires virgens e 01 garrafa de pinga.

Modo de Fazer: Coloca-se o nome da pessoa dentro do pires, e em cima do nome coloca-se a cebola, joga-se a pinga em cima e cobre-se com o outro pires, pedindo para que a pessoa esqueça que você existe.

Ebó Para Ocultar Trabalhos e Não Serem Vistos Através dos Búzios

Quando estiver o trabalho, cobre-se a pessoa e o trabalho com 1 metro de morim branco virgem, enquanto o faz. Depois pode aproveitar o pano para outro trabalho qualquer.

Ebó de União de Casal

Local: Quarto do Orixá 
Horário: 2 Horas da manhã 
Dia da Semana: Segunda-Feira.

Material Necessário: 
02 corações frescos, mel de abelha, 04 velas brancas, palha da costa, 02 palitos grandes ( suficientes para atravessar os corações ) e 01 oberó, nome do casal

Modo de Fazer: Abre-se uma das artérias de um coração por cima e, coloca-se o nome dentro. O outro coração fica intacto, junta-se os dois corações dentro do oberó e atravesse-os com os dois palitos separados um mais em cima que o outro. Prepara-se duas cordinhas com palha da costa, amarra-se os dois corações, dando um laço de cada lado, a entrada dos palitos e nas saídas, coloca-se este trabalho no mesmo dia na mata, ao pé de uma árvore, acende-se as três velas e fa-se o pedido ao entregar. Quando estiver fazendo este trabalho acender uma vela no ronkó, além disso, vai tirando as cantigas de Oxóssi.

Ebó de União

Local: Terreiro de Candomblé 
Horário: Diurno 
Dia da Semana: Sexta-Feira

Material Necessário: 
Canjica cozida, 01 tigela branca, mel de abelha, 02 pombos brancos, 16 bolinhos de inhame e os nomes do casal.

Modo de Fazer: Cozinhar a canjica, por na tigela branca, colocar por cima o mel de abelha mais 16 bolinhos de inhame, dentro da canjica os nomes do casal. Matar um casal de pombo, mais mel, acender uma vela de 7 dias.

Ebó Para Resoluções Rápidas

Local: Entrada 
Horário: Noturno 
Dia da Semana: Segunda-feira

Modo de Fazer: Torrar feijão fradinho no azeite de dendê, colocar em um alguidar ou em folha de mamona, arriar em estrada de barro.

Ebó Para Trazer Uma Pessoa

Local: Casa da Pessoa 
Horário: Diurno 
Dia da Semana: Segunda-feira

Material Necessário: 
01 Pinto novo sem asa, o nome da pessoa que deseja que volte, mel de abelha e uma panela de barro.

Modo de Fazer: Falar no ouvido do pinto o nome da pessoa sete vezes. Colocar no bico o nome da pessoa com bastante mel de abelha, enterrar tudo na panela de barro no quintal de casa e oferecer a Exú. Depois tomar um banho de Erva Doce, alfazema, açúcar Cristal, Nome da Pessoa. Do pescoço para baixo.

Ebó Para Tirar Influências Negativas ( Exú )

Local: Casa da Casa 
Horário: Qualquer Um 
Dia da Semana: Qualquer um, exceto Sexta-feira

Material Necessário: 
03 Ovos, 01 cebola e 02 garrafas de água.

Modo de Fazer: Passar tudo no corpo da pessoa e despachar em uma mata fechada.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )

Local: Cemitério 
Horário: Meia-Noite 
Dia da Semana: Segunda-feira

Material Necessário: 
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.

Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )

Local: Cemitério 
Horário: Meia-noite 
Dia da Semana: Segunda-feira

Material Necessário: 
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

Oferendas a Odé

Material: 1 milho verde com casca; Milho vermelho em grãos; Coco; 1 alguidar.

Modo de fazer: Cozinhe o milho vermelho e coloque dentro do alguidar, desfie a palha do milho verde deixando apenas o milho descoberto e as palhas desfiadas penduradas, desfiar sem arrancar a palha do milho. Corte o coco em fatias finas e enfeite sobre o milho cozido, coloque o milho verde em pé sobre o coco, apontado para cima e com as palhas escondendo os grãos e o coco que ficarão em baixo. Coloque em cima da casa ou em um lugar alto pedindo à Oxóssi o que se quer.

Oferendas a Ossain

Material: Batata doce; Cebola; Azeite de dendê; 1 alguidar

Modo de fazer: cozinha-se a batata-doce apenas em água. Depois, descasca-se e amassa-se feito purê. Aí, mistura-se num refogado de cebola ralada com azeite de dendê e coloca-se tudo no alguidar. Coloque próximo a plantas e faça seus pedidos.

Oferendas a Obaluaiê

Material: Milho de pipocas; Areia de praia; 1 alguidar; 1vela branca.

Modo de fazer: Este é o prato mais comum oferecido à Obaluaie ou Omolu. Coloque a areia de praia em uma panela e deixe esquentar, depois de quente coloque o milho de pipoca para estourar nesta areia. Quando estiver estourado, coloque o milho no alguidar e está pronta a oferenda, faça seus pedidos à esse grande Orixá.

Oferendas a Xangô

Material: 12 quiabos; mel de abelhas; azeite de oliva; água; 1 tigela branca.

Modo de fazer: Corte os quiabos em rodelas finas, coloque na tigela com água, ponha um pouco de mel e um pouco de azeite por cima e mexa com as mãos até que se forme uma baba viscosa, enquanto estiver amassando com as mãos vá pedindo o que se quer à Xangô, Depois coloque em um lugar alto .

Oferendas a Oxumarê

Material: Feijão fradinho; Milho vermelho em grãos; Cebola; Azeite de dendê; 1 prato colorido.

Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Separadamente, cozinha-se o milho vermelho também em água. Depois, juntar o feijão e o milho, misturar bem e depois colocar num refogado de cebola ralada e azeite de dendê que deverá estar pronto. Coloque no prato e coloque próximo as plantas oferecendo a Oxumarê e fazendo seus pedidos.

Oferendas a Yansã

Material: Feijão fradinho; Camarão seco ralado; Cebola ralada; Azeite de dendê; 1 prato de barro ou louça.

Modo de fazer: Coloque o feijão de molho de um dia para o outro. Descasque o feijão um a um. Triture o feijão e misture com cebola ralada e o camarão seco socado, mexa por um tempo até que se obtenha uma massa firme. Coloque a massa para descansar coberta com um pano e com uma pedra de carvão dentro. Coloque +/- um litro de dendê em uma panela funda e deixe esquentar bem, faça bolos da massa de feijão com uma colher e coloque para fritar. Quando estiverem todos fritos, coloque no prato e deixe esfriar. Ofereça-os para Yansã. Faça seus pedidos.

Oferendas a Obá

Material: Feijão fradinho; Cebola; Camarão seco socado; Azeite de dendê; Farinha de mandióca; 1 Alguidar; Flores e velas coloridas.

Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Depois,mistura-se num refogado de cebolas raladas, camarão seco socado, azeite de dendê e água. Por cima coloca-se a farinha de mondioca, fazendo um pirão e coloca-se no alguidar. Deixe esfriar e enfeite com flores por cima do prato. Coloque nas margens de um rio e acenda as velas coloridas pedindo o que se quer a Obá. Sendo por muitos divindade interligada ao amor.

Oferendas a Oxun

Material: 5 batatas doces brancas; mel de abelhas; velas amarelas; prato branco; fitas coloridas.

Modo de fazer: Coloque as batatas para cozinhar em água até que fiquem bem molinhas. Deixe esfriar e amasse estas batatas com mel pedindo o que se quer. Tenha muita concentração em amassar, depois de amassado, coloque no prato e molde um coração com a massa. Depois enfeite com flores e fitas. Ofereça à Oxum em uma lagoa ou riacho. Esta oferenda é muito eficaz em casos amorosos.

Oferendas a Logun Edé

Material: Milho vermelho; Feijão fradinho; Azeite de dendê; Cebola; Camarão seco socado; 1 Alguidar; 1 inhame; ovos cozidos; coco; mel de abelhas.

Modo de fazer: Cozinha-se o milho vermelho só em água. Separado, cozinha-se o feijão fradinho, também só em água. Refoga-se o feijão fradinho com azeite de dendê, cebola ralada e camarão seco socado. Coloca-se o feijão em uma metade do alguidar e, na outra, o milho vermelho cozido. Frita-se o inhame e coloca-se por cima em fatias, em volta, enfeita-se com ovos cozidos em rodelas, fatias de coco e coloca-se bastante mel de abelhas por cima. Pede-se o que se quer e oferece-se ao Orixá Logun Edé.

Oferendas a Exú

Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Figado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.

Modo de fazer: Faça uma farófa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaça branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em padaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farófas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farófa e coloque o acaça no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.

ELAÇÃO DOS EBÓS

A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:

OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA

OGUN - DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ - CHEGUE PARA RECEBER

WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN

SERE - O GBA - TÈTÈ - RECEBA DEPRESSA OTURÁ -

AYKÓ WA GBA TÉTÉ - VENHA RECEBER DEPRESSA

OTURUPON - OKARAN - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSA

OKARAN - OIERU - WA GBA TÈTÈ - VENHA RECEBER DEPRESSÃO

Observações Importantes:

OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita aflição.

Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 (Obara),se não quiser ser presenteado, o mesmo faz com que a pessoa peca tudo. Todos comem com ele e ele come com todos. Ao afastar ou tirar qualquer outro odú, também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom.

Para se agradar o Odù Obara, nunca deve-se fazê-lo para apenas uma só pessoa, sempre coletivo. O mesmo para ser assentado, nunca deve ser assentado para uma só pessoa.

ABRIR CAMINHOS :

- 01 prato novo e sem uso.
- Colocar purê de batatas no prato.
- Palmas brancas.
- 01 pedaço de pano branco (1 m).
- Perfume de rosa.
- 01 garrafa de vinho.
- 01 pratinho de arroz sem sal.
- 02 pãezinhos.
- 02 garrafas de vinho moscatel abertas.
- 03 copos.
- 01 bolo de batata cozida com mel e 01 bola de gude amarela em cima (colocar em 01 pirex azul).
- Os pedidos e os nomes de quem quer beneficiar.
- Despachar à beira mar.




- 01 prato com favas brancas (cozidas e temperadas com alho, cebola e bastante azeite).
- 01 colher nova.
- Arroz branco e sem tempero.
- Colocar tudo junto em 01 prato com toucinho defumado.
- 01 licor suave aberto.
- Groselha em copos.
- 01 pano branco como toalha (1m).
- 01 garrafa de vinho aberta.
- 02 pãezinhos cortados em fatias.
- 03 pratinhos de papelão juntos.
- Despachar em campo aberto.




. ABRIR CAMINHOS E PARA VENDAS EM GERAL :

- Pó abre caminho.
- 01 garrafa de cachaça aberta.
- Colocar dentro de um vidro.
- 01 colar verde.
- 01 laço de fita vermelha no gargalo da garrafa.
- Pipoca em um pires branco.
- Despachar em um areial.




. ABRIR CAMINHOS, TRAZER DINHEIRO, PROSPERIDADE :

- 01 inhame do norte assado, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariwô (folha da palmeira), 01 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira ), 01 acaçá vermelho ( igual ao branco , porém com farinha de milho amarela ), azeite de dendê e mel.
- Assar o inhame na brasa (se for preciso raspar um pouco para tirar o excesso queimado). Colocar no alguidar. Enterrar os talos de mariwô e chamando Ogum. Fazer o mesmo com as moedas. Colocar os acaçás (um em cada ponta do inhame). Regar com um pouco de azeite de dendê e mel, 01 pitada de sal.
- Acender uma vela vermelha e fazer seus pedidos a Ogum.
- Colocar este despacho no muro, ao lado do portão.Se a pessoa morar em apartamento, colocar dentro de sua casa, atrás da porta de entrada.
- Depois de 07 dias, despachar sob uma árvore bem frondosa.




. ACALMAR A PESSOA AMADA :

- 05 batatas inglesas, mel azeite doce, açúcar mascavo, 02 velas amarelas de 30 cm.
- Cozinhar as batatas sem casca. Após esfriarem colocar um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça. Ir amassando as batatas com as mãos e misturar tudo. Enquanto faz isso, pensar na pessoa amada. Deixar a massa em forma de coração. Acender as duas velas, oferecer e pedir ajuda à Oxum Àpáàrà.




. ACALMAR QUALQUER PESSOA :

- Preparar um boneco de pano ou louça.
- Lava-lo em chá de cambará cereja, enquanto chama o nome da pessoa por 03 vezes.
- Enrolar o boneco com cipó-de-S.Francisco.
- Em 01 caixa que caiba o boneco, colocar flor de laranjeira. Colocar o boneco dentro.
- Fazer a oração: “ Peço que todos os males e nervosismo de (nome da pessoa) fiquem nesta caixinha. Esse boneco e esse cordão vão sempre levando todos os males e (nome da pessoa) se libertará de todos os males e desses pesadelos, assim seja “.
- Despachar em uma balsa ou em uma ponte elevadiça.




. ACALMAR UMA SITUAÇÃO :

- Talco em uma vasilha e 02 esponjas azuis.
- Sândalo em pó.
- Óleo para cabelo e brilhantina.
- 01 pratode macarrão feito em água mineral, com um molho grosso (feito com 07 tomates). Depois de pronto e sobre ele, uma colher de azeite doce.
- 01 pedaço de lingüiça.
- 01 pemba branca raspada.
- Enfeitar com azeitonas e folhas de louro.
- Cubrir a tigela com 01 m de pano branco.
- As esponjas e o talco devem ser colocados ao lado.
- 01 lenço de cabeça.
- Ofertar e despachar à beira mar.



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. ADOÇAR ALGUÉM :

- 01 pequena caneca de smalte branca.
- 01 laço feito com fita branca.
- 01 pente.
- Pedidos por escrito e à lápis.
- Despachar na mata.

- Balas de coco brancas (em número ímpar).
- Pedaços de fumo de corda (idem).
- Despachar na mata.




. FAZENDEIROS OU DONOS DE TERRA QUE PRECISAM DE AJUDA :

- 02 caixas de charutos com terra da fazenda (ou propriedade) dentro.
- Fincar na terra 7 charutos. 05 m de fita fina e verde.
- 01 ímã de aço.
- 02 garrafas de cerveja preta e 01 de branca (em uma colocar purpurina dourada, na outra prateada com açúcar verde).
- 04 guaranás.
- 01 garrafa de leite puro.
- 01 maço de cigarros.01 caixa de fósforos.
- Tudo colocado sobre 01 m de pano verde.
- 03 velas verdes e 01 amarela (coloca-las dentro de um prato com mel).
- Colocar este prato dentro de um defumador ou queimador.




. ALGUÉM ABRIR O JOGO (SEGREDOS, CONFIDÊNCIAS, ETC) :

- 01 mesa redonda de madeira ou plástico.
- Um pano verde claro com rendas brancas na borda.
- 01 baralho que deve ser aberto sobre a mesa (completo), como se fosse haver jogo .
- 01 língua de papel pintado com lápis cor de rosa.
- 02 chaves.
- 02 cadeados abertos.
- 01 maço de cigarro minister.
- 01 cinzeiro azul.03 velas verdes acesas.
- 01 garrafa de conhaque aberta.
- 03 copos.
- 01 caderno.
- 01 caneta nova.01 pemba azul.
- Deixar na mesa as velas acesas dentro de um prato branco com mel.
- Despachar na mata.




. PARA QUE ALGUÉM SE DECIDA :

- Uma toalha branca que deverá ser desfiada e em pedações para isolar.
- 07 chaves de aço.
- 01 boneco envolto em uma capa.
- Colocar tudo dentro de uma caixa.
- Colocar farofa de farinha, azeite de dendê .
- Colocar em um alguidar, junto com uma pá de madeira com cabo longo.
- Sementes de girassol.
- Flores de gerânio.
- 01 fita azul e outra branca juntas, com as pontas amarradas.
- 01 bandeira do Estado.
- 01 carvão pintado de vermelho.
- 05 guaranás abertos e copos.
- Perfume “ Musk “.
- Alfavaca .
- Mel.
- 01 maçã em um prato com açúcar (deixar ela bem mergulhada).
- 20 orquídeas.
- 01 ímã de aço.
- Despachar à beira mar ou em algum lago.




. AMOLECER O CORAÇÃO DE ALGUÉM :

- 01 MAMÃO MADURO. Corta-lo ao meio.
- Colocar açúcar, o nome da pessoa e o que deseja. 
- 01 parte deixar à beira mar e a outra em água doce com um copo de vinho tinto e um prato branco com beijos e rosas juntos.


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. ARRUMAR EMPREGO :

- Vários pés de moleque em um prato.
- 01 ventarola de papel de seda.
- 07 guaranás abertos.
- 01 doce molinho em outro prato com os pedidos.
- 07 bolinhas de gude vermelhas (ou em qualquer número ímpar).
- 01 prato de canjica adoçada com mel e queijo.
- Farinha de amendoim torrado.
- 01 flor artificial.
- Despachar em uma nascente.


Ebó para Ògún Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade
1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.
Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô e chamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda uma vela e faça os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.


Presente para OxumPara acalmar a pessoa amada5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Oxum Aparà.


Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja1 metro de pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas actuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.
Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do Ebó. Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.


Oferenda a ExúMaterial: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.
Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque numa praça bem movimentada.


Ebó Para Iansã - Oyá OniráMaterial Necessário:1 Abóbora moranga, 4 Búzios abertos, 4 Noz moscada, 4 Moedas, 4 Acarajés, 4 Metros de fitas vermelha / Branca, 1 Saco de pano.
Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas DifíceisMaterial Necessário:2 Acaçás Brancos, 2 Ovos Brancos, 2 Quiabos, 2 Moedas, 2 Conchas, 1 Oberó
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom eem dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.


1º OSO OFUN

Ebó

1 cabaça
16 búzios
16 conchas
16 favas D’Osalá
16 moedas
1 pedaço de prata
Mel e azeite doce
2 morim branco

Procedimento: arrumar tudo na cabaça, embrulhar com o morim e pendurar em uma árvore frondosa.

2º) Oso Ofan

Ebó

1 tigela branca
16 argolas brancas
16 búzios
16 conchas
1 pedra branca
1 acaçá
1 pemba branca
azougue
1 imã

Procedimento: arrumar tudo na tijela e oferecer ao ODÚ no alto de uma serra.

3º) OSO DEBUI

Ebó

1 metal 1 cesto
1 cesto
1 obi
16 acaçás
uvas brancas
16 pêras
16 maçãs

Procedimento: arrumar tudo no cesto e oferecer ao ODÚ e colocar no tronco de uma árvore no alto.

4º) OSO MORÍ

Ebó

1 travessa branca pequena
1 ebô canjica
1 bandeira branca
1 obi

Procedimento: colocar na travessa o ebó, fincar a bandeira no meio e colocar o bi: oferecer ao ODÚ na cachoeira em lugar alto.

5º) OSO GBJA

Ebó

1 bacia de ágata
1 ebô (canjica)
1 Igbin (caramujo branco vivo)

Procedimento: arriar nas águas limpas de uma cachoeira e colocar o igbin em cima do ebô vivo.

6º) OSO LUFÃ

Ebó

1 gamela redonda
1 canjica
16 acaçás
16 moedas
16 búzios
1 obi
1 toalha branca com renda

Procedimento: enfeitar a gamela com tudo: levar em uma serra, arriar no pé de uma árvore. A toalha depositar ali na obrigação.

7º) OSO PEONDA

Ebó

1 estrela-do-mar (grande)
16 búzios
16 moedas
16 conchas
1 imã
1 obi
1 acaçá
Canjica
Azougue

Procedimento: arrumar tudo dentro da estrela-do-mar em noite de lua cheia e oferecer ao ODÚ em campo limpo.

8º) OSO GBELÉ

Ebó

1 mt de morim branco
16 varinhas de atori de café
16 mts de fita branca
16 cará cozido
16 acaçás
Mel

Procedimento: enrolar tudo no morim e amarrar em sentido lateral por fora do ebó as 10 varas com as fitas brancas, oferecer nos pés de uma palmeira. 

9º) OFU

Ebó

1 folha de taioba
1 inhame cozido
16 acaçás
Canjica
Azeite doce
16 moedas
1 obi

Procedimento: arrumar tudo na folha da taioba e oferecer ao ODÚ na beira d’água em rio limpo ou cachoeira.

10º) OFANTÓ

Ebó

1 Igbin (caramujo
1 búzios
1 obi
1 moeda
16 ramos de trigo
1 tijela com ebó

Procedimento: arrumar o ebó na tijela. Colocar o búzio. Obi, a moeda e fincar em volta os 16 ramos de trigo. Colocar o Igbin em cima do ebô. Oferecer ao ODÚ no mato que tenha rio ou cachoeira.

11º) BEBUÉ

Ebó

16 cocos verdes
16 mamões pequenos
16 acaçás
16 molas de inhame
16 moedas
16 bananas ouro
16 moringuinhas com água
16 bolas de arroz
16 velas
16 rosas brancas
2 mts de morim branco
1 bandeira branca

Procedimento: no mar, colocar a toalha na areia, arrumar uma mesa bem bonita com este material e fixar na areia a bandeira branca e oferecer ao ODÚ.

12º) MORI GITA

Ebó
2 pombos brancos
1 obi
1 moeda
1 champagne

Procedimento: solte os dois pombos, abra a champagne, jogue o obi e a moeda na águas da cachoeira.

13º) GBIÃ

Ebó

1 travessa de louça branca
1 curvina (peixe) crua
16 ovos cozidos
Ebô
1 obi
16 moedas
16 acaçás

Procedimento: arrumar tudo na travessa e oferecer no mato nos pés de uma árvore frondosa.

14º) LUFÃ ANI

Ebó

1 galinha branca
1 mt de morim branco
1 obi
16 moedas
Ebô
Deburu
1 gamela

Procedimento: arrumar tudo na gamela, levá-la no mato e soltar a galinha em oferenda ao ODÚ ALAFIA LUFÃ ANI.

15º) PEONDA OGBI

Ebó

1 abóbora de pescoço
16 acaçás
16 búzios
16 moedas
16 conchas
Ebô
Azeite doce
Mel

Procedimento: abrir a abóbora, colocar tudo dentro, temperar e oferecer nos pés de uma árvore no mato.

16º) GBELÉ

Ebó

1 pombo
2 moedas
1 obi
1 vela
1 igbin

Procedimento: acender a vela, colocar no chão, segurar o pombo e soltá-lo; jogar águas as moedas: passar em sim o obi e soltar o igbin na beira d’água, na cachoeira.

Ebó para desfazer choques de Odús

Material:

- Uma muda de roupa velha da pessoa
- Doze punhados de arroz com casca
- Um quilo de balas de coco
- Um quilo de cada legume (variados)
- Doze acaças brancos
- Doze acaças vermelhos
- Doze ovos brancos
- Doze ovos vermelhos
- Doze velas brancas
- Doze moedas correntes
- Doze víntens antigos
- Doze punhados de canjica cozida
- Doze punhados de alpiste cozido
- Doze punhados de uado
- Doze acarajés
- Doze abarás
- Doze ekurus para Yansã
- Doze palmos de morim branco
- Doze palmos de morim vermelho
- Doze palmos de morim amarelo
- Doze rosas brancas
- Doze rosas vermelhas
- Doze bolinhos de farinha de mandioca
- Doze cigarros
- Um pombo branco (macho)
- Uma galinha branca
- Doze pratos brancos (para quebrar)
- Três garrafas de cerveja branca

Maneira de fazer:
Passar tudo isto na pessoa com bastante concentração e entregar o Ebó dividido - metade do Ebó na encruzilhada e a outra metade na mata no mesmo dia. Na volta do Ebó, dar um Bori na pessoa.

Ebós Odù OGUM-MEJI-OKO

7 cocadas brancas
7 akaçás 7 bolinhos de farinha
1 pàdé de mel ou azeite doce
7 velas de aniversário
7 copos de guaraná
7 moedas corrente
1 obi

Colocar numa praça aberta

ÒGÚN - EJI-OKO

1 oberó n. ° 06
Caruru no meio de todas as comidas de santo em volta com 2 velas, 1 cesta de fruta.

Coloca-se nos pés de Ibeji.

OGUM

Dar-se um Aj á para Ogum e aluá , se não souber dar, enfeite-o com fitas e ojás e apresente a ogun, soltar vivo em uma estrada e após dar comida a Ogum da prefer ê ncia um bode e dar os banhos na pessoa

1 banho de milho vermelho
1 feijão fradinho torrado 1 banho de canjica

EBÓ PARA UM CASO DE PRISÃO

Escreve o nome do preso em 21 ovos

Quebrar em volta da delegacia ou presídio chamando por exú e pedindo.

Depois fazer um caruru para 7 crian ç as e faça com que as crianças coma com as mãos e despache na cachoeira, dar um banho com água de cachoeira.

ETAOGUNDA - PARA ABRIR CAMINHOS

1 oberó n ° 5
1 quilo de arroz cosido
3 rodelas de inhame
3 chaves de ferro
3 velas

Dendê

Bilhete com o pedido, por um pouco de arroz no ober ó , por o bilhete e resto de arroz, as chaves, regar com dend ê e por ú ltimo por as três rodelas de inhame; colocar em uma estrada de subida com bastante movimento ou embaixo de uma árvore oferecendo à Etá ogundá com as velas.

EBÓ ETAOGUNDA

1 prato com arroz branco bem cozido
3 rodelas de inhame
3 chaves
3 akaçás
3 velas
1 bandeira branca
Arriar para esú

IOROSSUN EBÓ D’OSOSSI

Miolo de boi
Farofa de mel ou água

Milho vermelho

7 moedas correntes
7 akaçás
7 velas

COMO ESSE ODU NO CAMINHO DE YANSA

4 ekurús .
4 velas
4 torcida de algod ã o
4 pedaços de morim

Passar tudo no corpo da pessoa depois colocar os acuras dentro de peda ç os de morim e vai batendo com elas pelo quintal at é o port ã o para mostrar a Oya o caminho da rua, levar tudo no bambuzal. Amarra-se tudo na ponta de um bambu e acende 4 velas em volta do bambuzal.

OSE - CAMINHO E PROSPERIDADE

1 estrela do mar com 5 pontas
5 velas
Milho vermelho
Feijão fradinho
Camarão seco
5 ovos
1 prato raso de dendê
Mel
Azeite doce

OSE-EBÓ PARA CAMINHO

5 punhados de deburu
• folha de pelegun
• velas para Oss ã e e Omulu

OSÊ - EBÓ PROSPERIDADE

5 bonecos
5 alianças
5 espelho
5 pentes
5 maçãs
5 sabonetes
5 Vidros de perfume
Mel
Fita branca e amarela
Cesta de vime
1 Omolocum com 5 ovos

Arriar no p é do santo ap ó s tr ê s dias colocar na cachoeira.

EBOS Ê PARA TIRAR NEGATIVIDADES

5 ovos cozidos - descasca-se a metade
5 charutos
5 inhames cozido
5 punhados de canjica cozida
1 miolo
5 moedas
1 panela de barro n ° 5

EBÓ PARA ESÚ OBARÁ

6 qualidades de legumes, cortado em 6
6 akaçás
6 velas
6 palmos de morim branco
6 punhados de milho vermelho
6 punhados de milho branco
6 bolas de farinha com mel

Passar pelo corpo e despachar em casa comercial ou banco em movimento.

EBÓ PARA DESPACHAR NEGATIVO

7 palmos de morim branco
7 akaças branco
7 acarajés frito no azeite doce
7 folhas de pelegun
7 bolas de arroz
7 punhados de ebô

Passe o murim no corpo, depois o restante arrumar no muram e despachar. Em seguida passe pelo corpo:

2 maçãs 
2 pêras
1 melão
Bananas
2 uvas Itália 2 velas 2 moedas

Coloque em uma praça e regue com mel e põe-se as moedas e entregue a MEGI MEGI nos caminhos de (OBAR Á MEGI), pedir tudo de bom acompanhado de duas crian ç as.

EBÓ PARA DESPACHAR ODÚ ODI (AFASTAR)

7 saquinhos de pano vermelho
7 pad ê s de dendê
7 pimenta da costa
7 nomes

passar em 7 encruzilhadas

Em cada encruzilhada deixar um saquinho e dizendo; Odi que fique com fulano. Ao voltar fazer para um Odu bom, para ficar num lugar do que se afastou , um mal vai parir um bom.

EBÓ PRA QUEBRA DIFICULDADES

1 peixe vermelho
7 carretéis de linha preta, vermelha, roxa e branca
Pàdé de azeite doce
7 quartinhas pequena
7 velas
1 prato de papelão

Colocar o p à d é num prato, por o peixe por cima, depois de passado no corpo da pessoa, pegar as quartinhas e mandar a pessoa desenrolar os carreteis colocar em cima do peixe, e falar ODI estou lhe quebrando assim como todas as dificuldades e falta de dinheiro.

Obs.: Quebrar as quartinhas uma a uma e depois agradar a um Odu de prosperidade passando tamb é m na pessoa.

EBÓ ODÍ LADO POSITIVO

7 cocadas branca
7 velas
7 ovos
7 padês de mel
7 moedas corrente
7 akaças
7 copos d’ água com açúcar

Arriar este eb ô numa pra ç a aberta ou num pé de árvore, não olhar para trás de jeito nenhum, após fazer agrado para outro odú passando tamb é m na pessoa, od ú bom.

EBÓ EJÔNILÊ (SAÚDE E GUERRA )

1 cesta de vime
1 espada de madeira
1 bandeira
1 boneco
8 ekurús
8 bolos de farinha
8 bolas de arroz
3 velas
8 akaças
8 punhados de ebô
8 frutas diferente

Passar tudo pelo corpo da pessoa, ir arrumando na cesta. Colocar em alto mar ou na praia.

Obs ao se escolher as frutas tem que entrar goiaba nessa lista.

EBÓ PARA SUSPENDER VIDA

1 gamela
1K quilos de quiabo (cortado fino)
1 Litro de mel
1 quilo de açúcar
1 pemba vermelha ralada
3 vidros de azougue
12 velas
1 caixa de fósforo

Bater tudo e passar no corpo. Colocar na gamela e após numa pedreira com a s velas e oferecer a Xangô .

EBÓ PARA TIRAR VÍCIO DE BEBIDA

7 garrafas de cachaça da pior qualidade 7 garrafas de água mineral sem gás 7 velas vermelha

Levar a pessoa na porta de sete bares, por uma garrafa de cacha ç a uma vela vermelha e uma garrafa de água mineral sem gás em cada bar e entregue a Esú Zé Pilintra.

EBÓ D’OSALÁ

1 casca de ibi 1 akaça branco

O nome dentro do akaça enfiado dentro do ibí , colocar dentro de uma tigela, por canjica em volta e cobrir com bastante a çú car, oferecer a Obatal á .

EBÓ PARA LIVRAR FEITIÇO

1 galo 5 obis Dendê
Passar no corpo e colocar no oberó, por na encruza com 5 velas de madrugada.

EJIOKO

2 búzios abertos Respondem: OGUN -IBEJI

EJIOKO

1º)EDA

Ebó

2 mts de morim branco
2 maçãs
2 velas
2 acaçás
2 bananas ouro
2 moedas
1 cabaça
mel

Procedimento: abrir a cabaça tirando a tampa e colocar tudo dentro menos as velas; mandar o cliente pedir tudo ali; embrulhar após tampar a cabaça com morim branco e entregar na beira de um córrego de cachoeira.

2º)VOIA

Ebó

2 bonecos de pano
2 acaçás
2 pratos brancos
2 gemas de ovo
2 velas
2 fls. De peregun.
2 favas de ogum
2 tiras de papel com nomes do que se quer pedir

Procedimento: colocar os bonecos em cima dos pratos: abri-los pelas costas; colocar as gemas, os acaçás, as favas e as tiras com papel e os nomes escritos; embrulhar os bonecos nas folhas de peregun, arriar no mato com as velas acesas.

3º)EDE

Ebó

2 pratos de barro
2 atoris de guaximba
2 sapos vivos
2 velas
2 fitas
2 ekurus
2 bruxas de pano

(*) escrever o que deseja em papel

Procedimento colocar os prato, os atoris em cima deles, os sapos, cada um em um prato, os ekurus e as bruxas de pano. Bater com vagar nos sapos com os atoris para eles pularem para o mato e pedir que eles encontrem caminhos para resolverem o que se quer. Acender as velas. Ir embora.

4º)NITÁ

Ebó

2 acaçás
2 farofas de mel e azeite
2 espadas madeira
2 potes de barro
2 fls. De peregun.
2 pratos (pires)
2 mts morim branco
2 copinhos

Procedimento: colocar os potes em dupla; dar na mão do cliente as duas espadas de madeira; passar nele tudo e colocar tudo dentro dos potes, quebrando as espadas. Despachar no mato.

5º) OLARIN

Ebó

1 panela de barro com tampa
2 facas
2 pedaços de ferro gusa
2 acaçás
2 acarajés
2 velas
2 fls. De jurubeba.
mel
vinho moscatel
2 velas
2 caixas de fósforo
2 orobôs

Procedimento: passar no dia de Terça-feira no cliente as facas e tudo do ebó: colocar tudo na panela de barro: temperar com mel e vinho; depositar nos pés de uma mangueira frondosa e pedir ao ODÚ o que deseja para o filho.

6º)OITÔ

Ebó

2 flechas de bambu com 2 mts cada
(ebô de d’Osalá) um pouco
2 punhados de areia do mar
2 conchas
2 búzios
2 saquinhos de morim branco
2 moedas
2 acaçás
2 tiras de palha da costa

Procedimento: fixar entre o cliente no mato as duas flechas de bambu no chão; colocar em cada uma a areia; em cima da areia o ebô; o resto colocar nos saquinhos e amarrar em cada ponta de vara com tiras de palha da costa; pedir o que desejar.

7­º) NIOSALAN

Ebó

2 pombos brancos
2 mts de morim branco
2 velas
2 acaçás
2 favas de cumarú
2 caixas de fósforo

Procedimento: embrulhar o cliente no morim; passar mel tudo; embrulhar os ingredientes no morim com o seu suor e soltar os pombos, pedindo ao ODÚ que tire as pragas do filho e que as aves vão buscar sua felicidade e paz perdida pelos ajés. Este ebó deve ser feito em um dia de sábado, no mar.

8º) ONAN

Ebó

2 bagres
2 mts de morim vermelho
2 acaçás
2 ovos
1 farofa de dendê
1 orobô
1 obi
Mel
1 travessa de barro (que dê tudo isto)

Procedimento: tirar os ferrões do bagre, enterrar no chão de terra, embrulhar tudo no morim vermelho depois de arrumar tudo na travessa (a travessa é que é embrulhada com o morim). Colocar em uma praça pública e pedir tudo ao ODÚ.

9º)AJA

Ebó

1 toalha de rosto com suor de 2 semanas da pessoa
2 pedaços de corrente de ferro com 12 cms cada
1 faca
2 acaçás
1 caderno aberto
1 chave de cadeado
mel
vinho
cachaça
dendê
farofa de mel e dendê

Procedimento: esticar a toalha no chão com o sol a pino; colocar sobre ela tudo; fazer uma trouxa e colocar em uma linha férrea onde tiver um desvio.

NOTA: se for para pessoa presa, deixar na porta ou próximo a Delegacia ou Tribunal.

10º) KERE

Ebó

2 mts de morim branco, preto e vermelho.
2 acaçás
1 alguidár
2 ferraduras
2 pedaços de imã
2 pedaços de fumo de rolo
2 vintém
1 garrafa de vinho moscatel
1 orobô

Procedimento: colocar os morins em crú no chão. Colocar o alguidá, e dentro dele arrumar tudo; depois embrulhar tudo passar no cliente de costas e colocar na beira de um rio. Na volta, o cliente toma um banho de água de canjica.

11º) INTÉ

Ebó

2 acaçás
2 acarajés
2 orobôs
2 moedas
2 espelhos
2 figas
2 velas
2 búzios
2 conchas
2 estrelas-do-mar pequena
1 panela de barro
2 mts de morim branco
7 retroz de linha com 7 cores

Procedimento: colocar tudo dentro da penal de barro. Embrulhar com o morim e enterrar nos pés de uma árvore seca. Isto é para despachar as pragas e vícios “perigosos” que estejam matando uma pessoa, como: jogo –roubo – bebida – tóxico.

12º) OSSAIN

Ebó

1 saco de estopa
1 kg de pipoca
3 acaçás
3 velas
3 ekurus
3 pedaços de pau seco
3 folhas de peregun
3 retroz de linha nas cores: preto, vermelho e branco.

Procedimento: passar tudo na pessoa e colocar dentro do saco com os retroses de linha; enrolar o saco e colocar também dentro do saco a sua roupa velha.

13º) VOIU

Ebó

1 frango
2 pardal
3 acaçás
3 obis
3 moedas
3 punhados canjica e três de deburu

Procedimento: passar tudo na pessoa; jogar tudo que for passando no mato; soltar o frango e o passarinho; pedir a VOIU que na próxima lua cheia lhe traga tudo que lhe tiraram por inveja e desamor.

14º) SIRIM

Ebó

1 curvina
3 farofas, sendo 1 de dendê, 1 de mel e 1 de água.
3 mts morim branco
3 acaçás
3 pedras apanhadas em uma caminho

Procedimento: passar tudo no cliente; embrulhar tudo no morim e amarrar no galho de uma árvore frondosa. Não passar neste lugar durante 30 (trinta) dias.

15º) MORUBI

Ebó

1 caixa de fósforos
3 folhas de mamona
3 farofas, sendo 1 de dendê, 1 de mel e 1 de4 água.
3 moedas
3 orobôs
3 pedacinhos de pelo cachorro vadio
Mel

Procedimento: colocar a pessoa de pé defronte às folhas da mamona’colocar em cada uma das coisas, ou seja, 1 moeda, 1 orobô, 1 farofa (um punhadinho de cada uma); assim que fizer isto, pegue os pelos dos três cachorros e queime-os fazendo com que aquela fumaça leve tudo de ruim da pessoa.

16º) DEJANISSÉ

Ebó

1 kg de uva branca
1 bandeira branca com cabo feito com uma vara de algodoeiro
8 palmos de morim branco
8 acaçás
8 moedas
1 obi
1 orobô
1 melão
1 ebô (canjica)
8 ovos
8 búzios
8 conchas
8 bolas de algodão
8 cavalos-marinhos
1 imã
Azougue
Mel –azeite doce
1 travessa branca “grande”
1 inhame cozido (acará)

Procedimento: na travessa colocar o melão, o inhame cozido. i ebô em volta de tudo, mas bem arrumado na travessa. Passe a bandeira na pessoa e finque-a no melão que está no centro da travessa. Entregue no mar que tenha mato perto. Derrame o mel e o azeite por cima.

1º) JAVIBORÉ

Ebó

1 cabaça
7 cabacinhas
15 acaçás
15 acarajés
1 azougue
1 imã
1 orobô
15 búzios
15 conchas
1 fava de omulu
1 folha da fortuna
1 fava de aridã
Mel e moscatel

Procedimento: arrumar tudo dentro da cabaça, cobrir tudo com a folha da fortuna, e tampara cabaça e oferecer ao ODU OBEOGUNDA JAVIBORÉ pedir o que desejar.

2º) NIBAJI

Ebó

1 cabaça
1 topázio
15 caroços de milho
15 caroços de feijão fradinho
1 acaçá
1 acarajé
1 imã
azougue
1 pombo branco

Procedimento: a pessoa segura o topázio em uma das mãos, o pombo na outra; mostra a pedra preciosa ao sol; peça tudo que desejar, solte o pombo e arrie a cabaça com tudo dentro nos pés de uma árvore frondosa.

NOTA: com o topázio a pessoa façá um cordão breve ou anel e use-o como talismã.

3º) KUKA-TI

Ebó

1 alguidá
1 obi (faca)
Milho cozido
Deburu
Canjica
7 folhas de mamona
7 acaçás
15 moedas

Procedimento: fazer nas 7 folhas da mamona um amarradinho com as farofas; arrumar os embrulhadinhos alguidá, atravessar a faca em cima, por ima de tudo passe na pessoa o deburu, o milho e a canjica, coloque em cima das farofas embrulhadas e da faca. Os acaçás, as moedas e os búzios também passe na pessoa, porém deposite-os nos pés de uma jaqueira com 1 vela acesa. O alguidá ponha no mato.

4º) ELETÁ

Ebó

2 bandeirinhas brancas acima da altura da pessoa ( arranje as varas no mato para fazê-las)
1 pote sem asa
15 moedas
15 acaçás
15 acarajés
15 ovos
15 velas
1 orobô
1 obi
1 espada simbólica feita de vara do mato
Azeites
Mel 
Vinho
Água

Procedimento: coloque a pessoa de frente ao pote segurando as duas bandeiras com as mãos (uma em cada), destampe o pote e vá passando tudo nela e colocando no pote; terminado, quebre a espada, ponha no pote, mande entregar no mato com as bandeiras que ficarão fincadas no chão ladeando o pote.

5º) TOMO ORÚ

Ebó

1 cabaça
15 argolas de cobre
1 orobô
15 búzios
15 conchas
1 pedra apanhada no mar
Areia do mar
1 estrela-do-mar pequena
Mel
Moscatel

Procedimento; arrumar tudo. Na pessoa passe a cabaça com tudo arrumado e ofereça no tronco de uma jaqueira frondosa.

6º) GIDOGON

Ebó

7 punhais pequenos
15 moedas
15 acaçás
15 acarajés
15 maçãs
15 pêras
15 cajus
Milho cozido
Mel
1 travessa de barro

Procedimento: arrumar tudo na travessa colocando os punhadinhos separados por 1 acaçás; arrume as frutas em cima do milho e ofereça no mato em uma caminho. Volte por outro caminho.

7º) YAKESSA

Ebó

1 mt de morim branco
1 curvina (peixe) cru
1 farofa de mel
1 farofa de dendê
1 farofa de água
15 maçãs
1 acaçás
1 obi
1 orobô
7 mts de cadarço branco

Procedimento: arrumar tudo no morim. Embrulhar tudo e amarrar bem com o cadarço. Oferecer no mato.

8º) TOKO EFUN

Ebó

1 abóbora de pescoço
1 canjica
7 pembas brancas
15 acaçás
15 acarajés
1 imã
azougue
1 toalha de morim
Mel

Procedimento: abrir a abóbora no meio no sentido horizontal; colocar tudo dentro, fechar a abóbora, enrolar toda ela com o morim e ofereça em um pé de árvore no tronco alto ao ODÚ.

9º) EWI KORÉ

Ebó

1 bacia de ágata 
1 obi
1 ebô (canjica
15 moedas
15 acaçás
Mel
Azeite doce
1 ojá de morim com renda

Procedimento: oferecer assim: coloque o ebô na bacia, os 15 acaçás rodando, as moedas espalhadas, o obi no meio do ebô. Amarrar a bacia com o ojá dando-lhe um laço bonito. Oferecer em uma cachoeira ao ODÚ EWI KORÉ OBEOGUNDÁ.

10º) EWI FON

Ebó

1 bandeira branca da altura da pessoa de vara do pau do mato
1 quartinha com 1 orobô e água

Procedimento: a pessoa segura a bandeira em uma das mãos e a quartinha na outra; anda 15 passos para frente, crava a bandeira no chão e a quartinha em seu pé (da bandeira); oferece ao ODÚ FON OBEOGUNDÁ. Isto deve ser feito na beira d’água de um córrego ou cachoeira.

11º) EWI TION

Ebó

1 faca (obi)
1 telha de cumieria antiga (tipo das de canal)
1 Ossun
1 acaçá
1 acarajé
1 quartinha com água
16 moedas
1 punhado (bom) de areia do mar
15 pregos grandes (maior que puder)
1 bandeira pequena branca
1 orobô

Procedimento: fazer um quadrado no chão, no mato, com a areia do mar; deitar a telha canal, amolecer o Ossun com água e dar efun na telha em pontinhos e rabiscos: pregue no chão em volta da telha os 15 pregos, coloque a quartinha, as moedas, o orobô e finque a bandeirinha e a faca (obi). Ofereça ao ODÚ.

12º) EWI ETA

Ebó

1 panela com tampa (barro)
15 tijelinhas de barro
15 favas d’obaluaye
15 moedas
15 imãs
15 obis
15 orobôs
15 acaçás
15 gotas de azougue
15 grãos de pimenta da costa
Mel – Vinho moscatel – água
Azeite doce e de dendê
1 acará cozido

Procedimento: na panela colocar o acará cozido e temperado com azeite doce, azeite de dendê e mel. Nas tijelinhas, em cada uma, colocar: 1 faca, 1 obi, 1 orobô, 1 acaçá, 1 gota de azougue, 1 grão de pimenta da costa, azeites, água, mel e vinho.

NOTA: levar tudo arrumado e oferecer no campo ao ODÚ com 15 velas acesas em uma terça-feira.

13º) EWI ORÚ

Ebó

1 folha da costa (saião) – das grandes
1 orobô
1 moeda
15 caroços de feijão preto
Mel

Procedimento: abrir a folha na mão esquerda, colocar em cima dela a moeda, orobô, os 15 caroços de feijão preto e juntar com mel. Pedir olhando para o céu tudo o que desejar ao ODÚ.

14º) EWI AGON

Ebó

15 bananas figo
15 acaçás
1 folha de taioba
1 canjica
1 orobô
Mel –azeite doce
15 fitas com 1 mt varias cores

Procedimento: abrir a folha da bananeira e nela colocar tudo, embrulhar e amarrar com as fitas e depositar em um pé de cajá oferecendo ao ODÚ.

15º) EWI ESSÁ

Ebó

1 cabaça
1 acaçá
150 moedas
150 caroços de milho
150 caroços de feijão fradinho
1 kg de arroz cru

Procedimento: colocar tudo na cabaça, levar a pessoa em uma campo, andar 150 passos sacudindo a cabaça misturando tudo lá dentro e fazendo seus pedidos. Após tudo isto, arrie mansamente a cabaça no chão, destampe-a acenda uma vela e deixe lá no tempo.

16º) EWI EFUN

Ebó

1 cristal
1 travessa de louça
1 canjica
15 acaçás
1 orobô
1 obi
15 pembas brancas
Azeite doce

Procedimento: arrumar tudo na travessa, o ebô, o orobô, o obi, as 15 pembas e o cristal no meio. Oferecer em um caminho aberto ao ODÚ OBEOGUNDÁ EWI EFUN

OXE

1º) BEUIM

Ebó

5 palmos de morim branco
5 ovos
5 acaçás
5 bolas de arroz
5 bolas de farinha
5 moedas
Deburu (pipoca)
Ebô (canjica)


Procedimento: limpar o suor da pessoa com o morim; arria-lo no chão; passar tudo na pessoa e ir colocando no morim fazer uma trouxa e despachar nas águas de um rio.

2º) NILÁ

Ebó

1 panela com tampa (de barro)
5 fitas nas cores: azul, amarelo, rosa, branco e vermelho.
5 acaçás
5 obis
5 velas
5 bolas de arroz

Procedimento: em noite de lua cheia e em um dia de quinta-feira, arriar a panela no chão, passar tudo na pessoa e ir colocando dentro da panela. Quando chegar nos obis, em cada um, a e pessoa faz um pedido; leva a panela para o mato, acende em sua volta as 5 velas e no caminho de volta vai jogando fora os obis.


3º) YAPONÃ

Ebó

1 saco de estopa
1 bocado de folhas de guandu
1 abano
1 pemba branca
1 espelho
1 moringa de barro
4 acaçás
4 acarajés
4 moedas
Um bocado e deburu (pipocas)
1 mt. Corda de sisal fina.


Procedimento: Passar tudo na pessoa e ir colocando tudo dentro do saco, amarrar a boca do saco, bater com ele no chão até quebrar tudo, quando sentir que está tudo quebrado jogue-o em um rio eu tenha muita água.
A pessoa deve tomar um banho de ervas: Saião – Bety – Manjericão – Tapete.)

4º) NIOLIGE

Ebó

1 figa grande
2 chifres de boi
1 orobô
1 obi
7 acaçás
7 moedas

Procedimento: a pessoa segura a figa nas mãos; o Babalorixa tocando chifres em cima da cabeça da pessoa, coloca dentro dos chifres 1 orobô e no outro 1 obi; coloca 3 moedas e soca 3 acaçás em cada chifre’a figa, 1 acaçá, 1 moeda e os chifres com as coisas dentro coloque em cima de uma árvore frondosa. Peça ao ODÚ o que deseja.

5º) MATALAMBI

Ebó

1 bacia de ágata
água de cachoeira
7 búzios
7 argolas
70 moedas corrente
7 gemas de obo
7 obis
7 conchas
7 cavalos-marinhos

Procedimento: encher a bacia com água, colocar tudo dentro arrumado e a pessoa com as suas mãos leva em uma pedreira e deposita lá no alto.

5º) BEKA

Ebó

1 cabaça grande
7 acaçás
7 punhados de areia do mar
7 favas de Osalá
1 pombo branco
7 imãs
7 moedas
7 gotas de azougue
1 estrela-do-mar
1 orobô
Mel
Vinho moscatel

Procedimento: colocar tudo e temperar dentro da cabaça; colocar tudo em uma relva no mato. Soltar o pombo e pedir o que deseja ao ODÚ ODI BEKA.

6º) OMINITÁ

Ebó

7 quartinhas de barro
7 argolas douradas
7 orobôs
7 moedas
7 choros
7 conchas
7 cavalos-marinhos
1 igbin branco

Procedimento: ir a uma cachoeira bem bonita e na beira d’água encha as quartinhas: faça uma estrela de 6 pontas: coloque tudo dentro das quartinhas com água e tampe. O igbin passe pelo corpo e peça ao ODÚ ODI OMINITÁ que lhe traga tudo de bom e que as águas leve tudo mal. Solte o igbin no meio das quartinhas arrumadas sobre a estrela desenhada no chão.


7º) ERÉ

Ebó

2 mts de morim branco
1 ferradura usada
1 rédea com cabresto e brindo
6 facas punhais
7 acaçás
7 kg de milho cru
70 moedas
1 vela grande de cera
1 cabaça grande
1 bolsa de areia do mar



Procedimento: levar a pessoa no mato, fazer um quadrado com a areia do mar no chão; colocar em cima a cabaça aberta, em cima, separando a tampa: passar tudo na pessoa e ir colocando dentro da cabaça. Quando terminar tudo, tampe a cabaça e embrulhe no morim: acenda a vela e vá embora.


8º) MURITÓ

Ebó

1 pacote de algodão
1 coração de bananeira
7 espigas de milhos
7 moedas
7 acaçás – 7 acarajés
7 atoris de bambu
1 ebô de Osalá
1 caixa de fósforos
1 alguidá grande



Procedimento: fazer 7 buchas de algodão e amarrá-las na ponta das guaximbas, uma por uma, colocar o alguidá no chão: passar tudo na pessoa, acender 2 buchas de cada vez e uma no final cruzar a pessoa; sacudir para apagá-las e colocar nas bordas do alguidá. O coração da bananeira deve ser colocado no centro do alguidá e em volta o ebô de osalá. Entregar no mato ao ODÚ MURITÓ ODI.


9º) YUMILÁ


Ebó


70 moedas
1 alguidá grande
1 ebô de osalá
1 milho cozido
7 acaçás
1 vela de 7 dias
1 folhas de amendoeira
1 orobô
Mel – azeite doce


Procedimento: arrumar no alguidá as 7 folhas da amendoeira: cerramar o milho cozido, colocar o ebô em forma de morro no meio do alguidá, espalhar as moedas, colocar em volta o acaçá, enrolar na folha de bananeira e no cimo do morro do Ebô, ou seja, em cima colocar o orobô; derramar o mel e o azeite doce. Acender a vela de 7 dias, isto no mato em uma caminho verde.



10º) OANSI

Ebó

7 preás (porquinhos-da-índia
7 orobôs
7 moedas
7 acaçás

Procedimento: levar a pessoa no mato, solta 1 préa, jogar uma moeda, passar um orobô no corpo e jogar também, até completar-se a soltura dos 7 preás. Logo após, passa 7 acaçás no corpo e vem voltando do mato jogando um acaçá de cada vez até sair do mato. Chamar pelo ODÚ e pedir tudo a ele.




11º) KABARA

Ebó

1 travessa de barro
1 bagre (tirar o ferrão) 1 farofa de dendê
1 orobô
7 acaçás
7 moedas
7 imãs
7 cajás
7 gotas de azougue
7 velas
cachimbos de barro

Procedimento: arrumar tudo na travessa. Levar em um campo e entregar a ODI –KANBARA. Perdi tudo! Em sol a pino.




12º) ALUSIVARÁ


Ebó

1 frango branco
7 acaçás
7 bolas de farinha e 7 de arroz
7 moedas
1 kg de milho cozido
1 saco vazio de pano
½ kg amendoim torrado
7 fitas com 7 cores
1 orobô
1 alguidá grande

Procedimento: passar o frango na pessoa junto com tudo, menos o milho, o amendoim e o orobô. Colocar tudo dentro do saco; no alguidá colocar bem arrumado o milho e o amendoim, e por cima do amendoim o orobô. O frango solta-se no mato. Entrega-se o alguidá arrumado em uma praça pública que tenha jardim.




13º) EDU-KANKAN

Ebó

1 lata de banha de 20 kg
1 alguidá bem grande
7 brasas bem acesas
7 ekurus
7 ekidis
7 acarajé
7 bolas de farinha
1 farofa de dendê
^1 punhado de deburu
7 palmos de morim vermelho
7 velas
1 pote de pólvora


Procedimento: na beira de uma cachoeira passar tudo na pessoa e ir colocando dentro da lata ou do alguidá; por cima colocar as brasas bem acesas, fazer uma bucha de papel com pólvora, jogar dentro da lata ou do alguidá: quando explodir, dá uma banho na pessoa nas águas.


14º) SALANGÁ


Ebó

1 tijela branca
7 tijelinhas
7 obis
6 acaçás
7 búzios
7 cavalos-marinhos
7 conchas
7 moedas
7 velas
Mel –azeite doce
7 raízes de erva pombinha


Procedimento: arriar tudo de “pirose” ou seja, em cada tijela, 1 acaçá, 1 búzio, 1 cavalo-marinho, 1 moeda etc… a tijela maior fica na mão e as pequeninas em volta; acender em cada uma, uma vela pedir tudo a ODI SALANGÁ, que lhe traga tudo de bom.



15º) EBENEDI


Ebó

7 palmos de morim vermelho
7 pedaços de fita com 7 cores (1 mt cada)
7 bolas de farinha
7 acaçás
7 bolas de arroz
7 pembas com 7 cores
1 obi
7 velas
7 búzios
1 cabaça
7 doces brancos



Procedimento: colocar tudo na cabaça e a e pessoa leva no mato para oferecer ao ODÚ EBENEDI. A cabaça é enrolada no pano vermelho e amarrada com as fitas.



16º) OSSI

Ebó


1 baixela de prata
1 tijela bonita tipo terrina
6 pedras semipreciosas
6 búzios
6 imãs
6 conchas
6 gotas de azougue
6 cavalos-marinhos
1 pedaço de ouro
1 fava de aridan
600 ramos de trigo
Mel


Procedimento: este ebó faz-se por 12 meses a contar do mês que fizer; a cada ano se renova e se acrescenta alguma coisa de axé de OBARA. Ele fica guardado na casa da pessoa todo tempo em que ela existir.




EJILOSEBORA



12 búzios abertos Responde: SANGO e 12 OBÁS







EJILOSEBORA



1º) OBAMUKUILA



Ebó



1 gamela

12 acaçás

12 moedas

12 búzios

12 conchas

12 cavalos-marinhos

1pedra de fogo

1 orobô

Mel



Procedimento: colocar tudo na gamela, bem enfeitado, e colocar em uma pedreira com 1 vela acesa.



2º) OBA ZANKE



Ebó



1 abóbora moranga

1 orobô

Vinho moscatel

120 moedas

Mel

1 imã

1 fava de Sango

1 acará





Procedimento: colocar tudo dentro da abóbora. Tampá-la e colocá-la no mato.





3º) OBA MUKANDE



Ebó



1 gamela

Areia do mar

12 cavalos-marinhos

12 búzios

12 conchas

120 moedas

12 acaçás

Azougue

Vinho moscatel

Mel – azeite doce

12 orobôs



Procedimento; arrumar tudo na gamela, derramar por cima o moscatel, mel, azeite doce e entregar em uma praça pública.





4º) OBÁ ELA



Ebó



12 palmos de morim branco

12 mts de fita nas cores branco marro (6 mts de cada)

12 moedas

12 acaçás

12 imãs

Canjica (ebô).



Procedimento passa no pano na pessoa tirando bem o seu suor, abra o pano no chão, passe tudo na pessoa e embrulho e o pano. Despache em uma ladeira de morro.





5º) OBA AZALUM





Ebó



1 quartinha com água

12 mts de cadarço branco

12 fitas com 1 mt nas cores branco marrom

12 moedas

1 imã

1 aberem

12 acarajés

12 doces brancos

1 alguidá

12 varas de galho de café

1 orobô

1 brasa





Procedimento: arrumar tudo no alguidá, colocar em pé na beira do alguidá as varas do café e colocar a brasa ardente na quartinha com água; levar tudo em um caminho no mato e voltar por outro caminho.





6º) OBA BARÚ





Ebó



1 alguidá

6 velas

6 pregos de cumieria

1 marreta pequena

6 pedras apanhadas em estrada num dia de quarta-feira

6 acaçás

6 imãs

Azougue

6 quiabos cozidos

1 ebô 

6 ramos de trigo

6 moedas douradas

1 pedaço de cobre

1 cristal

12 velas





Procedimento: arrumar tudo no alguidá e colocar em cima de uma pedra no morro com o sol a pino, de preferência às 12:00 horas. Chamar por EJILASEBORA OBA BARÚ.







7º) OBA ODUDUWA



Ebó



Mel 

Areia do mar

12 bandeirinhas feitas com varinhas algodoeiro ou café nas cores: vermelha, branca, marrom, azul, verde, amarelo, sendo duas de cada.

12 cavalos-marinhos

12 búzios

12 conchas

1 imã

12 acaçás

12 acarajés em azeite doce

12 quiabos cozidos

Canjica

1 gamela

12 orobôs



Procedimento: arrumar bem enfeitado tudo na gamela derramando em primeiro lugar a areia dentro dela, em seguida todo o restante, derramando o mel. As bandeirinhas são fixadas em volta da gamela na areia, os quiabos ficam de pé entre as bandeirinhas. Entregar tudo isto em uma montanha da qual se aviste o mar. Chamar pelo ODÚ.







8º) OBA KARENTE



Ebó



1 gamela

1 kg de uva branca

1 canjica

1 orobô

1 cristal de rocha



Procedimento: derramar nba gamela o ebô (canjica), por cima o cacho de uvas, o orobô e o cristal. Colocar o ebó em cima de um pé de caju ou jaqueira, ou ainda uma gameleira.





9o) OBA MUKUILAODI



Ebó



1 preá

12 moedas

3 orobôs



Procedimento: passar o preá na pessoa levá-la na entrada de um mato, segurar um orobô com cada mão, fazer seus pedido, jogar os orobôs no mato, soltar o preá, passar as 12 moedas no corpo e jogá-las no mato. Pedir ao ODÚ o que desejar.





10º) OBA ZANKE ODI



2 mts de morim branco

1 alguidá

1 abóbora moranga

1 orobô

Mel

Vinho moscatel

12 moedas

6 argolas de cobre

1 imã

1 cristal

6 gemas

Ebô

Milho





Procedimento: colocar no alguidá a moranga. Tirar uma tampa, colocar tudo dentro dela, tampá-la, embrulha no morim com laço e pendurá-la no galho de uma árvore frondosa. O alguidá quebre-o bem, atirando-o longe.





11º) OBA MUKANDE ODI



Ebó



12 acaçás

1 imã

1 travessa de barro

1 amalá com azeite doce

1 amalá com azeite de dendê com 6 quiabos (carne não leva)

6 quiabos

1 tijelinha de barro

12 moedas

12 orobôs

12 cavalos-marinhos

12 búzios

1 bandeira branca com haste de guaximba





Procedimento: dividir na travessa de um lado o amalá de azeite doce com 6 quiabos, na outra metade o amalá com o azeite de dendê, no meio a tijelinha; dentro da tijelinha ponha o imã, as 12 moedas, os 12 búzios. Em volta da travessa ponha de cada lados os 6 orobôs e 6 acaçás e os cavalos-marinhos no centro, dentro da travessa finque a bandeirinha branca. Entregue no mato em uma elevação. Chame pelo ODÚ.





12º) OBA ELA ODI





Ebó



12 moedas

2 mts de morim branco,

1 foguete de vara

1 alguidá

12 maçãs

12 pêras

12 acaçás

12 acarajés

12 velas

12 orobôs

12 mts de fita nas cores branco, marrom, verde, azul, amarelo e vermelho.

Canjica 

Milho cozido

Uva branca

12 doces brancos

12 caju

12 goiabas

12 caixas de fósforo





Procedimento: arrumar tudo bem arrumado dentro do alguidá, colocar sobre a pessoa o morim branco; finque o foguete na terra para ser soltado. A pessoa faz uma carta pedindo tudo que está desejando, amarre na haste do foguete com linha e 1 retroz branco.

NOTA: Esta obrigação deverá ser feita em um morro que dê para o oceano: tire o pano da pessoa, ponha-o, coloque a obrigação em cima e solte o foguete para o mar (do monte para o mar). Quando estourar grite o nome do ODÚ e peça tudo.





13º) OBA AZALUM ODI



Ebó



2 preás 9ou porquinhos-da-índia)

2 orobôs

12 moedas

12 búzios

1 canjica

1 amalá nos dois azeite (sem carne com 12 quiabos)



Procedimento: levar tudo para uma cachoeira. Na beira d’água arrie o ebó e o amalá, passe as moedas no corpo, segure a seguir os 2 orobôs, um em cada mão, converse com eles, solte-os na águas. Segure 1 preá em cada mão, converse com eles também e solte-os no mato próximo às águas. Lave a cabeça na cachoeira e venha embora.





14º) OBA BARÚ ODI





Ebó



2 gamela

12 moringuinhas

Açúcar mascavo

Gengibre

Moscatel

12 argolas de cobre

12 búzios

12 conchas

1 pedra

Areia do mar

12 cavalos-marinhos

12 acaçás

120 moedas

12 quiabos cozidos



Procedimento: colocar na gamela a areia domar: arrumar tudo bem enfeitado dentro da gamela. Diluir o açúcar mascavo com o gengibre ralado, o moscatel e água. Encha as moringuinhas e arrie em u7m mato.





15º) OBA ODUDUWÁ



Ebó



1 gamela redonda

1 folha da fortuna

1 orobô

1 canjica

12 camarões

12 moedas

12 acaçás

12 cavalos-marinhos





Procedimento: colocar o ebô dentro da gamela em forma de morro, enfiar os 12 camarões em volta de enfeitando, os 12 acaçás e os 12 cavalos-marinhos e as moedas. Em cima de tudo, no pico do morro feito com o ebô na gamela, finque o orobô e por cima do orobô cubra-o com a folha da fortuna. Ofereça tudo no alto de uma montanha, da qual se veja o oceano. Peça tudo que desejar.





16º) OBA KARENTE





Ebó



1 gamela

12 argolas de cobre

1 cristal de rocha

1 acaçá

1 oxê (ferramenta de Sango)

12 búzios

12 moedas

1 fava de Aridã (pedaço)

1 estrela-do-mar (pequena)

azougue

1 imã

Mel

Moscatel

Água





Procedimento: arruma tudo na gamela, temperar tudo e colocar em oferecimento em uma montanha ou serra.

EBÓS

ODÚ OSSÁ

2 ovos de pata
2 acaçás
2 bolas de arroz
1 obi arobo ralado
Flores brancas

Serve para amenizar problemas nos seios.

Na beira da praia, esfregue nos seios,os ovos de pata, os acaçás e não esquecer de acrescentar o obi e o arobo ralado nas bolas de arroz e as flores brancas.

Quando estiver no mar, fazer o pedido para Yemanjá, pedindo saúde e para que lhe tire a enfermidade, tenha fé no seu pedido rezando uma prece.

ODU EJI ONILE

8 acaçás
8 ekurus
8 velas
8 bolos de arroz
Milho branco cozido
8 panos de morim branco
8 carretéis de linha branca
Passar tudo no corpo e despachar tudo no mar

BANHO PARA SIMPATIA DA MULHER

Macaçá
Manjericão
Canela em pau
Pó de sândalo
1 maçã bem vermelha
Argentina cortada em cruz

Misturar todos os ingredientes e colocar para ferver por 30 minutos; deixe esfriar e em seguida tomar um banho da cabeça aos pés. Após o banho usar um perfume de sândalo ou alfazema.

EBO DE OBARA E OXÉ PARA FORTUNA

6 maçãs argentinas
6 pêras
6 cachos de uvas verdes
6 cachos de uvas rosada
6 velas
6 obi
1 porcelana branca

Os melhores dias para fazer este ebó são os dias de quinta-feira

EBÓ PARA AGRADAR ÃO ODU E ODI
(Para se obter coisas boas)

1/2 kg de feijão preto
100 g de camarão seco triturado
1 fava de manjericão
1 bacia de pipoca
Velas brancas
1/2 copo de dendê
1 cebola média

Cozinhe o feijão e escorra.Em uma panela refogue a cebola com o dendê, camarão e manjericão e depois o feijão.

Cobrir com as pipocas já estouradas, oferecer a Abaluae. Esta obrigação é para pedir paz e saúde e deve ser levada ao mato.

EBO PARA ODU OFUM

10 velas brancas
10 acaçá
10 acarajé
10 bolos de farinha com mel
10 bolos de arroz
10 moedas correntes
10 arobô
10 bolos de canjica
10 ovos
2 metros de murim

Passar tudo no corpo pedindo para este odum levar tudo de ruim. Colocar tudo no murim, amarrar e deixar debaixo de uma árvore.

BANHO PARA ABRIR CAMINHO

Manjericão de caboclo
Alecrim
Arruda
7 rosas branca
1 obi se for mulher
7 cravos brancos se for homem
21 cravos da índia Fazer

Este banho é para quando a vida estiver atrapalhada ou com perturbações

EBÓ ODU IKA

1 travessa de louça
1 peixe chamado vermelho
7 farofas diferentes:
· 1 de dendê
· 1 de café
· 1 de azeite doce
· 1 de mel
· 1 de água
· 1 de vinho branco
· 1 de água com açúcar

14 bolas de batata doce
14 bolas de arroz cozido
1 obi abata de 4 gomos
14 moedas atuais
14 velas brancas

Arrumar tudo na travessa, se concentrando e fazendo seus pedidos.

EBÓ ODU DE OWARIM

11 rosas
1 gamela
1 peneira
11 acarajés
1 acaçá
1 punhado de areia de praia
1 pedra de cristal
11 moedas
Folhas de louro

Colocar a gamela no chão e dentro dela areia e em cima os acarajés, o acaçá, a pedra de cristal, as moedas e enfeitar com as folhas de louro e rosas. Levar o ebó em um bambuzal e gritar o nome deste odú.

EBÓ DO ODU OBARA

1 abóbora
6 acaçás branco
6 tipos de doces brancos
6 tipos de doces amarelos
12 velas amarelas
mel
12 quiabos

Coloque a abóbora inteira para cozinhar, depois faça uma pequena abertura na parte de cima da abóbora e tire todas as sementes de dentro e deixe-a esfriar, pegue os acaçás e as outras coisas, passe no corpo e coloque dentro da abóbora. Peça prosperidade e caminhos abertos. 









 
Candomblé - Umbanda
Olorùn 

Permita que nossa terra seja abençoada todos os dias, nos dê vida plena, saúde e riqueza em abundância . 

É extremamente gratificante e é certo que os Orixás são para todos mas, nem todos são para os Orixás.



O Candomblé

No começo não havia separação entre o Orum, o Céu dos orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos. Homens e divindades iam e vinham, coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo, irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais, soprou enfurecido seu sopro divino e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida.
E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos.
Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados.
Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare.
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres, dividindo com elas sua formosura e vaidade, ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto, recebeu de Olorum um novo encargo: preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta, banhou seus corpos com ervas preciosas, cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas, como as pintas das penas da conquém, como as penas da galinha-d’angola.
Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços, enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé, pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa.
Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros, e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori, finas ervas e obi mascado, com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas, estavam prontas, e estavam odara.
As iaôs eram as noivas mais bonitas que a vaidade de Oxum conseguia imaginar.
Estavam prontas para os deuses.
Os orixás agora tinham seus cavalos, podiam retornar com segurança ao Aiê, podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás, convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs. Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores, vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás, enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam, convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê, os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs, eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.

Umbanda

Cumprimentos e Posturas

Bater Cabeça

O médium deita-se de barriga pra baixo e toca com a testa no chão em frente ao Gongá, atabaques e Coluna Energética. N nosso caso, batemos cabeça para Iansã (dona da casa) e para o Caboclo Pena Verde (guia chefe da casa). Bate-se a cabeça no chão em sinal de respeito e obediência aos Orixás, pois simboliza que nossa cabeça, que nos comanda e nos rege, está se subordinando ao poder dos Orixás aos quais estamos reverenciando ao tocá-la no chão, sejam os Orixás do Zelador ou do Gongá. Em diversas culturas, sejam ocidentais ou orientais, baixar a cabeça perante alguém ou alguma coisa significa que estamos submissos e obedientes a esta pessoa ou coisa. No candomblé: Dobalé = cumprimento feito por filho de santo cujo orixá (principal) dono da cabeça é masculino. Deita-se de bruços no chão (ao comprido) e toca-se o solo com a parte da frente da cabeça (testa). Iká = cumprimento feito por filho de santo cujo orixá principal é feminino. Deita-se de bruços no chão, toca-se o solo com a cabeça e, simultaneamente com o lado direito e depois com o esquerdo do quadril no chão (na nação Keto, as mulheres não tocam o chão com o ventre). Paó (3 palmas lentas) O Paó (pronuncia = paô) é um gesto que serve como sinal de que se é preciso comunicar alguma coisa, mas não se pode falar. Isso ocorre muito no candomblé quando as iniciandas estão no roncó e não podem falar, daí batem com as palmas das mãos tentando dizer algo, se comunicar por algum motivo. É usado também como saudação para orixá, e, é diferente de orixá para orixá. É uma palavra em yorubá que significa: “pa” = juntar uma coisa com outra; “o” = para cumprimentar… Essa palavra é uma contração de ìpatewó que significa aplauso. É um preceito do candomblé e normalmente não se usa na Umbanda. O paó bate-se 3 vezes assim… 3 + 7 vezes Intervalo 3 + 7 vezes Intervalo 3 + 7 vezes E depois a saudação, por exemplo: palmas paó _ Laroye Exu … Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e pedir licença. Bater com as pontas dos dedos, no chão Da mão esquerda, e depois cruzando os dedos com as palmas das mãos voltadas para o solo; Saudando Exu; Da mão direita, fazendo uma cruz e depois fazendo a cruz no peito; Saudando os Pretos Velhos. Da mão direita, depois tocando a fronte (Eledá), o lado direito da cabeça (Otum 2º Orixá) e a Nuca (os Ancestrais); Saudando os orixás e guias; Da mão direita 3 vezes e depois tocando a fronte, o lado direito da cabeça e a nuca, para saudar Obaluaiê. Cumprimento Ombro-a-Ombro Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade. Posturas Se observarmos e analisarmos os rituais das inúmeras religiões existentes, encontraremos neles um sentido comum; o de invocar as Divindades, as Potências Celestes, ou melhor, as Forças Espirituais. O objetivo é sempre o mesmo, a preparação de atração destas forças à corrente religiosa que a pratica. Em qualquer ritual, do mais básico ao mais espiritualizado, é certo que encontraremos atos e práticas que predispõe a criatura a harmonizar-se com o objetivo invocado, isto é, procura-se pô-lo em relação direta, mental com, os deuses, divindades, forças, santos, entidades, etc., e em todos eles, os fenômenos espiritualistas acontecem. Assim para preparar ou elevar o psiquismo de um aparelho e obter-se o equilíbrio da sua mente com os corpos Astral e físico, indispensável se torna que ensinemos à esses ditos aparelhos, determinadas posições necessárias, com o fito de que eles possam harmonizar sua faculdade mediúnica individual, com as vibrações superiores das Entidades que militam na Lei de Umbanda. Repouso vibratório ou isolamento Nesta posição, o corpo de médiuns ou um médium isoladamente, permanece com as mãos cruzadas à frente. Serve para anular (isolar) os fluídos negativos, as vibrações oriundas de elementares e pertur-bações mentais, que procuram se aderir ao ambiente. Nós a utilizamos durante a defumação, mantendo-nos todos isolados até que todos os médiuns da corrente tenham se defumado. Vênia Esta posição consiste, na posição genuflectora da perna direita, antebraços formando dois ângulos retos, paralelos, mãos com as palmas voltadas para cima e a cabeça semi inclinada para baixo. É a posição da humildade, que acende o fervor religioso e também, a veneração ao Chefe Espiritual dos trabalhos ou Entidade incorporada, para os quais se usa como saudação. Utilizamos ao saudar Oxalá Corrente Vibratória Corrente VibratóriaEsta posição é altamente eficaz para precipitar fluídos mediúnicos no Corpo Astral, ao mesmo tempo em que vitaliza, suprindo as deficiências momentâneas de um e de outro, além de servir de descarga. Consiste em todos os médiuns darem as mãos (formando um círculo ou semicírculo), sendo que a mão direita fica espalmada para baixo, sobre a mão esquerda do seu companheiro, espalmada para cima, isto é: a mão direita dando e a esquerda recebendo. Esta posição gera uma precipitação de fluídos, que constitua o ambiente propício ao objetivo da caridade, corrigindo qualquer deficiência, quer mediúnica quer orgânica. É de grande eficiência e utilidade nas sessões de caridade e nas de desenvolvimento. Convém lembrar que, por muitos chamada de Corrente Vibratória, sempre foi usada pelos séculos afora nas diversas escolas e rituais, inclusive pelo Mestre Jesus, que assim procedia quando se punha em harmonia com as potências divinas, e sintonizava sua Mente Espiritual com o PAI. De Joelhos Sim !!! Dentro das várias ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda, é comum vermos principalmente no início e término dos trabalhos espirituais o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns vêem esta postura como arcaica e sem sentido, porém nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento. É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam a genuflexão em seus rituais, exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter, seja para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de postar-se de joelhos fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou assistem uma manifestação de religiosidade, a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote e dos médiuns, frente ao plano espiritual superior. A implantação do ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a Deus todo o nosso carinho, obediência, respeito e amor e o quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele; e para passar a assistência que aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha como instrumentos de trabalho dos bons espíritos. Infelizmente, é do conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildes, simples, meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas, “auto-suficientes”, que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas “qualidades” e minimizando as virtudes alheias. Ostentam falsas conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos. Contudo, nada mais doloroso e incômodo para estas pessoas do que ficar em posição de subserviência, de aparente inferioridade. Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração. Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito e para seu próprio bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba. Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos, o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela posição. Mas aí meus irmãos é que termina a tarefa dos encarnados e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda, e assim, dando luz a estas pessoas e reconduzindo-as ao rebanho Divino. Joelhos ao chão sim !!!!

Fontes: (Reginaldo Prandi, Mitologia dos orixás, págs. 524-528) e Marcello Loiacono

 

Os Segredos do Orunkó

Salve, salve! Nossa religião é cheia de segredos (ewó) e é neles que nossa fé nos apóia, não estou aqui para revelar segredos de quarto de santo, afinal creio na importância deles, mas para demonstrar a minha opinião sobre um determinado assunto, como disse em outros posts, não sou a verdade absoluta, e o que escrevo é baseado nas minhas experiências e na minha visão sobre o que é escrito. E hoje vou falar sobre o orunkó (nome):
O Orunkó significa em yorubá “nome”, sendo que no Brasil tem o mesmo sentido, porém ele é mais usado para descrever o nome do orixá. Não podemos confundir com a digina, que é usada na nação angola, que seria o novo nome do iniciado, nós que somos de ketu, não temos digina, temos apenas o orunkó do nosso orixá. E esse tem uma enorme importância, tanto que para mim, o Yao só nasce a partir do dia do nome, onde o orixá pronúncia seu segredo em alto e bom som, porém o iniciado deve mantê-lo em sigilo, pois ele diz a essência de seu orixá, e de sua vida.

Já vi duas ou três maneiras de “tirar o orunkó”, e isso vai de axé para axé. O sentido é o mesmo. Nosso orunkó é eternizado em um axé, pois ele é citado em muitas obrigações, e quando temos casa aberta ele se torna ainda mais importante, pois tanto ele quanto o orunkó de nossos antepassados são citados, como uma forma de demonstrar que os atos e ensinamentos que estão sendo passados têm fundamento, tem hierarquia, que não viemos do nada e também tem a função de agradecer aqueles que tanto se dedicaram para que hoje possamos desfrutar dessa religião tão mágica e especial.

Em casa eu digo a tradução do orunkó do Yao, acho importante ele saber o que significa, e assim ele pode entender melhor seu próprio destino. Outra coisa que acontece é os “apelidos” que são usados dentro da casa de santo, por exemplo: Quem é de Ogun, chamamos de Ogunssy, quem é de Oxum, Oxunssy…Essa terminação, ssy, vem de “sì” – que significa “adorar” em yorubá, ou seja, quando chamamos alguém de Oxunssy, na verdade estamos chamando de Adorador de Oxum, iniciado a Oxum, ou seja, é uma forma carinhosa, não confunda com orunkó.

Fonte: Babá Diego de Odé

Egbé

Episódios de aborto e morte prematura de crianças, jovens e adultos podem ser compreendidos como resultantes da ação dos Àbíkú, também chamados Emèré, espíritos pertencentes à Egbé-Àbíkú (Sociedade Abiku). A palavra àbíkú é constituída de a, bí, (ó) ku, que ignifica tanto nascido para morrer quanto o parimos e ele morreu: designa crianças e jovens que morrem antes de atingir a idade adulta e adultos que morrem antes dos pais. Assim, há duas qualidades de abiku: os àbíkú-omódé, que morrem ainda crianças, e os àbíkú-àgbà, que morrem jovens ou adultos. Tais indivíduos estabelecem com a Sociedade Abiku o ójó orí, pacto de retornarem ao orun ao ser atingida determinada idade. Quando uma mulher sofre sucessivas perdas de filhos recém-nascidos, ainda pequenos, jovens ou mesmo adultos, considera-se que esteja sob a ação de um abiku, espírito que nasce múltiplas vezes através de um mesmo corpo feminino por determinação do destino dessa mulher, por obra de magia ou por circunstâncias de acaso, como a aquisição inadvertida de um abiku por uma grávida que não tenha tomado os devidos cuidados contra isso. Quando uma mulher perde filhos assim, suspeita-se que se trate da ação de àbíkú-omodé; e os episódios de perda de filhos serão interrompidos somente se tomadas as necessárias providências para romper o vínculo desses seres espirituais com a comunidade à qual pertencem no orun. Quanto aos àbíkú-àgbà, o pacto por eles estabelecido com a sociedade determina que o retorno ao orun ocorra em algum momento muito significativo e importante da vida, que pode ser crítico ou de sucesso, como em uma data próxima à formatura, ao casamento, ao nascimento de um filho desejado ou a uma conquista social notável.

Egbé Aráagbó é a comunidade espiritual à qual pertencem os abikus: é constituída pela Egbé Aiyé (Sociedade de amigos do mundo visível, Amigos do mundo visível) e pela Egbé Òrun (Sociedade de amigos do mundo invisível ou Amigos Espirituais) Estando esses dois mundos entrelaçados e intimamente relacionados um ao outro, ambos exercem mútua influência entre si: pode-se presumir que, para que uma pessoa possa viver feliz no aiye, é preciso que esteja em harmonia com seus amigos espirituais no orun.

TRADIÇÃO AFRICANA:
O VERDADEIRO SIGNIFICADO DE SER ÀBÍKÚ

Àbíkú - a palavra já diz tudo: A= Nós; Bi= Nascer; Ku= Morrer [Nós nascemos para morrer]
No Orun, um mundo paralelo que nos rodeia, onde vivem Deuses e Antepassados, palavra facilmente traduzível por Céu, mora um grupo de crianças chamado Egbe Orun Abiku: as crianças que nascem para morrer em curto espaço de tempo, gerando grande sofrimento para as suas famílias. As meninas são chefiadas por Oloiko [chefe de grupo] e os meninos, por Ìyájanjasa [a mãe que bate e corre].
A permanência dos Abiku ou Emere é condicionada a um pacto que fazem na vinda do Orun para o Aiye [a Terra] com Onibode Orun, o porteiro do Céu. Este pacto é cumprido rigorosamente pelos Abiku, e uma criança cujo o acordo for não nascer, realmente não nascerá; outra que combine voltar quando romper seu primeiro dente, terá morte súbita, por acidente ou por doença, horas ou dias após o aparecimento deste dente.
Quando uma criança Abiku nasce, seu par, aquele seu companheiro mais chegado no Orun, começará a interferir em sua vida, atormentando-a, aparecendo-lhe em sonhos, a fim de que não se esqueça de seus amigos do Orun e rapidamente volte para eles, assim que houver cumprido o seu pacto. Várias histórias de Abiku nos são relatadas nos Itan Ifá, pelos odú Odi, Obara, Ejiogbe, Irete-Irosun, Otura-Rete, Iwori-Wosa entre outros (Tradição oral).
IWORI-WOSA
O dia que uma criança dá o aviso que vai se suicidar
Não se pode permitir que sua intenção se concretize
Ifá foi consultado para Matanmi (não me engane)
Que estava vindo do Céu para a Terra
Ele foi avisado que deveria fazer sacrifício
O que devemos sacrificar para não sermos enganados pela Morte?
Carneiro
O que devemos sacrificar para não sermos enganados pela Doença?
Carneiro
EJIOGBE
O olho da agulha não goteja pus
No banheiro não se põe uma canoa a navegar
Ifá foi consultado para Òrúnmìlà
Quando ele fazia um pacto com Emere (Àbíkú)
Um pacto fora feito com Emere (Àbíkú)
Ele não iria morrer logo na flor da idade
O caso do Emere (Àbíkú) agora fica seguro com Ifá

A primeira vez que os Àbíkú vieram para a Terra foi em Awaiye, rei de Awaiye, num grupo de duzentos e oitenta, trazidos por Alawaiye, rei de Awaiye e chefe deles no Òrun. Na vinda para a Terra, todos pararam no portal do Céu e vários pactos foram feitos. Eles voltariam ao Òrun quando:
- Vissem pela primeira vez o rosto de sua mãe;
- Casassem;
- Completassem 7 dias de vida;
- Tivessem novo irmão;
- Construíssem uma casa;
- Começassem a andar.

E nenhum queria aceitar o amor de seus pais, e os presentes e mimos seriam insuficientes para retê-los na Terra, e talvez alguns absolutamente não nascessem.
Esta primeira leva de crianças Àbíkú combinaram entre si também roupas, rituais, chapéus e turbantes, tingidos de òsun que teriam valor simbólico de 1.400 búzios e que, se seus pais adivinhassem estas roupas e dessem-nas como oferendas, poderiam segurá-las na Terra.
As roupas seriam colocadas penduradas nas árvores do Bosque Sagrado dos Àbíkú, em Awaiye, e seus pais fariam anualmente uma festa, com tambores e cantigas, para alegrar os Àbíkú, que seriam untados com òsun, e não voltariam mais ao Òrun, rompendo assim o pacto feito, e seu vínculo com o Egbe Òrun Àbíkú.
Outras histórias são contadas por Òrúnmìlà sobre crianças que, depois de várias idas e vindas entre o Céu e a Terra, puderam ser conservadas vivas, devido a seus pais terem consultado Ifá e feito os Ebós determinados por Òrúnmìlà, trocando ou acrescentando um nome que os desanimasse de morrer novamente, usando folhas sagradas em fricções nos seus corpinhos, para afastar os outros companheiros Àbíkú, colocando em seus tornozelos Sawooro , fazendo em seus corpos pequenas incisões, e através delas inserindo pó preto e mágico de uma mistura de folhas, e com este mesmo pó enchendo um amuleto de couro em forma de pequeno saco, chamado Óndè que seria preso à cintura da criança.
Alguns Àbíkú também deveriam colocar em seus tornozelos pesadas argolas e correntes que não os deixariam fugir para o Òrun. As oferendas eram feitas como recomendavam os Itan Ifá - troncos de bananeira, cabras, galos, pombos, roupas e chapéus tingidos com òsun, alimentos, guizos, búzios, doces, bebidas, a serem entregues no Bosque Sagrado, ou enterrados à margem de um rio, ou soltas nas águas.
Estes Ebós possibilitariam aos pais reter seus filhos na Terra, e eles não morreriam mais.
Porém, se apesar das oferendas, os chefes das Comunidades Àbíkú, Oloiko e Iyajanjasa insistissem em vir à Terra em busca de suas crianças, e conseguissem levá-las de volta ao Òrun, os pais deveriam marcar seus corpos com cortes, ou mesmo mutilá-los ou queimá-los, para que seus pares no Òrun não os reconhecessem ou aceitassem de volta. Também pelas marcas seriam reconhecidas quando voltassem à Terra e não quereriam mais nascer.
Nas terras de ancestralidade Yorùbá, uma mãe que perde vários filhos antes ou depois do nascimento, por morte brusca, súbita ou inexplicável, procura um Bàbáláwo e descobre estar dando à luz a uma criança Àbíkú, que pode nascer e morrer inúmeras vezes impedindo-a também de ter filhos normais.
O Bàbáláwo indica a necessidade de Ebó, o uso de folhas, procedimentos estes usados para afastar o Àbíkú, se os filhos da mulher estiverem mortos, e para que ela possa gerar crianças perfeitas. Ou para reter a criança na Terra e romper seu vínculo com o Òrun, mantendo-a viva.
Até que a criança complete nove anos, sempre próximo à data do seu aniversário, determinadas oferendas serão feitas e depois repetidas até o Àbíkú completar dezenove anos.
A criança deverá usar roupas especiais, com enfeites e cores específicas, seu nome deve ser mudado ou a ele acrescentado outro, que desestimule sua volta ao Òrun.
Guizos em quantidade devem ser presos a seus brinquedos, roupas, tornozelos, pulso, pois o som dos guizos faz bem ao Àbíkú e afasta os amigos do Céu.
A fava Éerù, no Brasil chamada Bejerekun, deve ser usada em banhos e chás, pacificando a criança, Efun também pode ser utilizado para acalmá-la.
As folhas são usadas em fricções ou banhos, e com elas é feita a mistura mágica com a qual se protege a criança e se prepara o amuleto, que o Àbíkú carregará por toda a sua vida.
O corpo da mãe também deve ser defendido e esfregado com folhas, para que ela não atraia uma nova criança Àbíkú.
Se a mãe tiver também problemas com Egbe, chamada Eleeriko, uma deusa considerada o feminino de Egungun, que atormenta as crianças, marcando-lhes o corpo durante a noite, ela será avisada de que deve zelar por Egbe, entregando-lhe cabaças com oferendas no rio, e louvando-a a cada quinto dia. Também um altar com símbolos religiosos poderá ser instalado na casa, e anualmente serão feitas festas com sacrifícios de animais, tambores e dança.
Nem toda criança Àbíkú é atormentada por Egbe que também pode dar filhos às mães que a louvam.
Há alguns Orìkí de Egbe que demonstram bem esta ligação. Este que damos a seguir é de Ibadan, e é uma súplica para que Egbe envie crianças sadias que não sejam Àbíkú ou Emere.

Mãe, proteja-me, eu irei ao rio
Não permita Emere seguir-me em casa
Mãe proteja-me, eu irei ao rio
Não permita que uma criança amaldiçoada siga-me em casa
Mãe proteja-me, eu irei ao rio

Não permita que uma criança estúpida siga-me em casa
Olugbon morrei e deixou filhos atrás dele
Arega morreu e deixou filhos atrás dele
Olukoyi morreu e deixou filhos atrás dele
Eu não poderei morrer sem deixar filhos atrás de mim
Eu não poderei morrer de mãos vazias, sem descendentes [1].

No Brasil, porém, o termo Àbíkú, dito “Abikum” tem significado totalmente diverso. A mãe que entra grávida para o processo de iniciação, dá a luz à uma criança que já nasce “feita pronta”, sem necessidade da tonsura ritual. Quando esta criança completa sete anos, sacrifícios são feitos para seu Òrìsà, sua cabeça é recoberta por uma cabaça antes que o sangue seja derramado, pois sobre a cabeça de uma criança “Abikum” o sangue não deve correr.
Esta criança nunca estará sujeita a um transe de possessão por um Òrìsà, a ela estarão vetadas a maioria dos cargos dentro da hierarquia sacerdotal brasileira. Ao mesmo tempo, ela já nasce com um posto honorífico, o de “feita sem ter sido raspada”, e é tido com certo que nenhum mal físico ou espiritual poderá atingi-la.
Dizem também alguns sacerdotes que as crianças que nascem em datas determinadas são “Abikum”. E, sendo assim, pais e mães ambiciosos, programam seus filhos para que nasçam nestes dias, e até mesmo operações cesarianas são realizadas, para adequar a chegada ao mundo das crianças às datas de nascimento apropriadas para “Abikum”.
O modo de encarar a pessoa “Abikum” muda de casa para casa, podendo ser acrescentados ou eliminados detalhes dessa explanação.
Os pais e mães de Òrìsà brasileiros deveriam reavaliar seu conceito sobre crianças Àbíkú, uma vez que estes nascimentos ocorrem não só na terra Yorùbá, elas nascem em todo o mundo e no Brasil também. É imperioso também que se instruam sobre todo o ritual sacro a ser realizado dentro da problemática Àbíkú.
Vários povos ao redor do Golfo de Guinéa tem a mesma crença nos Àbíkú, embora dêem à eles nomes diferentes. Os Nupe chamam-nos de Kuchi ou Gaya-Kpeama. Entre os Ibo, são chamados Ogbanje ou Eze-Nwanyi ou Agwu ou ainda Iyi-Uwa Ogbanje. Já os Haussa chamam-nos Danwabi ou kyauta. Os Akan denominam a mãe de um Àbíkú Awomawu e entre os Fanti são conhecidos por Kossamah.
Famílias que já perderam um ou mais filhos, tendem a buscar na religião um consolo e uma explicação para estas mortes, e é dever da Tradição de Òrìsà e do Candomblé Ketu, estar apta para oferecer, além de um amparo religioso que diminua o sofrimento dos pais, uma solução para que tal tragédia não mais ocorra.
Temos muita pouca literatura em português sobre o assunto, talvez apenas a tradução de um excelente artigo de Pierre Verger, publicado em 1983 na Revistas Afro-Asia no 14, com uma explanação ampla sobre Itan Ifá, Oruko Àbíkú, folhas e Ofo do qual farei citações literais mais adiante.
Outros autores africanos, franceses e ingleses falam sobre o assunto, em considerações superficiais ou profundas, mas suas publicações não estão disponíveis para a quase totalidade do sacerdócio brasileiro.
O fato de não possuirmos no Brasil local determinado, como a Floresta Àbíkú de Awaiye, não nos impede de sacralizar parte de um bosque para receber as oferendas das famílias das crianças Àbíkú.
Tomando por base as recomendações do Itan Ifá, um Ebó poderá ser montado com um pedaço de tronco de bananeira, roupas e gorros tingidos de òsun e bordados de guizos e búzios, pratos com comidas [Iyan; Akara; Ekuru; Eko; Doces; Canjica; Frutas; Mel; Guizos; Bebidas; Animais; Cabra; Pombo; Galo; Folhas].
As roupas serão colocadas nos galhos das árvores, as comidas e oferendas ao redor no chão, ou monta-se um carrego como para a morte, embrulhado em pano branco, que será enterrado ou solto nas águas de um rio.
Não é necessário o uso de palavras, pois só o fato dos pais saberem qual o significado da oferenda secreta é suficiente para dar força mágica ao Ebó.
Nada porém dever ser feito sem confirmação e autorização de Òrúnmìlà, pois só a ele cabe nos orientar em nossas dificuldades e dúvidas.
As folhas são colhidas como oferenda e utilizadas para fazer fricções no corpo, ou na feitura de pós mágicos que serão esfregados nas incisões no corpo e rosto dos Àbíkú, e na confecção de amuletos (Onde) ou para banhos rituais,
Cada folha tem sua frase mágica, chamada Ofo, que aumenta seu poder de atuação no Ebo.
Cito aqui textualmente os Ofo escritos por Pierre Verger:

 Ewé Abirikolo, insinu Òrun e
§ pehinda.
(Folhas de Abirikolo, coveiro do Céu, voltai)
 Ewé§ Agidimagbayin, Olorum maa ti kun, a a ku mo
(Folha de Agidimagbayin, Olorun fecha a porta do Céu para que não morramos mais)
 Ewé Idi l’ori ki ona Òrun§ temi odi
(Folha de Idi, dizei que o caminho do Céu está fechado para mim)
 Ewé Ija Agbonrin§
(Não ande pelo longo caminho que conduz ao Céu)
 Ewé Lara Pupa ni osun a won Àbíkú§
(A Folha de Lara Vermelha é o cânhamo dos Àbíkú)
 Olubotuje ma je ki mi bi Àbíkú omo§
(Olubotuje não me deixe parir filhos Àbíkú)
 Opa Emere ki pe ti fi ku, yio maa eu ni, nwon ni,§ nwon ba ri Opa Emere
(Vara de Emere não os deixe morrer, isto lhes agrada, ver a Vara de Emere) [2].

As crianças Àbíkú devem, no sétimo dia a partir do nascimento, se forem meninas, ou no nono dia, se forem meninos (se for o caso de gêmeos, o dia certo é o oitavo) passar pelo ritual de Ikomojade, quando recebem um nome específico que desestimule sua volta ao Òrun. Nesta cerimônia são usados: água, dendê, sal, mel, obì, peixe, gin, ataare.

NOMES ÀBÍKÚ
 OMOLABAKE - Esta é uma criança que eu mimarei.§
 Kujore - Deus§ poupou este aqui.
 Siwoku - Pare de morrer. Tire as mãos da morte.§
§ Kalejaye - Sente-se e goze a vida.
 Omotunde - A criança voltou.§
 Maku -§ Não morra.
 Kikelomo - Crianças são feitas para serem mimadas.§
 Moloko -§ Não tem mais enxada para enterrar.
 Ayedun - A vida é doce.§

Os nomes Àbíkú negam a morte e contam a doçura e a alegria da vida. Contam também como a Terra é bela e boa para se viver. Deve-se sempre chamar a criança por este nome, que pode ser incorporado oficialmente ou não aos seus outros nomes e sobrenomes. Isto também ajuda no rompimento do vínculo com o Egbe Òrun Àbíkú.
Como a descoberta do pacto é algo difícil, sempre próximo ao dia do aniversário da criança, até que esta complete 19 anos ou pelo prazo que o Ifá determinar, devem ser feitas oferendas nos locais sacralizados, acompanhadas ou não de Ebo a Egbe Eleriko.
Para Òrìsà Egbe se colocam, em uma grande cabaça, os seguintes elementos: Ovos; Akasa; Iyan; Akara; Eba; cana-de-açúcar; Obi; Éerù, Ekodide; Bananas; Àádun; Doces - em um número de 1 ou 6. Esta cabaça é fechada, colocada em um saco e solta num rio, com acompanhamento de rezas e cantigas,

REZA (DE IBADAN)

Egbe. a afável mãe, aquela que é apoio suficiente para aqueles que a cultuam.
Aquela que veste veludo, a elegante que come Cana-de-açúcar na estrada de Oyo.
Aquela que gasta muito dinheiro em óleo de palma.
Aquela que está sempre fresca e tem fartura de óleo com o qual ela realiza maravilhas.
Aquela que tem dinheiro para o luxo, a linda.
Aquela que sucumbe à seu marido como à uma pesada clave de ferro.
Aquela que tem dinheiro para comprar quando as coisas estão caras [3].

CANTIGA [DE LALUPON]

Por favor, use um Oja.
O Oja é usado para atar as crianças em nossas costas.
Eu posso cultuá-la todo o quinto dia.
A Mãe Egbe que mora entre as plantas.
Dê-me meus próprios filhos.
Eu posso cultuá-la a cada cinco dias [3]
Os Àbíkú não são como querem certos autores ou sacerdotes, seres maléficos, que tem por “missão” causar sofrimento às suas mães.
Eles carregam consigo, por causa de seu constante morrer/renascer, o peso de Iku, a morte, e são seres divididos entre a vontade de ficar na Terra com suas famílias e o desejo e a obrigação de retornar ao Egbe Òrun.
O Bàbálòrìsà ou Ìyálòrìsà, tenho verificado que uma criança é Àbíkú, deve estar preparado para contornar a natural reação dos familiares, de medo, susto, repulsa e mesmo horror, porque a primeira impressão de pais não habituados ao assunto, é crer que o sacerdote coloca seu filho em uma classificação espiritual de maldade e perversão. Também o risco iminente de uma morte súbita apavora a família que tende a reagir com agressividade ou incredulidade, e quer garantias infalíveis e imediatas que isso não é verdade, por quaisquer meios.
Portanto, é necessário que se explique aos pais o problema, e que se dê ao mesmo tempo soluções adequadas, que se cite casos e exemplos, naturalmente sem falar em nomes ou detalhes desnecessários, a fim de que os familiares concordem em ser totalmente esclarecidos e orientados para uma solução definitiva. Explicar também que oferendas “podem” reter o Àbíkú na Terra, se feitas corretamente, mas antes que tenha sido o pacto identificado e rompido, a oração e a crença profunda nos Òrìsà é de grande valia.
Mães que já tenham perdido filhos Àbíkú devem ser avisadas da necessidade de oferendas para que o Àbíkú não volte a nascer de seus corpos e elas possam dar à luz crianças normais.
Por vezes o nascer e morrer inúmeras vezes de uma criança pode abalar física e psiquicamente a Mãe e recursos médicos e terapêuticos “nunca” devem ser abandonados.
Pelo contrário, sua utilização deve ser incentivada, em combinação com o tratamento espiritual.
Os pais não devem considerar isso com “castigo”, “karma”, “feitiço” ou outras explicações engendradas pela falta de conhecimento. 
Para isso o sacerdote deverá esclarecê-los e pacificá-los com a solidez e peso de seus argumentos.
Assim, no Brasil, como nos países Yorùbá, a problemática Àbíkú será contornada e menos pais serão vítimas de sofrimento causado pela morte de seus filhos.

*Ìyá Sandra Medeiros Epega

ESTE TRABALHO PODE SER COPIADO, DIVULGADO, REPRODUZIDO, DESDE QUE NA ÍNTEGRA, E QUE SEJAM MANTIDAS SUAS CARACTERÍSTICAS RELIGIOSAS E DIVULGADA A FONTE.

BIBLIOGRAFIA
[1] - Yorùbá religion & medicine in Ibadan, 1980, George E. Simpson, Ibadan University Press.
[2] - Afro-Asia NO. 14, 1983, A Sociedade Egbé orun dos Àbíkú, as crianças nascem para morrer várias vezes, Pierre Verger, pg. 138 a 160.
[3] - Yorùbá religion & medicine in Ibadan, 1980, George E. Simpson, Ibadan University Press.
[4] - Yorùbá religion & medicine in Ibadan, 1980, George E. Simpson, Ibadan University Press.
As outras informações foram obtidas através da tradição oral, com os anciãos da família Epega, em Ode Remo e Lagos.

GLOSSÁRIO

Àbíkú - nós nascemos para morrer, classificação espiritual em terra yorùbá.
Ìyá - Mãe.
Orún - mundo paralelo onde moram Ancestrais e Òrìsà, terceira dimensão que nos rodeia, mundo espiritual.
Egbé - grupo, comunidade.
Emere - o mesmo que ábiku.
Itan Ifá - versos do Oráculo sagrado, sabedoria ancestral.
Odú - resposta do Ifá, traduzido por - você se manifesta .
Ifá - nome do Oráculo sagrado yorùbá. Por vezes Òrúnmìlà também é chamado assim.
Osun - substancia vegetal vermelha, usada em rituais.
Òrúnmìlà - Òrìsà que responde no Oráculo Ifa, testemunha do destino do homem.
Ebó - oferenda, presente, sacrifício.
Sawooro - pequenos guizos ou sinos de metal.
Óndè - pequeno saco de couro que contém elementos mágicos, amuleto.
Yorùbá - língua falada em parte da Nigéria, povo que habita o Golfo de Guinéa, etnia africana.
Bàbáláwo - Pai do segredo, Sacerdote do Òrìsà Òrúnmìlà.
Èérù - fava africana.
Efun - substancia vegetal branca, usada em rituais.
Egbé - Òrìsà feminino, que é dona do ouro e da riqueza, também dá filhos às mulheres.
Egungun - Ancestral.
Orìkí - frase ou verso de louvor.
Ibadan - cidade da Nigéria.
Nupe - etnia africana.
Ibo - etnia africana.
Haussa - etnia africana.
Akan - etnia africana.
Fanti - etnia africana.
Ofo - palavra ou frase mágica.
Iyan - Massa de cará cozido e pilado.
Akara - bolo de feijão fradinho, conhecido no Brasil como acarajé.
Ekuru - bolo de feijão fradinho, enrolado em folha de bananeira e cozido no vapor.
Eko - Bolo de milho branco, akasa.
Obi - Cola Acuminata, fruto africano, utilizado em rituais, presente no quotidiano dos yorùbá.
Ekodide - pena do pássaro Odide, utilizado em rituais.
Àádun - Bolo de milho amarelo.
Oja - pano que as mães usam para amarrar os filhos nas costas.
Bàbálòrìsà - Pai que têm os Òrìsà, Sacerdote.

Ìyálòrìsà - Mãe que têm os Òrìsà, Sacerdotisa.

A solução básica do problema de quem é abiku implica em libertá-lo da sociedade à qual pertence. De fato, implica em tornar cada abiku indesejável ao seu grupo de pertença original no mundo espiritual, de modo que não queiram mais conservá-lo naquela sociedade. Sendo os abikus poderosos, é preciso muito conhecimento por parte dos sacerdotes que se propõem a lidar com eles. Alguns recursos para evitar a morte de um filho abiku e para retirar seu espírito da sociedade à qual pertence podem ser utilizados. Através de rituais é estabelecido um jogo de forças entre Egbé Aragbô e Egbé Abiku: forças de retenção do ser no aiye e forças de resgate deste mesmo ser no orun. Cultos e oferendas são realizados tanto para uns quanto para outros: para esta desistir de retomar seus membros e para aquela protegê-los de serem reconduzidos à companhia de seus pares no orun. Egbé Aragbô atua com Exu pela necessidade de manter o equilíbrio entre o aiye e o orun; age com o auxilio também de Oxum, pela influência dela sobre a fertilidade.

Egbé significa Sociedade: designa a Sociedade dos Espíritos Amigos e se refere, simultaneamente, a um orixá e a uma irmandade ou corporação de seres espirituais: trata-se de Èré igbó ou Aráagbó, que significa Habitante da floresta ou Habitante do além. Este orixá protege contra a morte prematura, acalma o sofrimento material e espiritual e orienta o ori do abiku e de seus devotos a seguir o caminho certo. Atrai progresso econômico e desenvolvimento espiritual, harmonizando esses dois aspectos da existência. Proporciona também os sentimentos de paz, tranquilidade, serenidade e confiança, trazendo a fertilidade em todos os aspectos da vida. Atrai condições para conquistas, domina recursos para promover cura e bem-estar, interfere no destino humano e remove obstáculos da vida: transforma lágrimas em sorrisos. Egbé Aráagbó é venerado para que se possa receber sua proteção contra seres visíveis e invisíveis. As pessoas costumam referir-se a ele dizendo Egbé mi, minha Sociedade, meus Companheiros. Há uma relação importante entre Ibeji e Egbé, pois Ibeji liga-se à natureza, de modo geral, e à floresta, morada de Egbé, de modo particular. Para cultuar um é preciso cultuar o outro.

Os Interditos na Religião dos Òrìsàs - Ewó


Ewó – Os Interditos na Religião dos Òrìsàs – Escute as Recomendações do seu Sacerdote!


“Minha Ìyálòrìsà me disse que eu não podia comer Cajá, eu comi e não me fez mal algum, esse negócio de Ewó é conversa fiada”!
Talvez pela falta de informação ou conhecimento acerca da cultura dos Òrìsàs, muitas pessoas pensam dessa forma, ou seja, se comeu e não sentiu nada, não tem problema nenhum, pois não é… Ewó, será que é isso mesmo?
Antes de tudo é preciso entender o que são os Ewó. Na religião dos Òrìsàs, acreditamos que ao longo da vida, todos os seres e Divindades passaram por momentos de alegria, felicidades, dificuldades, decepções, etc. Nessa ótica, aquilo que motivou ou desencadeou, por exemplo, um processo de decepção, tornou-se um interdito para aquele ser/Divindade.
Há alguns meses, publicamos a razão de Ògún usar màrìwò. À época, esclarecemos que quando ele entrou mata adentro, envergonhado por ter matado o cachorro guardião do mercado da riqueza, suas roupas foram completamente rasgadas pela ação de uma determinada planta espinhosa, fazendo com que ele, envergonhado por estar nu, se vestisse completamente com màrìwò (Ogun Kolaso, Mariwo Aso Ogun-o Mariwo). A partir desse dia, o màrìwò tornou-se sagrado para Ògún, no entanto, a planta que rasgou suas roupas, passou a ser o seu Ewó. Caso um filho de Ògún venha a usar essa planta (por exemplo, um banho), provavelmente naquele momento ele não sentirá nada, mas ele despertará em Ògún, a lembrança daquele momento de vergonha, o que lhe pode ser prejudicial futuramente.

Esse é somente um exemplo, para ilustrar, mas existem centenas de histórias que justificam todos os Ewós do Candomblé. Talvez a mais conhecida, seja a de Òsàlá, que deixou de criar o mundo, pois bebeu o Emú (vinho de palma), tornando essa bebida um terrível Ewó desse grande Òrìsà. Há, também, a história que justifica o Ewó do mesmo Òsàlá com o Epó Pupá, quando Èsù de forma maliciosa sujou sua impecável roupa branca com o dendê (Epo Made So Alá).
Interessante observar que, muito embora o Epó Pupá e o Emú sejam Ewó de Òsàlá, ambos são apreciados por Ògún, o que nos mostra que, nem sempre o interdito para uma pessoa, será para outra. Muito embora, existam casos em que o Ewó é comum para todas as pessoas do Candomblé, como o caso da “Aranhola”, conforme já mencionado em postagens antecedentes.
Muitas pessoas comentam sobre os interditos alimentares, no entanto, existem muitas proibições que variam desde não poder usar roupas remendadas até não poder tomar banho de uma determinada folha ou conjunto de folhas. Esses Ewós são determinados em razão do Òrìsà da pessoa, bem como, o seu destino (Odù), identificado por meio de consulta ao oráculo.
Conforme início do texto, muitas pessoas acreditam que “se comeu e não sentiu nada, não é Ewó”. Mas, em verdade, as proibições não estão somente relacionadas a uma indisposição alimentar. A quebra do Ewó, invariavelmente implicará em prejuízos futuros, como uma possível cólera do Deus, em razão do não cumprimento do interdito.


Quando um Sacerdote diz ao filho: “Meu filho, não coma abóbora”. Ele não está querendo lhe privar de algo que até você ser iniciado sempre lhe fez bem. Ele somente está lhe dando informações preciosas que contribuirá no futuro, para a sua edificação espiritual. O mesmo ocorre quando a Ìyálòrìsà diz: “meu filho, não coma Cajá e não use roupa vermelha”. Ela não quer lhe privar de um refresco saboroso ou da cor da moda. Ela somente quer o seu bem!

Quem é este Orí ?

Uma das mais importantes divindades na compreensão das crenças yorubás é ori. ori é o guia de cada um e de todos para o sucesso neste mundo e também no outro (céu-orun). ori é o orixá supremo que somente se abaixa para olodumare(olorún).

muitas pessoas, neste país,envolvidas nesta religião, não têm conhecimento de ori, e uma pessoa sem cabeça é uma pessoa sem direção.
devemos notar que a cabeça é em geral a primeira a entrar neste mundo, e é o recipiente ou residência de todas as escolhas (opções).
Mas quem é este ori?
ori-isesé (cabeça - o designante), também ori-ooro (cabeça ao amanhecer) ori akoko (a primeira cabeça) ou simplesmente ori (cabeça),é este o primeiro e mais importante orixá no orun. e por causa de seu lugar primordial, ori-isheshé tem jurisdição sobre orí-inú, que é a cabeça pessoal ou divindade possuída por cada e todas as pessoas e orixás, porque também os orixás têm seu ori individual, ou ori inú.
o poder e autoridade que ori possui vem da crença que ori-isheshé é o criador de todas as divindades, e sob as ordens de ori eles foram mandados as várias localidades aonde se tornaram respeitados.
na crença yorubá, ori é a residência de cada escolha de realização na forma em que lutam para alcançar seu destino. algumas vezes é chamada de orí-inú ou cabeça interna ou destino. há também um ori ode ou cabeça física, aonde ori inú reside. o contraponto de orí-inú no orún seria ori isheshé.
devido as circunstancias de sua criação, todos os orixás tem de prestar homenagem a ori. todas as cabeças feitas no culto ou devoto têm de tocar a terra com a testa como um ato de respeito ao primeiro ori. no nascimento (parto), a cabeça física ou ori ode vem primeiro, enquanto o resto do corpo a segue,o que aumenta mais sua relação com ori-inu,que também é o primeiro a ser criado e o único determinante do destino do homem na terra. devido a isto, a cabeça física é tratada com muito respeito e propiciada como ori-inú, seu contraponto espiritual, resultando na primeira servir comumente como meio de comunicação com a outra.
o ori de uma pessoa é tão importante que deve ser propiciado frequentemente e sua ajuda é necessária antes de iniciar qualquer ato e isto é feito através do eborí (bori).
ofun-rete
wereweri no céu…
owewé, aquele que limpa a pobreza com perfeição. foi visto no jogo para somente um ori e também para quatrocentos e uma divindades celestiais quem iria a olorún o criador-chefe para tentar abrir o obi do axé. ogbon, sabedoria, os dirigiu para fazerem o sacrifício… quatrocentos e uma divindades desobedeceram a sua ordem. somente ori obedeceu, e seu sacrifício foi aceito. qual era a ordem dada por ogbon? eles tinham de acordar ao amanhecer e louvar o supremo criador.
todos os orixás perderam a hora. somente ori acordou, e se atirou ao chão em homenagem a olorún. depois disto todos os orixás foram a deus, o criador-chefe, e pediram a ogbon para apresentar o obi de autoridade. todos tentaram, mas não conseguiram abri-lo. somente ori conseguiu porque tinha feito o sacrifício (ebó), e dividindo o obi, ele obteve as respostas (jogou, adivinhou).
a resposta foi favorável e uma alta louvação ocorreu. houve grande excitação e júbilo nos céus. o lugar mais alto e central, apere, daí passou a por direito pertencer a ori. quando ori se sentou, os outros orixás,cheios de inveja, conspiraram para destroná-lo.
orishanlá foi o primeiro a desafiar sua autoridade.ori o pôs no chão e em ajalamo aonde os destinos são moldados.emajalamo orishanlá se tornou o especialista escultor dos destinos.
ori criou ifá, e ifá se tornou um especialista em ikin. ori criou amakisi no leste, aonde a luz matinal surge na terra. ori conquistou todos os orixás e os criou aonde eles são hoje reverenciados.
ao acordar, eu homenageio olorún. deixe todas as coisas boas virem a mim. meu ori me deu vida. de-me o poder de ultrapassar a mortalidade e eu não morrerei. deixe todas as coisas boas pertencerem a mim, como a luz pertence a amakisi.
ori é importante porque é o que escolhemos no orun para nos acompanhar neste mundo para atingirmos nosso destino. ori é o que nos dá a oportunidade de fazer escolhas. mesmo antes do orixá, há o ori que nos direciona e nada pode se manifestar se não fizermos uma escolha. ë ori que nos leva de volta ao orixá. se olharmos o termo ori (sa) é a coroação da cabeça que a isto se refere. é a coroação do ori das divindades que os tornam orisa.
todos eles escolhem seu destino. e esta escolha é seu ori. não há nada que possa acontecer sem fazermos uma escolha ou saudarmos ori. por isto é que ori vem primeiro, porque nos leva a olodumare (olorún). ori é a “ligação direta” com olodumare. ligação com a força chamada eleda, energia incondicional, o pensamento de olorún que todos temos dentro de nós. é por isto que é dito quando saudamos nossas cabeças que estamos saudando eledá, porque isto é feito através de nosso ori.
iwa léwa
agora a importância de ori vem de iwa (léwa) que significa “caráter é beleza”. é através destas escolhas que fazemos que somos capazes de ser vistos como algo belo, e estas escolhas são acompanhadas do destino. é através destas escolhas que nosso caráter é moldado. é interessante que iwa-caráter e iwa-destino são basicamente a mesma palavra.
nós não conseguiremos alcançar nosso destino a não ser que desenvolvamos bom caráter.
e se durante a nossa vida no mercado do mundo nós desenvolvermos um bom caráter moral, nós conseguiremos a coroa do orixá.
há uma outra entidade que existe com ori. quando ori anda conosco pelo mundo, há enikeji, nosso gêmeo espiritual, que se mantém em espírito para nos lembrar do nosso destino escolhido em ile orun. quando formos para casa, pois o mundo é o mercado, orun é nossa casa, haverá uma reconexão com enikeji para ver se alcançamos nosso destino. todos os ori vem de eledá, olorún. tudo vem daquele que dá vida – olorún - e se manifesta como vida - olodumare.
cada pessoa, pedra, árvore, punhado de terra é composto de odu e tem um espírito de eledá em si, ori ou oro, o que habita dentro. tudo vem da mesma fonte, não diferentes, eu posso voltar como um pássaro, mas ainda com ori, o que me dá a escolha necessária de alcançar meu destino escolhido. mas ainda assim ori vem de eledá. o corpo do pássaro é somente a residência do espírito do pássaro, e o espírito vem de olodumare.
igbá iwa, que é nosso corpo que contem o nosso caráter, é somente a residência do espírito, independente de sua forma física. nós temos a tendência de nos separarmos deste espírito, e é o que nos impede de alcançarmos iwa pele.
kotopo-kelebe era o apelido de ori antes dele se tornar a cabeça de todos os orixás. especificamente, o apere de ori indica sua vitória sobre as outras divindades, e a ascensão de ori ao alto da ponta do cone da existência, isto é a razão de existir. para saber como ori lidou com todas as ameaças de oposição de seus rivais e ditou seus destinos, é pertinente para mostrar o duplo sentido mostrado no verbo “da” (vencer ou conquistar ou criar) usado no odu em ori. nós temos a noção de que em para ser ou criar algo, temos de sobrepor alguma oposição ou vencer alguém. sem luta, não há sucesso na vida.
o mais alto lugar,a posição de autoridade chamada apere se tornou o trono de ori. ori foi mais adiante para provar sua superioridade sobre orisanlá dando a ele um lugar permanente chamado oke-alamoleke em ode iranjé,e uma função específica em ajalamo ambos sobre o controle de ori.
ajalamo é um lugar muito interessante em ifé, é um lugar em que um vai em espírito para escolher seu ori. e a pessoa designada a este lugar é chamada de ajalamopin,o moldador de ori ou cabeças,e orisanlá cuida de moldar os corpos.
há outro em ajalamo que não é mencionado,conhecido pelo nome de kori,o moldador dos espíritos de crianças. ori é aquele com axé que nos faz tê-lo.
é tão poderoso que até ifá tem de se submeter a sua vontade.
ori venceu todos os orixás e foi o único capaz de abrir o obi do axé. vontade dita como as coisas acontecem em nossa vida, se deixarmos ori para trás, nós perdemos o direito de reclamar sobre nossa situação.ninguém pode aprisionar nossa mente,mas só nós podemos. escravidão é uma armadilha mental e quando nós deixamos de lado nossos direitos a liberdade,nós nos mantemos escravos.
para obter o poder da vontade de mudar, primeiro temos de ter vontade. a maioria das pessoas aceita as condições estabelecidas,e não querem mudar. nós temos de ter vontade de sairmos um com olodumare.ori nos leva
diretamente a iwa que contem a palavra caráter. para o yorubás iwa não quer dizer cumprir as diretivas de olodumare que também é chamado de obá mimó,
oba pipé,significando “o rei puro ou o rei perfeito” ou alalá funfun oké “aquele de branco que habita no alto”
é esta força que dispersa que é chamado ifá iyà,ou o oráculo do coração. os oráculos do coração são as diretivas ou ordens de olodumare, aquilo que é o certo ou errado,que leva a cumprir ou não, o destino.todos nós sabemos o que é o certo porque isto também foi dado com o sopro de olodumare que pôs em nós.é o oráculo do coração que nos guia e determina nossa vida ética.o oráculo do coração é a consciência da pessoa. as leis de olodumare estão escritas no coração.
je èwo significa “comer o que é tabu” ou “fazer o que é proibido” e gbigba èwo significa “receber o tabu” ou “fazer o certo” (cumprir o preceito) esta é uma das maneiras que um é reconhecido, no desenvolvimento de iwa. mas antes mesmo de virmos para este mundo,nós aprendemos e recebemos diretivas enquanto espíritos e isto são o que nós chamamos de instintos,ou deja vu,a memória de ori.
as leis dos homens são feitas para controlar e tirar as escolhas. olodumare diz que cada um de nós tem escolha e que há uma punição divina. nós temos a oportunidade de escolher a direção em que queremos ir, mas temos de realizar que todas as dividas deverão ser pagas.é muito importante que nós mesmos escolhemos nossa própria direção para desenvolver iwa, por que isto determinara o sucesso ou insucesso de alcançarmos nosso destino.
a coroação final do nosso ori.
de acordo com um dos versos de ogunda meji,orunmilá reuniu todos os orixás e perguntou qual deles acompanhariam seus devotos numa viagem distante através do oceano sem desertá-los em nenhum lugar. xangô,o deus do trovão e o mais corajoso, respondeu que ele iria com seus devotos para qualquer lugar sem olhar para trás. orunmilá convenceu xangô que esta não era a resposta correta,e um por um ele convenceu cada um dos orixás que esta não era a resposta a sua pergunta. eles imploraram a orunmilá para revelar a resposta correta,a qual orunmilá respondeu que somente ori,a divindade pessoal de cada um,pode nos acompanhar até o lugar mais longínquo do mundo sem voltar atrás.
dai ele recitou:
“somente ori pode acompanhar o seu devoto a qualquer lugar sem retornar, se eu tenho dinheiro,é a meu ori que eu agradeço. meu ori, é você. se eu tenho filhos,é o meu ori que eu vou cultuar. meu ori,é você.por todas as coisas boas que eu tenho na terra,é o meu ori que eu cultuo.
Meu ori, é você “
Concepção de Orí
Cabeça no sentido literal da palavra. Mas, Orí no conceito yorùbá tem outras conotações além da simples cabeça física. Pois, para os Yorùbá existe o ORÍ-INÚ – a cabeça interior. Este Orí-inú é aquele que foi moldado por Àjàlá (o Oleiro fazedor de cabeças, descrito na lenda do Orí e a escolha do destino do homem).
Na lenda do Orí e a escolha do destino, conta que Àjàlá fabrica muitas cabeças no ÒRUN e que cada ser humano que vive no ÒRUN - Céu e está para viajar para o Ayé - Terra, vai à casa de Àjàlá para escolher o seu Orí. E a vida do homem na terra vai depender crucialmente da escolha do Orí que ele fez. Pois, acredita—se que essa escolha já predestina o homem ao sucesso ou ao fracasso em sua vida no Ayé.
Diz que Àjàlá é dado a tomar umas bebidas e ao ficar meio alto, ao fazer as cabeças Ele erra na composição da argamassa deixando-a fora do padrão necessário para ser moldada, muito arenosa ou excesso de liga.
Também cozendo-as, às vezes muito, o que as torna muito rígidas e ressecadas ficando muito duras, queimadas e quebradiças. Ou cozendo-as pouco, deixando-as quebradiças e esfarelentas. Às vezes, as moldando tortas que quando cozidas ficam rotas.
Ao escolher sua cabeça e seguir em direção ao àiyé, o ser humano atravessa vários ambientes como de calor excessivo de desertos: muito frio como das zonas gélidas da terra: zonas onde tem de atravessar tempestades com ventos e chuvas fortes. E se as cabeças não tiverem sido bem confeccionadas elas irão se danificar e ficarão em péssimo estado ao chegarem ao àiyé.
Dependendo do estado em que cheguem, se a cabeça estiver boa àquela pessoa trabalhará, e tudo o que fizer será para si mesmo, podendo prosperar na vida, alcançando o sucesso e a fortuna. Se a cabeça estiver danificada, aquela pessoa trabalhará e tudo o que conseguir será para gastar com os reparos no seu Orí.
Quando ele não foi muito danificado, os primeiro anos de vida dessa pessoa serão um pouco sacrificados, ela poderá passar por privações e dificuldades em virtude de não conseguir prosperar na vida, pois, tudo o que arrecadar irá para o conserto do seu Orí. Depois que ele terminar os reparos necessários, o que ele fizer será para si próprio, é então quando ele começa a prosperar em sua vida no àiyé.
Outras pessoas têm Orí tão danificados, que por mais que trabalhem na vida, jamais conseguirão consertar os danos do seu Orí. E tudo o que fizerem na vida será para gastar com seu Orí ruim. São aquelas pessoas que passam a vida toda vegetando, nunca conseguem fazer nem concluir as coisas, vivendo sempre na penúria e no aperto nunca possuindo nada de seu e não conseguindo serem felizes por mais que se esforcem, pois, tem um Orí ruim.
Mas, acredita-se que esses consertos podem ser feitos através de oferendas – Eborí – ebo Orí, que ajudarão a restaurar aquele Orí mais depressa, o que pode mudar um pouco essa predestinação. Não é porque a pessoa tem um bom Orí que ela poderá ficar sentada esperando tudo de bom na vida.
Ela está predestinada ao sucesso em sua vida, mas, desde que trabalhe para isso. Seus caminhos estarão sempre abertos para alcançar seus objetivos, esforçando-se para isso.
ÀJÀLÁ ORÍ, ORÍ L’EWÀ, L’EWÀ, L’EWÀ.
ÀJÀLÁ ORÍ, ORÍ L’EWÀ, L’EWÀ, L’EWÀ.
OPÉ ÈNYIN EDÙMARÈ, WÁ ORÍ, E KÚ Ó.
OPÉ ÈNYIN EDÙMARÈ, WÁ ORÍ, E KÚ Ó.
E KÚ Ó ÒRUN, E KÚ Ó ÒSÙPÁ, E KÚ ÒJÒ, ÒJÒ BÒ ILÈ.
E KÚ Ó ÒRUN, E KÚ Ó ÒSÙPÁ, E KÚ ÒJÒ, ÒJÒ BÒ ILÈ.
IRÉ ORÍ Ó JÍ, Ó JÍ IRE ORÍ,
IRÉ ORÍ Ó JÍ, Ó JÍ IRE ORÍ.
Àjàlá que molda cabeças, deixe este Orì lindo, lindo, lindo.
Agradeço-te Deus, venha para esta Cabeça, eu te saúdo.
Eu saúdo o Sol, eu saúdo a Lua, eu saúdo a Chuva, Chuva que cai sobre a Terra.
Vc será uma Cabeça feliz, acorde feliz Orí.
ORI O ORI O
ORI MI O!
SE RERE FUN MI!
MEU ORI!
SE ALEGRE COMIGO!
Para termos idéia quanto a importância e precedência do ORI em relação aos demais ORISA, um Itan do ODU OTURA MEJI, ao contar a história de um ORI que se perdeu no caminho que o conduzia do ORUN para o AIYE, relata: “… OGUN chamou ORI e perguntou-lhe, “Você não sabe que você é o mais velho entre os ORISA? Que você é o líder dos ORISA?’…”. Sem receio podemos dizer, “ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA”, ou seja, “Meu ORI, que tem que ser cultuado antes que o ORISA” e temos um oriki dedicado à ORI que nos fala que ” KO SI ORISA TI DA NIGBE LEYIN ORI ENI”, significando, “… Não existe um ORISA que apóie mais o homem do que o seu próprio ORI…”.
Quando encontramos uma pessoa que, apesar de enfrentar na vida uma série de dificuldades relacionadas a ações negativas ou maldade de outras pessoas, continua encontrando recursos internos, força interior extraordinária, que lhe permitam a sobrevivência e, inclusive, muitas vezes, mantém resultados adequados de realização na vida, podemos dizer, “ENIYAN KO FE KI ERU FI ASO, ORI ENI NI SO NI”, ou seja, “as pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI trabalha para você”, trazendo, essa expressão, um indicador muito importante de que um ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem e garantir-lhe a sobrevivência social e as relações com a vida, apesar das dificuldades que ele enfrente.
Esta é a razão pela qual o EBORÍ, forma de louvação e fortalecimento do ORI utilizada em nossa religião, é utilizado muitas vezes, precedendo ou, até, substituindo um EBO. Isso se faz para que a pessoa encontre recursos internos adequados, esta força interior de que falamos, seja à adequação ou ajustamento de suas condições frente às situações enfrentadas, seja quanto ao fortalecimento de suas reservas de energia e consequente integração com suas fontes de vitalidade.
É importante dizer que é o ORI que nos individualiza e, por conseqüência, nos diferencia dos demais habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparências físicas nos permite qualquer referencial de identificação dessas diferenças. . Sinalizando essa condição, talvez uma das maiores lições que possamos receber com respeito a ORI possa ser extraída do Itan ODU OSA MEJI, que reproduzimos a seguir e que é a resposta que foi dada por IFÁ para Mobowu, esposa de OGUN, quando ela foi lhe consultar:
"ORI BURUKU KI I WU TUULU.
A KI I DA ESE ASIWEREE MO LOJU-ONA.
A KI I M’ ORI OLOYE LAWUJO.
A DIA FUN MOBOWU TI I SE OBINRIN OGUN.
ORI TI O JOBA LOLA, ENIKAN O MO KI TOKO-TAYA O MO PE’RAA WON NI WERE MO.
ORI TI O JOBA LOLA, ENIKAN O MO.”
TRADUÇÃO
"Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras.
Ninguém consegue distinguir os passos do louco na rua.
Uma pessoa que é líder não é diferente E também é difícil de ser reconhecida.
É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFÁ.
Tanto esposo como esposa não deviam se maltratar tanto, Nem fisicamente, nem espiritualmente.
O motivo é que o ORI vai ser coroado E ninguém sabe como será o futuro da pessoa.”
Para os yorubá o ser humano é descrito como constituído dos seguintes elementos:
ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI.
  
ARA é corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes.
OJIJI é o “fantasma” humano, é a representação visível da essência espiritual.
OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação.
EMI, está associado a respiração, é o sopro divino.
  
Quando um homem morre, diz-se que seu EMI partiu.
ORI é o ORISA pessoal, em toda a sua força e grandeza. ORI é o primeiro ORISA a ser louvado, representação particular da existência individualizada (a essência real do ser). É aquele que guia, acompanha e ajuda a pessoa desde antes do nascimento, durante toda vida e após a morte, referenciando sua caminhada e a assistindo no cumprimento de seu destino.

ORI em yorubá tem muitos significados - o sentido literal é cabeça física, símbolo da cabeça interior (ORI INU). Espiritualmente, a cabeça como o ponto mais alto (ou superior) do corpo humano representa o ORI.

Enquanto ORISA pessoal de cada ser humano, com certeza ele está mais interessado na realização e na felicidade de cada homem do que qualquer outro ORISA. Da mesma forma, mais do que qualquer um, ele conhece as necessidades de cada homem em sua caminhada pela vida e, nos acertos e desacertos de cada um, tem os recursos adequados e todos os indicadores que permitem a reorganização dos sistemas pessoais referentes a cada ser humano. Reforçando esta questão temos um oriki que nos diz
"ORI LO NDA ENI
ESI ONDAYE ORISA LO NPA ENI DA
O NPA ORISA DA
ORISA LO PA NIDA
BI ISU WON SUN
AYÉ MA PA TEMI DA
KI ORI MI MA SE ORI
KI ORI MI MA GBA ABODI”
TRADUÇÃO
"ORI é o criador de todas as coisas
ORI é que faz tudo acontecer, antes da vida começar
É ORISA que pode mudar o homem
Ninguém consegue mudar ORISA
ORISA que muda a vida do homem como inhame assado
AYÉ*, não mude o meu destino
Para que o meu ORI não deixe que as pessoas me desrespeitem
Que o meu ORI não me deixe ser desrespeitado por ninguém
Meu ORI, não aceite o mal.”
(* AYÉ - conjunto das forças do bem e do mal)
Como foi dito, não existe um ORISA que apóie mais o homem do que o seu próprio ORI: um trecho do adura (reza) feito durante o assentamento de um IGBA-ORI diz:
KORIKORI
Que com o àse do próprio ORI, O ORI vai sobreviver
KOROKORO
Da mesma forma que o ORI de Afuwape sobreviveu, O seu sobreviverá. Ele será favorável a você. Tudo de que você precisa, Tudo o que você quer para a sua vida, É ao seu ORI que você deverá pedir. É o ORI do homem que ouve o seu sofrimento…”
O que é então ORI, de que a natureza é constituído e qual o seu papel na vida do homem? Em primeiro lugar, acredita-se que o corpo humano é constituído de duas partes: a cabeça e o suporte - ORI e APERE. Acredita-se que este corpo adquire existência na medida em que recebe de OLODUMARE o sopro vivificador - o EMI.
Este sopro foi o agente do processo da criação em seu primeiro momento e tem sido o responsável pela geração e continuidade de toda a vida no universo.
Este modelo descrito e de entendimento abrangente para todas as formas de vida é repetido no ser humano. A cabeça e o seu suporte, ORI-APERE são formados a partir dos elementos matrizes, enquanto o ORI-INU, interior, representa, na sua constituição, uma combinação de elementos, porções de matéria-massa que é particularizada durante o processo de modelagem de cada ORI. Ele é único e, por conta disso, particulariza e dá individualização à existência.
Essa combinação “química” definirá parte das relações do homem com o mundo sobrenatural e a religião, na medida em que determina o seu ELEDA, ORISA - símbolo do elemento cósmico de formação, a que chamamos, adiante, de IPORI, daquele ORI-INU em particular.
No Brasil vimos, com certa frequência, o ELEDA ser chamado de ORISA-ORI, simplificação da relação aqui exposta. ELEDA segundo Juana Elbein dos Santos em Os Nagô e a Morte, “se refere à entidade sobrenatural, à matéria-massa que desprendeu uma porção da mesma para criar um ORI, consequentemente Criador de cabeças individuais…”
No ODU OGBEYONU (Ogbe Ogunda) vamos encontrar ainda, “… Quando acordo pela manhã coloco minha mão no ORI. ORI é fonte de sorte. ORI é ORI!…”.
É um oriki dedicado à ORI, mostrando o papel que ORI tem na vida de cada pessoa quanto as suas relações interpessoais, suas relações com as outras pessoas, e as suas condições de realização e progresso em todos os empreendimentos da vida, nos diz:
"ORI MI
MO KE PE O O
ORI MI
A PE JE
ORI MI
WA JE MI O
KI NDI OLOWO O
KI NDI OLOLA
KI NDI ENI A PE SIN
LAYE
O, ORI MI
LORI A JIKI
ORI MI LORI A JI YO MO LAYE”
TRADUÇÃO
Meu ORI
Eu grito chamando por você
Meu ORI,
Me responda
Meu ORI,
Venha me atender
Para que eu seja uma pessoa rica e próspera
Para que eu seja uma pessoa a quem todos respeitem
Oh, meu ORI!
A ser louvado pela manhã,
Que todos encontrem alegria comigo”
Toda existência no universo da Criação se processa em dois planos: O mundo visível, o AIYE, universo concreto que habitamos, e o mundo invisível, ORUN, onde habitam os seres sobrenaturais e os “duplos” de tudo o que se encontra manifestado no AIYE. Não são, como é possível pensar, mundos independentes ou rigidamente separados. Na realidade podemos afirmar que o AIYE é, antes de mais nada, uma “projeção” da realidade essencial que tem existência e se processa no ORUN.
Como diz a Profa. Dra. Iyakemi Ribeiro, em seu livro “Alma Africana no Brasil: os iorubás”, “Para o negro-africano o visível constitui manifestação do invisível. Para além das aparências encontra-se a realidade, o sentido, o ser que através das aparências se manifesta. Sob toda manifestação viva reside uma força vital: de Deus a um grão de areia, o universo africano é sem costura. (Erny, 1968:19) Universo de correspondências, analogias e interações, no qual o homem e todos os demais seres constituem uma única rede de forças.”
É necessário entender, assim, que AIYE e ORUN constituem uma unidade e, enquanto expressões de dois níveis de existência, são inseparáveis e complementares. Essa unidade é simbolizada pelo IGBA-ODU, cabaça formada de duas metades unidas onde a parte inferior representa o AIYE e a parte superior representa o ORUN. No interior, os “elementos
indispensáveis à existência individualizada”. Poderia ser representada por uma figura e sua imagem refletida no espelho - há plena identidade entre elas, uma é apenas a imagem invertida da outra.
Podemos dizer nessa figuração que o AIYE é a imagem refletida do ORUN. Essa analogia provavelmente explica a situação conhecida de que os ODU, quando vieram do ORUN para o AIYE, tiveram sua ordem de precedência invertida. Ou seja, muito embora no AIYE considere-se EJIOGBE MEJI como o mais antigo dos ODU, todo Babalawo saúda OFUN MEJI, ou ORANGUN MEJI como é também conhecido, em sua realeza, dizendo: eepa ODU!, Louvando assim sua antiguidade e sua precedência efetiva.
Temos assim que toda existência no AIYE reflete uma realidade anterior existente no ORUN. A existência no AIYE implica em processar-se uma “modelagem” anterior no ORUN, a partir da qual porções de matérias-massas que constituem a base da existência genérica são tomadas em fragmentos particulares e vão constituir a manifestação dessa existência em forma individualizada no AIYE.
Esses elementos matrizes possuem, por consequência, dupla existência: uma parcela presente no ORUN e a outra parcela dando vitalidade ou formação às diferentes partes que formam a “realidade” individualizada de vida. A esses fragmentos particulares retirados da massa genitora chamamos IPORI e é ele, IPORI, que determinará o ORISA que cada indivíduo cultuará no AIYE, condicionando também sua instrumentalização particular na relação com a vida e o repertório possível de escolhas que possa realizar.
A RESPEITO DO DESTINO HUMANO
Podemos perceber que a compreensão sobre o papel que ORI desempenha na vida de cada homem está intimamente relacionado à crença na predestinação - na aceitação de que o sucesso ou o insucesso de um homem depende em larga escala do destino pessoal que ele traz na vinda do ORUN para o AIYE. A esse destino pessoal chamamos KADARA ou IPIN e é entendido que o homem o recebe no mesmo momento em que escolhe livremente o ORI com que vai vir para a terra.
ORI desempenha um papel importante para os seguidores de IFÁ. Nele acredita-se que escolhemos nossos próprios destinos. E nós o fazemos mediante os auspícios do ORISA IJALA MOPIN. A esfera de ação de IJALA é junto a OLODUMARE e é ele que sanciona as escolhas de destino que fazemos. Essas escolhas são documentadas pelas divindades que chamamos de ALUDUNDUN. Um verso de IFÁ explica esta questão: “
"Você disse que foi apanhar o seu ORI.
Você sabia onde Afuwape apanhou o seu ORI?
Você poderia ter ido lá para apanhar o seu.
Nós pegamos nossos ORI nos domínios de IJALA,
Assim somente nossos destinos diferem”
IJALA é responsável pela modelação da cabeça humana, e acredita-se que o ORI e o ODU - signo regente de seu destino que escolhemos, determina nossa fortuna ou atribulações na vida, como foi dito. IJALA, embora notável em sua habilidade, não é muito responsável e, por isso, muitas vezes modela cabeças defeituosas: pode esquecer de colocar alguns acabamentos ou detalhes desnecessários, como pode, ao levá-las ao forno para queimar, deixá-las por um tempo demasiado ou insuficiente.
Tais cabeças tornam-se assim, potencialmente fracas, incapazes de empreender a longa jornada para a terra, sem prejuízos. Se, desafortunadamente, um homem escolhe uma dessas cabeças mal modeladas, estará destinando a fracassar na vida.
Durante sua jornada para a terra, a cabeça que permaneceu por tempo insuficiente ou demasiado no forno, poderá não resistir à ação de uma chuva forte e chegará mais danificada ainda. Todo o esforço empreendido para obter sucesso na vida terrena terá grande parte de seus efeitos desviada para reparar tais estragos.
Pelo contrário, se um homem tem a sorte de escolher uma das cabeças realmente boas, tornar-se próspero e bem sucedido na terra, uma vez que sua cabeça chega intacta e seus esforços redundam em construção real de tudo aquilo que se proponha a realizar.
O trabalho árduo trará, ao homem afortunado em sua escolha, excelentes resultados, já que nada é necessário dispender para reparar a própria cabeça. Assim, para usufruir o sucesso potencial que a escolha de um bom ORI acarreta, o homem deve trabalhar arduamente. Aqueles, entretanto que escolheram um mau ORI têm poucas esperanças de progresso, ainda que passem o tempo todo se esforçando.
Sendo estes os pressupostos, retomamos as perguntas: Como saber se a escolha do próprio ORI foi boa ou má? Pode um homem conhecer as potencialidades da própria cabeça ou da cabeça de outrem?
O Jogo divinatório de IFÁ possibilita que a pessoa tome conhecimento dos desígnios do próprio ORI, saiba a respeito do ORISA ou IRUNMALE que deve ser cultuado e conheça seus EWO - proibições quanto ao consumo de alimentos, uso de cores e condutas morais.
Muitas referências são feitas às relações entre ORI e o destino pessoal. O destino descrito como IPIN ORI - a sina do ORI - pode ser dividido em três partes: AKUNLEYAN, AKUNLEGBA E AYANMO.
AKUNLEYAN é o pedido que você fez no domínio de IJALA - o que você gostaria especificamente durante seu período de vida na terra: o número de anos que você desejaria passar na terra, os tipos de sucesso que você espera obter, os tipos de parentes que você deseja.
AKUNLEGBA são aquelas coisas dadas a um indivíduo para ajudá-lo a realizar esses desejos. Por exemplo: uma criança que deseja morrer na infância pode nascer durante uma epidemia para garantir a morte dele ou dela.
AYANMO é aquela parte do nosso destino que não pode ser mudada: nosso gênero (sexo) ou a família em que nascemos, por exemplo.
Ambos, AKUNLEYAN e AKUNLEGBA podem ser alterados ou modificados quer para bom ou para mau, dependendo das circunstâncias.
Assim o destino descrito como IPIN ORI - a sina do ORI pode sofrer alterações em decorrência da ação de pessoas más chamadas como ARAYE - filhos do mundo, também chamadas AIYE - o mundo ou ainda, ELENINI - implacáveis (amargos, sádicos, inexoráveis) inimigos das pessoas.
Entre estes encontram-se as ÀJÉ - bruxas, os OSO - feiticeiros, os envenenadores e todos aqueles que se dedicam a práticas malignas com intuito de estragar qualquer oportunidade de sucesso humano.
Sacrifício e ritual podem ajudar a melhorar as condições desfavoráveis que podem ter resultados destas maquinações maléficas imprevisíveis.
Todo ORI, embora criado bom, acha-se sujeito a mudanças. Vimos que feiticeiros, bruxas, homens maus e a própria conduta podem transformar negativamente um ORI, sendo sinal dessa transformação uma cadeia interminável de infelicidades na vida de um homem a despeito de seus esforços para melhorar.
O ORI, entidade parcialmente independente, considerado uma divindade em si próprio, é cultuado entre outras divindades, recebendo oferendas e orações. Quando ORI INU está bem, todo o ser do homem está em boas condições.
Como foi dito, nossos ORI espirituais são por eles mesmos subdivididos em dois elementos: APARI-INU e ORI APERE - APARI-INU representa o caráter (natureza), ORI APERE representa o destino.
Um indivíduo pode vir para a terra com um destino maravilhoso, mas se ele ou ela vem com mau caráter (natureza), a probabilidade de desempenho (cumprimento, execução) desse destino é severamente comprometida.
O destino também pode ser afetado, então, pelo caráter da própria pessoa. Um bom destino deve ser sustentado por um bom caráter.
Este é como uma divindade: se bem cultuado concede sua proteção. Assim, o destino humano pode ser arruinado pela ação do homem.
IWA RE LAYE YII NI YOO DA O LEJO, ou seja, - “Seu caráter, na terra, proferirá sentença contra você”.
No ODU de OGBEOGUNDA, IFÁ diz:
"Um pilão realiza três funções
Ele tritura inhame
Ele tritura índigo
Ele é usado como uma tranca atrás da porta
Foi feito um jogo adivinhatório para Oriseku, Ori-Elemere e Afuwape
Quando eles foram escolher seus destinos nos domínios de IJALA - MOPIN
Foi solicitado para eles que realizassem rituais
Somente Afuwape realizou os rituais que foram solicitados.
Ele, em consequência, tornou-se muito afortunado.
Os outros lamentaram, disseram que se soubessem onde Afuwape escolheria seu ORI, eles teriam ido até lá para escolher os seus também.
Afuwape respondeu que, embora seus ORI fossem escolhidos no mesmo lugar, seus destinos é que diferiam.”
A questão que aí se apresenta é que somente Afuwape mostrou bom caráter. Respeitando sua crença e realizando seus sacrifícios, ele trouxe as bênçãos potenciais de seu destino para a efetiva realização. Seus amigos Oriseku e Ori-Elemere falharam em mostrar bom caráter pela recusa em realizar seus rituais e, por isso suas vidas sofreram as consequências.
O nome IPIN está igualmente associado à ORUNMILÁ, conhecido como ELERI-IPIN - o Senhor do Destino e que é aquele que esteve presente no momento da criação, conhecendo todos os ORI, assistindo o compromisso do homem com seu destino, os objetivos de cada um no momento de sua vinda para o AIYE, o programa particular de desenvolvimento de cada ser humano e sua instrumentalização para o cumprimento desse programa.
ORUNMILÁ conhece todos os destinos humanos e procura ajudar os homens a trilhar seus verdadeiros caminhos. Temos, assim, que um dos papeis mais importantes de IFÁ em relação ao homem, além de ser o intérprete da relação entre os ORISA e o homem, é o de ser o intermediário entre cada um e o seu ORI, entre cada homem e os desejos de seu ORI. Apenas como registro, é preciso entender que esse mesmo papel ORUNMILÁ tem na relação com os demais ORISA, sendo o intermediário entre cada um e o seu ORI. E ORUNMILÁ, Ele mesmo, consulta IFÁ!
Nos momentos de crise, a consulta ao oráculo de IFÁ permite acesso a instruções a respeito dos procedimentos desejáveis, sendo considerados bons procedimentos os que não entram em desacordo com os propósitos do ORI.
O ser que cumpre integralmente seu IPIN-ORI (destino do ORI), amadurece para a morte e, recebendo os ritos fúnebres adequados, alcança a condição de ancestral ao passar do AIYE para o ORUN.
Há a crença na existência de duas áreas ocupadas por espíritos dos mortos: ORUN RERE - o bom “céu”, habitado pelas divindades e ancestrais, e ORUN APAADI - o “céu” de muitas infelicidades, habitado pelos infelizes que sofreram má sorte e pelos maus, julgados pelo Ser Supremo, segundo o ser caráter. Estes últimos ficam condenados à solidão e ao esquecimento, sem direito a lembrança ou a aparecerem em sonhos e visões - morrem totalmente.
ORUN RERE, por outro lado, é prazeiroso e sereno, vivendo os espíritos numa comunidade composta de parentes e amigos. Podem também permanecer junto aos familiares e intervir em suas atividades diárias, sendo-lhes permitido reencarnar em alguma criança nascida no âmbito familiar.
A respeito do ORI, resta ainda lembrar que trata-se de uma divindade pessoal, a mais interessada de todas no bem estar de seu devoto. Se o ORI de um homem não simpatiza com sua causa, aquilo que ele deseja não pode ser concedido nem por OLODUMARE, nem pelos ORISA.
Da mesma forma se o caráter de um indivíduo é mau, sua escolha de destino pode não se realizar. Se nossa situação é realmente de um mau destino, e não é uma consequência de nosso caráter ou comportamento, então nosso ORI-APERE precisa ser apaziguado.
Oferendas prescritas ou rituais devem ser realizados para nos trazer de volta a um alinhamento saudável.
Considera-se vital para todo homem recorrer a IFÁ, sistema divinatório de consulta a ORUNMILÁ, a intervalos regulares para tomar conhecimento do que agrada ou desagrada o próprio ORI. Enquanto intermediário entre a pessoa e as divindades (entre as quais o próprio ORI)
IFÁ não apenas informa sobre os desejos divinos, mas também conduz os sacrifícios ofertados às divindades para que estas possam cumprir seu papel: ajudar os ORI a conduzirem as pessoas à realização do próprio destino.
Se as coisas estão indo mal em sua vida, antes de apontar um dedo acusador para as bruxas, para feitiços ou para seus inimigos, examine sua natureza.
Se Você tem por hábito maltratar as pessoas ou não considerar seus sentimentos, não procure qualquer felicidade ou sorte em sua vida, não importando o quanto Você possa ser bem sucedido materialmente.
Se, por outro lado, Você ajuda os outros e dá felicidade a eles, sua vida será cheia, não só de riquezas, mas também de alegria e felicidade. No entanto, lembre-se, é decididamente muito mais fácil alterar seu destino do que sua natureza.
"Por toda parte onde ORI seja próspero, deixe-me estar incluído,
Por toda parte onde ORI seja fértil, deixe-me estar incluído,
Por toda parte onde ORI tenha todas as coisas boas da vida, deixe-me estar incluído.
ORI, coloque-me em boa situação na vida,
Que meus pés me conduzam para onde as coisas me sejam favoráveis.
Para onde IFÁ está me levando eu nunca sei
Jogaram para Assore no início de sua vida.
Se há qualquer condição melhor do que aquela em que estou no presente,
Que possa meu ORI não falhar em colocar-me nela.
Meu ORI me ajude! Meu ORI faça-me próspero!
ORIN ORI
Ori ka f’anjá Ori ô Ori ka f’anjá
Ori ká f’anjá Ori ô Ori ka f’ajnjá
Ori ká f’anjá alá umbó bàbá lá toloxé
Agô ni kekerê kerê kê
Agô ni kekerê kerê kê eru janjan
Ori ka f’anjá Ori ô Ori ka f’anjá
Ori ká f’anjá Ori ô Ori ka f’ajnjá
Ori ká f’anjá alá umbó bàbá la toloxé
Ago ni kekerê kerê kê
Agô ni kekerê kerê kê eru janjan
Orí ô Ori apere
Lé fibô didê lésé orixá
Apere ô ori ô orí apere
Lé fibô didê lésé orixá
Ori ô Ori xê
Awa dá meuá l’apere ô ori ô
Ori xê e uá lese orixá
Ori gbó apere
Orí gbó mó gbó tijí
Orí gbó a pe re
Ori gbó mó gbó tijí
Ori loman bó inxê
Ori loman
Iyemoja mi xekê mi ô
Iyemoja mi xekê mi rô
Orí ô Iyemoja mi xekê mi ô
Ori mi ô xererê fun mi
Ori mi ô xererê fun mi
Ori oká unsanu oka
Ori ejo unsanu ejô
Afomo opué
Ori mi ô xererê fun mi
O guégué oló guégué
O guégué Ori umbó
Ori mi axé um o yê
Oni dôdô ori man i man yin
Oni dôdô ori man i man yin
Ibá ti kotá lobé fakalé
E a um ô loni á fi a jí
Omobá olokó ilé
Omobá olokó ilé
Omobé yi delê
Omobé yi delê o yê
Omobá olokó ilé
ORI é o protetor do homem antes das divindades.”

O porque que se enfeita Iroko Baba Igi

O Princípio de Tudo

Hoje falo também do princípio de tudo segundo a visão dos Yorùbás. Todas as religiões acreditam num modo de criação do mundo e, com o Candomblé não é diferente. Dessa forma, transcrevemos abaixo, uma das mais importantes histórias do oráculo de Ifá, publicado por Juanita Elbein dos Santos, que discorre sobre a criação do mundo em que vivemos.

Quando Olórun decidiu criar a terra, chamou Obàtálà, entregou-lhe o Àpò Ìwà (saco da existência) e deu-lhe as instruções necessárias para a realização da magna tarefa. Obàtálà reuniu todos os Òrìsà e preparou-se, sem perda de tempo. De saída, encontrou-se com Odùduwà que lhe disse que só o acompanharia após realizar suas obrigações rituais, já no Òna-Òrun, caminho, Obàtálà passou diante de Èsù. Este, o grande controlador e transportador de sacrifícios que domina os caminhos, perguntou-lhe se já tinha feito as oferendas propiciatórias. Sem se deter, Obàtálà respondeu-lhe que não tinha feito nada e seguiu seu caminho sem dar mais importância a questão. E foi assim que Èsù sentenciou que nada do que ele se propunha empreender seria realizado.

Em efeito, enquanto Obàtálà seguia seu caminho começou a ter sede. Passou perto de um rio, mas não parou. Passou por uma aldeia onde lhe ofereceram leite, mas ele não aceitou. Continuou andando. Sua sede aumentava e era insuportável. De repente, viu diante de si uma palmeira (“Igi-Òpe” - Dendezeiro - “Elaeis Guineenssis”) e, sem se poder conter, plantou no tronco da árvore seu cajado ritual, o Òpásóró, e bebeu a seiva (“emú” - vinho de palma). Bebeu insaciavelmente até que suas forças o abandonaram, até perder os sentidos e ficou estendido no meio do caminho.

Nesse meio tempo, Odùduwà, que foi consultar Ifá, fazia suas oferendas à Èsù. Seguindo os conselhos dos Babaláwos, ele trouxera cinco galinhas, das que têm cinco dedos em cada pata, cinco pombos, um camaleão, dois mil elos de cadeia e todos os outros elementos que acompanham o sacrifício. Èsù apanhou estes últimos e uma pena da cabeça de cada ave e devolveu a Odùduwà a cadeia, as aves e o camaleão vivos.

Odùduwà consultou outra vez os Babaláwos que lhe indicaram ser necessário, agora, efetuar um ebo, aos pés de Olórun, de duzentos ìgbín, os caracóis que contêm o “sangue branco”, “a água que apazigua”, Omí-Èrò. Quando Odùduwà levou o cesto com ìgbín, Olórun aborreceu-se vendo que Odùduwà ainda não tinha partido com os outros. Odùduwà não perdeu sua calma e explicou que estava obedecendo as ordens de Ifá. Foi assim que Olórun decidiu aceitar a oferenda e ao abrir seu Àpére-Odù - espécie de grande almofada onde geralmente ele está sentado - para colocar a água dos ìgbín, viu com surpresa, que não havia colocado no Àpò Ìwà - bolsa da existência - entregue a Obàtálà, um pequeno saco contendo a terra. Ele entregou nas mãos de Odùduwà para que ele, por sua vez, a remetesse a Obàtálà…

roko

Orixá representado pela mais suntuosa árvore das casas de candomblé e o guardião das matas. Representa a dinastia dos orixás e ancestrais, seus filhos são raríssimos na religião, porém, não há nada mais bonito de se ver do que uma grande árvore de iroko, é protetor das variações climática. Tem ligação com o orixa Aira e Oxalá. Poderosa árvore da floresta, em cujos galhos se abrigam divindades e ancestrais aos pés da qual são depositadas as oferendas para as Ìyàmi Ajè.

Poderosa árvore da floresta, cujas raízes alcançam o Òrún ancestral e o tronco majestoso serve como apoio ao próprio Olòfín.

Iroko é partícipe do culto ancestral feito às árvores sagradas (Iroko, Apaoka, Akoko etc).

No Brasil é considerado o protetor de todas as árvores, sendo associado particularmente à gameleira branca. Seu cultoestá intimamente associado ao de Osànyín, a Divindade das Folhas litúrgicas e medicinais.
É o Òrìsà da floresta, das árvores, do espaço aberto; por extensão governa o tempo em seus múltiplos aspectos, função que o equipara a Airá (divindade da família de Sangò).

É cultuado pelas nações de origem dahomeana (Mina-Gêge, Gêge-Mahi) com o nome de Lokó e pelos Banto-sudaneses pelo nome de Zaratembo (a divindade Tempo da nação de Angola).
É referido como “Òrìsà do grande pano branco que envolve o mundo”, numa alusão clara às nuvens do Céu.

As árvores nas quais Iroko é cultuado normalmente são de grande porte; são enfeitadas com grandes laços de pano alvo (oja fúnfún) e ao pé dessas árvores são colocadas suas oferendas, notadamente nas casas de origem Ketu, onde recebe lugar de destaque. Jamais uma dessas árvores pode ser derrubada sem trazer sérias consequências para a comunidade.

No culto aos Vodún, Loko ocupa lugar destacado, comparado somente à Lisa (Osalá) e Dan (Osùmarè).

Iroko é invocado em questões difíceis, tais como desaparecimento de pessoas ou problemas de saúde, inclusive a mental. Seus filhos são altivos e generosos, robustos na constituição, extremamente atentos a tudo o que ocorre a sua volta.

Lendas

Iroco castiga a mãe que não lhe dá o filho prometido…

No começo dos tempos, a primeira árvore plantada foi Iroco. Iroco foi a primeira de todas as árvores, mais antiga que o mogno, o pé de obi e o algodoeiro. Na mais velha das árvores de Iroco, morava seu espírito. E o espírito de Iroco era capaz de muitas mágicas e magias. Iroco assombrava todo mundo, assim se divertia. À noite saia com uma tocha na mão, assustando os caçadores. Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco. Fazia muitas mágicas, para o bem e para o mal. Todos temiam Iroco e seus poderes e quem o olhasse de frente enlouquecia até a morte.

Numa certa época, nenhuma das mulheres da aldeia engravidava. Já não havia crianças pequenas no povoado e todos estavam desesperados. Foi então que as mulheres tiveram a idéia de recorrer aos mágicos poderes de Iroco. Juntaram-se em círculo ao redor da árvore sagrada, tendo o cuidado de manter as costas voltadas para o tronco. Não ousavam olhar para a grande planta face a face, pois, os que olhavam Iroco de frente enlouqueciam e morriam. Suplicaram a Iroco, pediram a ele que lhes desse filhos. Ele quis logo saber o que teria em troca. As mulheres eram, em sua maioria, esposas de lavradores e prometeram a Iroko milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. Cada uma prometia o que o marido tinha para dar. Uma das suplicantes, chamada Olurombi, era a mulher do entalhador e seu marido não tinha nada daquilo para oferecer. Olurombi não sabia o que fazer e, no desespero, prometeu dar a Iroco o primeiro filho que tivesse.

Nove meses depois a aldeia alegrou-se com o choro de muitos recém-nascidos. As jovens mães, felizes e gratas, foram levar a Iroco suas prendas. Em torno do tronco de Iroco depositaram suas oferendas. Assim Iroco recebeu milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. Olurombi contou toda a história ao marido, mas não pôde cumprir sua promessa. Ela e o marido apegaram-se demais ao menino prometido.

No dia da oferenda, Olurombi ficou de longe, segurando nos braços trêmulos, temerosa, o filhinho tão querido. E o tempo passou. Olurombi mantinha a criança longe da árvore e, assim, o menino crescia forte e sadio. Mas um belo dia, passava Olurombi pelas imediações do Iroco, entretida que estava, vindo do mercado, quando, no meio da estrada, bem na sua frente, saltou o temível espírito da árvore. Disse Iroco: “Tu me prometeste o menino e não cumpriste a palavra dada. Transformo-te então num pássaro, para que vivas sempre aprisionada em minha copa.”
E transformou Olurombi num pássaro e ele voou para a copa de Iroco para ali viver para sempre.

Olurombi nunca voltou para casa, e o entalhador a procurou, em vão, por toda parte. Ele mantinha o menino em casa, longe de todos. Todos os que passavam perto da árvore ouviam um pássaro que cantava, dizendo o nome de cada oferenda feita a Iroco.

Até que um dia, quando o artesão passava perto dali, ele próprio escutou o tal pássaro, que cantava assim: “Uma prometeu milho e deu o milho; Outra prometeu inhame e trouxe inhames; Uma prometeu frutas e entregou as frutas; Outra deu o cabrito e outra, o carneiro, sempre conforme a promessa que foi feita. Só quem prometeu a criança não cumpriu o prometido.”

Ouvindo o relato de uma história que julgava esquecida, o marido de Olurombi entendeu tudo imediatamente. Sim, só podia ser Olurombi, enfeitiçada por Iroco. Ele tinha que salvar sua mulher!

Mas como, se amava tanto seu pequeno filho?

Ele pensou e pensou e teve uma grande idéia. Foi à floresta, escolheu o mais belo lenho de Iroco, levou-o para casa e começou a entalhar. Da madeira entalhada fez uma cópia do rebento, o mais perfeito boneco que jamais havia esculpido.

O fez com os doces traços do filho, sempre alegre, sempre sorridente. Depois poliu e pintou o boneco com esmero, preparando-o com a água perfumada das ervas sagradas. Vestiu a figura de pau com as melhores roupas do menino e a enfeitou com ricas jóias de família e raros adornos.

Quando pronto, ele levou o menino de pau a Iroco e o depositou aos pés da árvore sagrada. Iroco gostou muito do presente. Era o menino que ele tanto esperava!

E o menino sorria sempre, sua expressão, de alegria.

Iroco apreciou sobremaneira o fato de que ele jamais se assustava quando seus olhos se cruzavam. Não fugia dele como os demais mortais, não gritava de pavor e nem lhe dava as costas, com medo de o olhar de frente. Iroco estava feliz. Embalando a criança, seu pequeno menino de pau, batia ritmadamente com os pés no solo e cantava animadamente. Tendo sido paga, enfim, a antiga promessa, Iroco devolveu a Olurombi a forma de mulher. Aliviada e feliz, ela voltou para casa, voltou para o marido artesão e para o filho, já crescido e enfim libertado da promessa.

Alguns dias depois, os três levaram para Iroco muitas oferendas. Levaram ebós de milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros, laços de tecido de estampas coloridas para adornar o tronco da árvore.

Eram presentes oferecidos por todos os membros da aldeia, felizes e contentes com o retorno de Olurombi. Até hoje todos levam oferendas a Iroco. Porque Iroco dá o que as pessoas pedem. E todos dão para Iroco o prometido.

Lenda 79 do LIvro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Iroco ajuda a feiticeira a vingar o filho morto…

Iroco era um homem bonito e forte e tinha duas irmãs. Uma delas era Ajé, a feiticeira, a outra era Ogboí, que era uma mulher normal. Ajé era feiticeira, Ogboí, não. Iroco e suas irmãs vieram juntos do Orun para habitar no Ayê. Iroco foi morar numa frondosa árvore e suas irmãs em casas comuns. Ogboí teve dez filhos e Ajé teve só um, um passarinho.

Um dia, quando Ogboí teve que se ausentar, deixou os dez filhos sob a guarda de Ajé. Ela cuidou bem das crianças até a volta da irmã. Mais tarde, quando Ajé teve também que viajar, deixou o filho pássaro com Ogboí. Foi então que os filhos de Ogbói pediram à mãe que queriam comer um passarinho. Ela lhes ofereceu uma galinha, mas eles, de olhos no primo, recusaram. Gritavam de fome, queriam comer, mas tinha que ser um pássaro. A mãe foi então foi a floresta caçar passarinhos, que seus filhos insistiam em comer. Na ausência da mãe, os filhos de Ogboí mataram, cozinharam e comeram o filho de Ajé. Quando Ajé voltou e se deu por conta da tragédia, partiu desesperada a procura de Iroco. Iroco a recebeu em sua árvore, onde mora até hoje. E de lá, Iroco vingou Ajé, lançando golpes sobre os filhos de Ogboí. Desesperada com a perda de metade de seus filhos e para evitar a morte dos demais, Ogoí ofereceu sacrifícios para o irmão Iroco. Deu-lhe um cabrito e outras coisas e mais um cabrito para Exú. Iroco aceitou o sacrifício e poupou os demais filhos. Ogboí é a mãe de todas as mulheres comuns, mulheres que não são feiticeiras, mulheres que sempre perdem filhos para aplacar a cólera de Ajé e de suas filhas feiticeiras. Iroco mora na gameleira branca e trata de oferecere a sua justiça na disputa entre as feiticeiras e as mulheres comuns.

Lenda 80 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Iroco engole a devota que não cumpre a interdição sexual…

Era uma vez uma mulher sem filhos, que ansiava desesperadamente por um herdeiro. Ela foi consultar o babalawo e o babalawo lhe disse como proceder.

Ela deveria ir à árvore de Iroco e a Iroco oferecer um sacrifício. Comidas e bebidas que ele prescreveu a mulher concordou em oferecer. Com panos vistosos ela fez laços e com os laços ela enfeitou o pé de Iroco. Aos seus pés depositou o seu ebó, tudo como mandara o adivinho. Mas de importante preceito ela se esqueceu. A mulher que queria ter um filho deu tudo a Iroco, quase tudo. O babalawo mandara que nós três dias antes do ebó ela deixasse de ter relações sexuais. Só então, assim, com o corpo limpo, deveria entregar o ebó aos pés da árvore sagrada. A mulher disso se esqueceu e não negou deitar-se com o marido nos três que precediam o ebó.

Iroco irritou-se com a ofensa, abriu uma grande boca em seu grosso tronco e engoliu quase totalmente a mulher, deixando de fora só os ombros e a cabeça. A mulher gritava feito louca por ajuda e toda a aldeia correu para o velho Iroco. Todos assistiam o desespero da mulher. O babalawo foi também até a árvore e fez seu jogo e o jogo que o babalawo fez para a mulher revelou sua ofensa,sua oferta com o corpo sujo, porque para fazer oferenda para Iroco é preciso ter o corpo limpo e isso ela não tinha.

Mas a mulher estava arrependida e a grande árvore deixou que ela fosse libertada. Toda a aldeia ali reunida regozijou-se pela mulher. Todos cantaram e dançaram de alegria. Todos deram vivas a Iroco.

Tempos depois a mulher percebeu que estava grávida e preparou novos laços de vistosos panos e enfeitou agradecida a planta imensa. Tudo ofereceu-lhe do melhor, antes resguardando-se para ter o corpo limpo. Quando nasceu o filho tão esperado, ela foi ao babalawo e ele leu o futuro da criança: deveria ser iniciada para Iroco. Assim foi feito e Iroco teve muitos devotos. E seu tronco está sempre enfeitado e aos seus pés não lhe faltam oferendas.

Fontes: Ilé Òsùmàrè Aràká Asè Ògòdó e Lenda 81 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi