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Oração para Ogum Xoroquê

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Pai que minhas palavras e pensamentos cheguem até Vós em forma de prece,  e que sejam ouvidas. Que esta prece corra todo o universo e que chegue até aos necessitados em forma de conforto  para as suas dores. Que corra os quatro canto da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos em forma de brado ou advertência de um filho de Ogum Xoroquê que sou e nada temo, pois eu sei que a covardia não muda o destino.image

Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, para que todos saibam que sou teu filho(a).
Ogum, Senhor da estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, e que eu seja sempre um fiel escudeiro do teu exército, e que nas minhas caminhadas só hajam vitórias. E, mesmo quando aparentemente derrotado(a), eu seja vitorioso(a), pois nós os Vossos filhos não conhecemos a derrota, porque sendo o Senhor o Deus da guerra, nós, Vossos filhos só conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu Pai, minha vitória será mais do que certa.
Ogum, meu grande Pai e protetor, fazei com que meu dia de amanhã seja tão bom como o de hoje. Que minhas estradas sejam sempre abertas. Que no meu jardim só hajam flores e que meus pensamentos sejam sempre bons, e que aqueles que me procuram sempre consigam o remédio para seus males.image
Ogum, vencedor de demandas, que todos que cruzarem minha estrada, que o façam com o propósito de engrandecer mais ainda a ordem dos cavaleiros de Ogum.
Pai, dai luz aos meus inimigos, pois se eles me perseguem, é porque vivem nas trevas e, na realidade perseguem a luz que Vós me destes.
Senhor, me livre das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos grandes, da inveja e da vaidade que só levam à destruição. E que todos que ouvirem, lerem, e também que tiverem esta prece, estejam livres das maldades do mundo e da vida.
Ogum, que eu sempre possa dizer aqueles que me pedem sua benção: Meu Pai te abençoe!image

Ogum Mata Seu Inimigo - Orixá Ogum Xoroque

Orixá Ogum foi atrás de Aparó para se vingar, quando Aparó a avistou rapidamente fugiu, pois Aparó sabia da fúria de Ogum, mas Ogum o persseguiu sem descansar Aparó vendo que Ogum estava quase o pegando transformou-se em um pássaro e voou para o alto de uma árvore (igi opê “ a palmeira de Orumilá), Aparó achou que Ogum não viesse atrás dele no alto das árvores, pois a árvore era sagrada. Mas, se enganou, Ogum se deu a golpear a árvore, e derrubou a mesma no chão, Aparó em última tentativa se escondeu por dentro das folhas da palmeira.

Ogum desfolhou toda árvore e conseguiu pegar Aparó, Aparó pediu clemência a fim de que Ogum não o matasse, mas Ogum imediatamente sem pensar lhe cortou a cabeça desceu rolando diante de si, Ogum se sentiu vingado.

Mas, Aparó não morreu imediatamente e a cabeça de Aparó olhou para Ogum e lhe lançou o último feitiço, “Ogum você é insensato, na hora da minha morte lhe lanço o último feitço, de que você havará sempre de fazer coisa com raiva e se arrepender depois, quando não mais houver conserto, como foi hoje, e logo após isso Aparó morreu .

A continação da lenda eu considero que não tem a necessidade de falar pois considero um eró (fundamento, segredo) que está relacionado aqueles que já passaram ou conhecem o Culto do Mariwo “a máxima yoruba”.

Essa lenda é uma continuação da lenda “Ogum mata as pessoas de sua aldeia” e conta com relação e o mau entendimento do comportamento de Ogum Xoroquê “Ogun Soroké” que não é qualidade de Orixá, mas sim algo que se conta sobre o Orixá Ogum.

FILHO DE XOROQUE
Lado Positivo
Corajoso acima de tudo, honesto, objetivo do tipo monarca, de muita sorte, senso de justiça, nobre, valente. Os filhos deste tipo de \ogum se esforçam para serem perfeitos em tudo o que fazem. São hábeis e inteligêntes e normalmente ão de muito fácil copreensão. Capazes de dar tudo de si quando amam, pois são amantes constantes e dedicados.

Lado Negativo
Altamente perigosos, quando estão irados. São extremamente sanguinários e impiedosos. Atacam por todos os lados e exterminan o inimigo. Não são falsos, mas semeiam a discórdia, a intriga; saem de perto e quando voltam, o fazem para exterminar e reinar. São egoistas e nervosos; querem tudo rápido e bem feito. Exigentes, são capazes de destruir algo que lhes incomoda e não têm pena de ninguêm. Nem de si proprios. Outras inúmeras qualidades existem, mas no cômputo geral, aqui foi colocado tipos de Oguns que representam os elementos Terra, água e Ar. o que dá um sentido amplo, às caracteristicas dos filhos deste Orixá.

Laroye…Alúpo..Ogunhê..Epahey..Omiodô…Kawô…Okebambo..Ora iêiê ô..Epaô…Obrigado a todos os Orixás…pelas respostas e confirmações…

Médiuns - Espiritismo

Esú

      

Aqui vai um ipitan ( tradição oral ) de como é um pouquinho esse grande Orisá:

       Numa vila havia um jovem muito formoso, trabalhador, de caráter indiscutível, chamado Woulambo ; onde passava arrancava suspiros de todas as mulheres que o viam. Isso provocava muita inveja aos outros rapazes da vila e até aos amigos de Woulambo. Trabalhava muito, pois sua mãe Addunni Esutosin era muito velha  e sofrida porém, muito respeitada por todos da vila, pois era consagrada ao Orisá Esú.

       Woulambo depois que vinha do trabalho, se arrumava todo para se encontrar com sua namorada, Kamissa a mais bela jovem da vila, uma jovem de beleza inexplicável a qual pertencia a Woulambo.Um dia vindo de seu trabalho encontrou - se com Ajero, seu amigo, o qual sua mãe ” não ia com a cara “, e o convidou para tomar um pouco de vinho de palma, pois ele já não tinha muitos amigos, pois sua fama corria. Woulambo ingênuo aceitou seu convite, porém sua bebida havia sido preparada, quando tomou o segundo gole sentiu - se muito sonolento, um peso caíra sobre sua cabeça, e uma escuridão tomou conta de sua visão e caiu no chão. Ajero estava com tudo armado para cima de seu amigo, pegou - o e retirou toda a sua roupa e deito - lhe junto à outra jovem, sua comparsa de Ajero, para simular uma ” bela ” traíção . Ajero chamou todos da vila e, principalmente Kamissa que quando viu aquela cena, ficou desesperada, ficou indignada por ter acreditado naquele homem, que até então jurava amor fiel e jurou naquele momento aos olhos de todos que estava tudo acabado entre eles. Woulambo acordou e mal se levantava, pois estava muito tonto e não se lembrava de nada, viu todos ao seu redor e a jovem que chorava muito dizendo - o que ele a seduzira. Seu caráter acabou naquele momento, foi humilhado, zombado por todos e mesmo assim conseguiu ir até á sua casa todo arrasadoe contou a sua mãe o acontecido. Addunni Esútosin ( Esú merece ser adorado ), vendo o sofrimento de seu filho após algumas semanas, continuava sofrendo muito e se definhava a cada dia, sem seu amor e pela a humilhação que passou, pois jurava que era inocente.Sua mãe o chamou e o aconselhou a ir numa igboro ( estrada ) sozinho levando ojas àwò pako, àwò dudu, àwò púpà e fúnfún, obis, dendê, e muita ata ( pimenta ) e que oferecesse à Orisá Esú seu Orisá, que ele haveria de virar essa situação. E assim ele o fez, cheio de tristeza, chamou por Esú clamando justiça, porém não queria mal aos culpados, e sim que a verdade surgisse aos olhos de todos moradores de sua vila.Alguns dias depois, Woulambo estava se preparando para mais um dia árduo de trabalho, quando de repente entraram Ajero e sua cúmplice em sua casa aos prantos.

       De joelho os dois pediram perdão à Woulambo pela a cilada que armaram e diziam que não estavam dormindo há dias, pois seus ìsàlè ( órgãos reprodutores ) queimavam dia e noite, além de estarem inchados acompanhados por insuportáveis dores o que não deixavam fazerem nada, além de gritarem dia e noite. Disse que na noite anterior apareceu - lhes um homem com a cabeça protegida com um gorro de couro, cuja a ponta envergava para a frente, usava também um saiote curto nas cores àwò pako, àwò dudu, àwò fúnfún, àwò púpà, e em seu tronco um ojá preto com uma de suas pontas amarrada na cintura e a outra no ombro direito, a qual deixava aparecer o ombro esquerdo e que se apoiava em um tipo de porrete em forma de falo com uma cabacinha de cada lado pendurada. O homem aproximou - se deles e o girou sobre suas cabeças, o porrete e, disse que se nós quiséssemos voltarmos ao normal, que fôssemos pedir ifeseji ( perdão ) à ti de joelhos, caso contrário nossas vidas estavam por um fio, e sumiu dando belas risadas. Foi quando começaram as nossas dores insuportáveis e não aguentando mais esse sofrimento estavam ali para se confessarem.  Nesse meio tempo sua mãe Addunni Esútosin entrou na sala para ver o que estava acontecendo, imediatamente foi possuída por Esú seu Orisá, que exigiu imediatamente, que chamassem todos os moradores da vila, principalmente a bela Kamissa.

       Chegados todos ao local Esú contou à Kamissa o plano que fez com que eles se separassem e ele fosse desmoralizado por todos, e os dois confirmavam tudo aos berros de tamanha dor que sentiam, e falaram também que lhes apareceu para eles. Tudo esclarecido, a bela Kamissa voltou para seu amado Woulambo, que recuperou seu prestígio perante à todos, novamente e, se casaram.Já Ajero e sua cúmplice, curados por Esú, foram expulsos da vila, Woulambo e Kamissa tiveram um filho okunrin o qual foi consagrado á Orisá Esú, recebendo o nome de Esúbíyìí ( concebido por Esú )

por gratidão sobre o fato que aconteceu e pela a felicidade plena ao lado de sua única e eterna paixão. Asé, asé…

A segunda chance

    Jorge um rapaz simpático, comunicativo e batalhador. Nunca deixou nada lhe abater, pensava sempre positivamente para resolver suas pendências financeiras e amorosas. Cercado por amigos sinceros e uma família que claro, não era perfeita mas, acima de tudo era uma ” família ” e uma grande esposa, Jorge tinha uma vida feliz.Seu trabalho não era difícil, o salário era ótimo e ele trabalhava sempre com aquele sorriso no rosto, despertando com isso a inveja das pessoas. Uma destas conhecido da sua família que, usando do conhecimento  obtido pelas  diversas vezes que ia a sua casa, não se sabe o porque, mas Alexandre começou à trabalhar contra seu amigo e o traiu fazendo de todas as formas possíveis, para acabar com o seu trabalho, sua família e esposa, as coisas que Jorge mais dava valor na vida.

       Alexandre não tirava a sua ” missão ” da cabeça: ” Se ele vender tomate eu venderei também, se ele trabalhar com computadores trabalharei também, sempre serei seu concorrente. Eu quero acabar com ele e sua família ” . Com o passar dos meses Jorge sentia seus negócios travados, sua energia se esvaindo, confusões de doenças em sua família eram rotineiras, o dinheiro não entrava mas daquela forma, sua paciência com as pessoas não existia mais, seus amigos tentavam em vão ajudá - lo; a demanda enviada por Alexandre estava fazendo efeito. Com tantos problemas Jorge sentia que não tinha mais jeito, deu um forte abraça em sua esposa e foi embora sem dizer mais nada, queria ele dar um fim em sua história, dar um fim  em sua vida.

       Vagando pela a rua em um dia de sol forte ele sentiu uma necessidade enorme de ir até à praia, não compreendia porque para apraia, mas lá foi ele. Ao momento que ele viu a imensidão daquele mar ele sorriu e sentiu uma pequena gota de paz em seu coração, ele pensava em sua vida, pensava em sua família e pensava naquele traidor que estava causando desgraça em sua vida:

       ” Entendi, vou entrar nesse mar e nadar até não poder mais, entregarei meu corpo aos peixes, mas minha alma buscará vingança .”Uma onda veio com força e levantou uma enorme espuma, dentro da mesma, ele viu a silhueta de uma mulher que lhe causou enorme arrepio:

" Acho que estou vendo coisas. Deve ser o sol, vou beber algo e depois entrarei no mar para acabar com tudo isso ."

       Logo veio um senhor de barba e bigode por fazer, roupas rasgadas unhas imundas e um chapéu. Este mendigo ao pedir a latinha de alumínio que estava com Jorge reparou que seus olhos estavam marejados:

" O senhor está com algum problema, meu filho ? " Perguntou o mendigo ancião.

" Um pouco mas, hoje este problema vai ter solução. " Referindo - se ao suicídio que será feito em breve.

" Eu tive problemas também, eu tive família, eu tive casa, tive dinheiro, amigos e tudo que a vida poderia proporcionar - me mas, hoje vivo na rua, passo frio e fome, corro os perigos da noite mas, de forma nenhuma eu dei ou daria um fim na minha vida . " Jorge se interessou pela a sua história e convidou o pobre homem para sentar - se ao seu lado para conversar. Perguntando ao velho o que ele queria beber, já imaginando que seria uma cerveja ou uma dose de cachaça mas, ele pediu uma garrafa de água mineral.

" Nunca abaixe suas armas, você tem força, saúde, inteligência, família que te ama, amigos que se preocupam com você e um pai que independentemente aonde você esteja, sempre estará lhe protegendo."

Concluiu o mendigo. Ouvindo estas palavras até que a vontade sumiu do coração de Jorge:

" Se o senhor chegasse dez minutos mais tarde só encontraria a latinha,  pois já tinha tomado minha decisão . "

" Creio que quase me atrasei, mas eu sou sempre pontual . " Falou o velho senhor, indo embora a beira do mar.

       Jorge andando o velho andando notou que ele tinha uma espada na mão e um lindo capacete de ouro, um frio correu sua espinha, quando ao mesmo tempo sentiu a presença de uma senhora na água que nadava em direção ao horizonte. Voltando seu olhar ao nobre cavalheiro só viu areia. Lembrou na mesma hora que de forma alguma  comentou com o mendigo qual era seu problema e muito menos, que iria se matar, lembrou também que sempre quando ia em direção do mar algo de estranho acontecia. Jorge voltou ao seu lar, hoje pensa duas vezes antes de convidar alguém para sua casa e escolhe bem melhor as suas amizades, ele tem a consciência que é um guerreiro e que, ninguém irá destruí - lo.

        Obrigado meu Pai Ogum, obrigado minha mãe Yemanjá.

OBS: Hoje em dia, Jorge é um dos maiores empresários no seu ramo.

Algumas histórias de Preto - Velhos e alguns de seus pontos e oferendas

História de Pai Beneditoimage

Pai Benedito de Angola é um velhinho bem simpático, de poucas falas, tem os cabelos e a barba bem branquinhos, olhos castanhos claros e bem negro. Viveu em Angola entre o ano de 1608 a 1630, logo depois foi vendido como escravo para fazendeiros brasileiros. Viveu sempre em cativeiro, trabalhando na lavoura de cana-de-açúcar. Naquele tempo já possuía o dom da cura, pois com as ervas já curava os ferimentos de seu povo, que eram feitos através das chibatas dos feitores e do trabalho árduo dos engenhos.Pai Benedito teve muitos filhos e netos, bisnetos, etc… Morreu aos 98 anos de velhice, cansado daquela vida. Mas antes de morrer tinha esperança na libertação de seu povo e de uma vida digna, em liberdade. Por serem espíritos que sofreram aqui na terra, são espíritos calmos, de muita sapiência, pois na época a única coisa que possuíam era à força de nosso Pai. Na falange dos Pretos Velhos, é benzedor, mandingueiro, usa ervas e mel em seus trabalhos. Fuma cigarro de palha, cachimbo e às vezes charutos, toma água com mel e marafo com mel. Gosta de um bom feijão com farinha e rapadura. Seu temperamento é paciente, bom conselheiro, não fala muito. Não aprecia curiosidade inútil. Trabalha na umbanda e na quimbanda junto com Omulú, quando tem mandinga para ser tirada. Não gosta de injustiça, traição e nem orgulho e soberba de filho que trabalha em cajuá e nem de consulentes.Usa uma guia de contas de Nossa Senhora com crucifixo de madeira e duas figas uma de arruda e outra de guiné preta e vermelha ou preta e branca. Trabalha com o médium há algumas encarnações. Tem como cambone espiritual Pai Tomé que assume os trabalhos quando está na Quimbanda. Pai Benedito de Angola, trabalha para o homem físico no mundo material e no mundo espiritual, com as ervas de Oxóssi. Na Umbanda e na Quimbanda seus trabalhos são feitos nas matas e no cemitério, cruzeiros das almas.

Breve História de Pai Firminoimage

“É Congo, é congo, é congo, é congo, é congo Ê.
Gira na linha de congo ô lelé, trabalha que eu quero vê.
Pai Firmino é preto do congo, do congo, congo ê.
Trabalha na linha de congo, meu preto,
trabalha que eu quero vê”
Pai Firmino tem sua linhagem nos negros do Congo e Angola que vieram para o Brasil.
Viveu na Bahia, em Ilhéus, trabalhou na lavoura do café. Era negro arredio, não gostava de receber ordens. Desde muito jovem sempre tentava fugir. Sofreu muito. Andou muito, seus pés eram grandes e inchados de tanto que corria, andava e fugia pelo interior da Bahia, chegando em Itabuna. Ainda jovem foi trazido para Pernambuco, trabalhando no canavial de sol a sol. Se o tronco e a chibata do feitor não resolvesse, a palha da cana se encarregava do resto. Foi aí que negro aprendeu que não adiantava a revolta, ela piorava ainda mais as coisas. Aprendeu a usar sua energia de negro valente na defesa de seu povo que com que ele vivia no Engenho. Ensinava ao povo a servir, contendo seus impulsos e a reverenciar os Orixás através das forças da natureza. Conhecia muitas ervas durante suas andanças e magias. Gostava de garapa de cana, vinho moscatel, tutu com carne de sol. Morreu jovem, com 75 anos.

Uma História de Pai Gregórioimage

(Esta história é contada lá na Bahia)

Arcado, pelo sofrimento e pelo peso da idade, pois ele diz que morreu com cerca de noventa anos, chega sempre quando as coisas precisam se acalmar e tomar novos rumos. Prefere ao se incorporar em seu médiun, se apoiar em sua bengala, e receber seu pito, seu cachimbo, para relembrar os tempos de terra. Usa preferencialmente guias de lágrimas de nossa senhora a que ele chama de rosário de pai preto. Pai Gregório , gosta muito de ouvir histórias e causos ao término de seus trabalhos, mas se elas não chegam, ele mesmo as conta, como um velho vovô, conta aos seus nétinhos. Em determinada sessão o bondoso preto velho conta umas passagens de sua vida: Nasceu escravo em uma senzala nos confins bahianos, viveu a cata de cacau e cana de açucar em sua vida, e quando veio a lei Aurea ele estava velho demais para aproveitar a liberdade e conseguir seu sustento, então foi viver com os padres que o utilizavam para tirar esmolas nas saidas das missas, nem tudo foi ruim, ressalta, pois ele aprendeu muitas rezas e orações com os home de batina preta. Pai Gregório não gosta de fazer maldades, mas as desmancha como ninguém, grande rezador ele gosta de ajudar os outros”. Suas comidas preferidas: bolo de milho ou de fubá, café preto sem açúcar, vinho tinto suave, rapadura de coco, tutu com carne seca e couve e chá de cacau. Quem quizer lhe dar uma oferenda, deixe algumas destas coisas embaixo de uma árvore solitária no campo, pois o bom velhinho gosta de ficar sentado ali meditando e vendo seus filhos passarem. Pai Gregório ouve a mente de teu filho protege aqueles que estão angustiados, mostra-lhes as soluções para seus problemas e abençoa a minha família. Ao deixar a oferenda reze um pai nosso, ele acompanhará você nesta oração e você se sentira mais confortado e verá que tudo vai melhorar.

História de VOVÓ MARIA CONGAimage

Cenas de exaustivo trabalho em plantações de cana. É nisso que Vovó Maria Conga parece estar constantemente envolvida. Gosta de doces, cocada branca em especial, mas não dá demonstrações de ter sido esta sua principal ocupação na encarnação como escrava.
Sentada em um toco de madeira no terreiro contou, certa vez, alguns fatos de sua vida em terra brasileira.

Começou dizendo que só o fato de podermos conviver com nossos filhos é uma grande dádiva. Naquele tempo as negras eram destinadas, entre outras coisas, a procriar, a gerar filhos que delas eram afastados muito cedo, até mesmo antes de serem desmamados. Outras negras alimentavam sua cria, assim como tantos outros “filhotes” foram alimentados pela Mãe Conga. Quase todas as mulheres escravas se transformavam em mães; cuidavam das crianças que chegavam à fazenda, rezando para que seus próprios filhos também encontrassem alento aonde quer que estivessem.

Os orixás africanos, desempenhavam papel fundamental nesta época. Diferentes nações africanas que antes guerreavam, foram obrigadas a se unir na defesa da raça e todos os orixás passaram a trabalhar para todo o povo negro. As mães tomavam conhecimento do destino de seus filhos através das mensagens dos orixás. Eram eles que pediam oferendas em momentos difíceis e era a eles que todos recorriam para afastar a dor.

Maria Conga teve que se utilizar de algumas “mirongas” para deixar de ser uma reprodutora, e assim, pelo fato de ainda ser uma mulher forte, restou-lhe a plantação de cana. A colheita era sempre motivo para muito trabalho e uma espécie de algazarra contagiava o lugar. Enquanto as mulheres cortavam a cana, as crianças, em total rebuliço, arrumavam os fardos para que os homens os carregassem até o local indicado pelo feitor. Foi numa dessas ocasiões que Maria Conga soube que um dos seus filhos, afastado dela quando já sabia andar e falar, era homem forte, trabalhando numa fazenda próxima.

Seu coração transbordou de alegria e nada poderia dissuadi-la da idéia de revê-lo. Passou então a escapar da fazenda, correndo de sol a sol, para admirar a beleza daquele forte negro. Nas primeiras vezes não teve meios de falar com ele, mas os orixás ouviram suas súplicas e não tardou para que os dois pudessem se abraçar e derramar as lágrimas por tanto tempo contidas. Parecia a ela que eles nunca tinham se afastado, pois o amor os mantivera unidos por todo o tempo.
Certa tarde, quase chegando na senzala, a negra foi descoberta. Apanhou bastante, mas não deixou de escapar novamente para reencontrar seu filho. Mais uma vez os brancos a pegaram na fuga, e como ela ainda insistisse uma terceira vez resolveram encerrar a questão: queimaram sua perna direita, um pouco acima da canela, para que ela não mais pudesse correr.

Impossibilitada de ver o filho, com menor capacidade de trabalho, a Vó Maria Conga virou parteira da senzala, passou a cuidar das crianças negras, e de seus doentes. Seu coração se encheu de tristeza ao saber que haviam matado seu filho quando tentava fugir para vê-la.Sua vida mudou. De alegre e tagarela passou a ser muito séria, cuidando do que falava até mesmo com os outros negros. Para as crianças contava histórias de reis negros em terras negras, onde não havia outro senhor. Sábia, experiente e calada, Vovó Maria Conga desencarnou.
Com lágrimas na alma ela acabou seu conto. Disse que só entendeu a medida do amor após a sua morte. Seu filho a esperava sorrindo, guardião que fora da mãe o tempo todo em que aguardava seu retorno ao mundo dos espíritos.

História de Pai Prêto (Pai Jeremias)image

Com a implantação de fazendas de gado e cultura em Solo brasileiro, muitas vezes, ou quase sempre sacerdotes do Culto africano chegavam trazidos como escravos pelos navios de Contrabandistas que ganhavam a vida destruindo a de outros, entre Estes vindos de tão longe e com a missão dada por Oxalá de divulgar sua religião engrandecendo outras terras com sua sabedoria e bondade. Entre estes chegava, então, um jovem que estava Predestinado a ensinar amor e sabedoria. Ainda, menino foi Introduzido no trabalho árduo e sem trégua. Por sua bondade e sabedoria logo cativou a todos, até mesmo seus senhores, que, percebendo sua condição de tratar com animais feridos ou doentes, solicitavam sempre seus serviços, logo estando este Que seria um sacerdote em sua terra, curando e tratando pessoas a Pedido de seus senhores. Era ele, então, tratado diferente em Meio a tanta crueldade.Com esta oportunidade tinha, então, condição de cuidar dos seus, como predisse um escravo já velho que morrerá em suas mãos: seria ele chamado de pai pelos outros, por sua bondade de empenho em socorrer a todos, não importando se era escravo ou branco. Todos eram socorridos por Pai Preto, como era chamado pelos brancos. A fama de pai preto Correu longe em solo brasileiro, tanto que chegou, sem tardar, ao conhecimento dos missionários, vindos para catequizar os povos da nova terra. Pai Preto tinha, então, 85 anos, já velho e quase não mais conseguia andar, o que não impedia de continuar com suas curas e benzeduras. Mas chegou a ordem, e a orientação: Pai Preto era “feiticeiro” e devia morrer como todos de sua época. Os seus antigos senhores não tiveram coragem de cumprir a missão e então combinaram de esconder Pai Preto e este ficaria assim até a morte, cuidando, é claro, dos interesses de seus senhores. Mas Pai Preto, que nunca soube dizer não ou se intimidar por qualquer perigo, não se deteve e continuou com suas mirongas, suas rezas e sua caridade sem fim. Logo a notícia correu, seria um fantasma ou quem sabe ele teria ressuscitado para desafiar quem mandava? Nova ordem chegou: Então o “feiticeiro” deveria ser desenterrado e sua cabeça arrancada do corpo e enterrada em outro local, somente assim o “mal” deixaria de existir. Aqueles que tentaram esconder Pai Preto, agora com medo, decidiram matá-lo e cumprir o que lhes foi ordenado. Tendo assim, aos 86 anos, Pai Preto deixado o plano físico para trabalhar com suas mirongas em planos mais elevados. Hoje nós que aprendemos a amar a umbanda, com toda sua sabedoria, aprendemos sempre um pouco com aqueles que deixaram esta grande lição de vida e humanidade. Pai Preto É hoje para nós PAI JEREMIAS DO CRUZEIRO, que, ao lado de Omulu, traz a cura para os sofredores dos dois planos. Pai Jeremias recebeu de Oxossi o direito de trabalhar em sua vibração, o que para nós é motivo de mais felicidade, Pois como raizeiro e conhecedor das matas levou para o plano Espiritual este conhecimento para a benção dos filhos da Terra. Salve Pai Jeremias! Salve todos os Pretos Velhos! Adorei as Almas!

História do Rei Congoimage

   Rei Congo é um Preto Velho amado por toda a Umbanda, pela sua humildade e serenidade.

    Ele foi escravo entre o século XVI e o século XVII, e desde sua juventude era um guerreiro, que lutava em prol de seus irmãos africanos que tanto sofriam nas mão de seus Coronéis e Feitores.

    A história diz que Rei Congo, que tinha seu nome de batismo como Octácilio, era um grande rezador e curador de doenças, ficando sendo conhecido entre negros e brancos pelo seus tratamentos das moléstias como a tuberculose, que na época exterminava muitas pessoas sem escolher cor nem raça.

    O negro Octácilio, certa vez após uma das filhas de um Coronel fazendeiro, chamado de “Senhor do café”, ficar muito fraca com a famigerada doença assassina, a tuberculose, ficou muito conhecido em toda região pelo tratamento dado a pequena sinhá, através de seus conhecimentos de ervas utilizadas em chás e compressas, sanando assim todo mal estar sofrido por ela e curando-a de vez da tão maléfica doença. Após esse fato Octácilio começou a frequentar outras fazendas da região para, com sua sabedoria ajudar outras pessoas que sofriam além da famigerada tuberculose outros males que afligiam a tão covarde e intolerante classe branca e rica da época.
Com essas viagens de fazenda em fazenda, Octácilio começou a perceber que seus irmãos negros sofriam grandes humilhações e maus tratos dos então feitores que ordenados pelos coronéis, mandavam castigar na chibata e no tronco todos os negros sem que houvesse motivo para tal covardia.

    E foi assim que o jovem Octácilio tomou para si a vontade de lutar contra essas atrocidades, e dia após dia ele tomado por seu desejo de liberdade e também pela grande vontade de livrar seus irmãos das garras covarde de feitores e coronéis, ele decidiu então tentar a fuga, com o objetivo de mais tarde tentar ajudar os outros escravos a fazerem o mesmo.

    Enfim chega a noite da fuga, Octácilio e mais alguns negros, após um dia cansativo na preparação da terra para um novo plantio de café, conseguem fugir do cativeiro após dominarem o feitor e seus jagunços quando já iam acorrentar as portas do senzala.

    Vários negros fugiram, muitos deles foram recapturados e outros mortos, mas Octácilio conseguindo se embrenhar nas matas escuras conseguiu enfim a sua liberdade.

    A partir desse dia, Octácilio com a ideia fixa em tentar libertar seus irmãos escravizados, rogou a Pai Oxalá e a todos os Orixás que lhe mostrassem o caminho para que ele conseguisse o tal feito.
Após vários dias e noites fugindo pelas matas sagradas de Pai Oxossi, ele se depara com uma montanha, que na época era conhecida como “Monte dos Perdidos”, essa montanha tinha centenas de caminhos que interligados chegavam a lugar algum, e apenas um caminho levava ao cume da montanha.

    Octácilio por algumas vezes já ouvira falar da lenda do “Monte Perdido”, e sabia que o cume dessa montanha seria o lugar ideal para se abrigar e abrigar os negros que ele desejava libertar dos açoites e dos troncos destruidores.

    Em suas orações ele pediu aos Orixás Sagrados que lhe abrissem o caminho, e que ele conseguisse chegar ao cume da montanha sem se perder pelo labirinto que o levaria a morte.

    Foi ai que ele começou sua caminhada rumo a tão assustadora montanha, e sem se dar conta, subia a trilha de maneira tão segura e confiante que sem esperar em poucas horas já estava diante de um grande campo florido com um grandioso lago de águas límpidas. Ele admirado por tanta beleza daquela natureza que lhe foi entregue por Oxalá, ele se ajoelha e agradece pelo presente tão belo.

    E foi nesse belo e protegido lugar que Octácilio começou a sua luta de livrar da escravidão seus irmãos negros, pois ali estava nascendo o Quilombo do Congo” e também o sonho de ali ser o caminho da paz buscada pelos quilombolas.

    Entrando pelas fazendas cafeeiras durante as madrugadas, Octácilio começou a resgatar os negros escravos, levando-os para o Quilombo do Congo, e ali esses negros começaram a plantar, a construir seus lares e constituir família.

    Octtácilio escolhia os negros mais novos, fortes e ágeis, fazendo deles um grupo de guerreiros da mesma causa, ou seja libertar mais e mais escravos, e no primeiro grupo já preparado para ação, o negro Octácilio recebeu o nome de Rei do Quilombo do Congo, e todos a partir desse dia passaram a lhe chamar de “Rei Congo”, como é conhecido até hoje nas casas de Umbanda.

    Certa vez, em mais uma das centenas de vezes que Rei Congo tentava buscar a liberdade para os negros escravizados, um certo coronel muito temido dentro da região fez com que seus feitores e centenas de jagunços ficassem de tocaia por vários dias e noites com intuito de capturar o libertador de escravos. E numa noite nebulosa no qual Rei Congo e seus guerreiros estavam prontos para mais uma ação, o velho negro Malaquias, que tinha o dom da vidência, disse ao seu Rei negro que aquela noite ele não deveria levar seus guerreiros, pois muitas mortes poderiam ocorrer, ele deveria ir só, pois apesar de ser muito perigoso seria dessa oportunidade que ele traria um grande aliado nas causas que lutavam.

    Rei Congo com toda sua humildade concordou com o velho Malaquias, e saiu só para essa missão, ao chegar a fazenda em questão, Rei Congo tenta chegar a senzala onde dormiam os negros escravizados. Porém a um certo momento Rei Congo se depara com um dos feitores da fazenda com dezenas de jagunços armados. O feitor o acorrenta em um tronco próximo a senzala, a espera do dia raiar e acatar as ordens do tão famigerado coronel.

    Rei Congo com olhar firme porém sereno, tenta buscar forças nas palavras do velho Malaquias, tentava entender todo o fato, toda a causa do acontecimento. Sabia ele que tudo que acontecera teria uma razão, porém até então não conseguia chegar numa resposta em que aquilo tudo poderia ajudá-lo na luta contra a escravidão.

    O sol raiou, e o feitor que ora tinha acorrentado Rei Congo, tinha um semblante cansado, parecia amargurado. Ele manda um dos seus jagunços levarem a notícia da captura do libertador de escravos ao coronel, que logo vem com as ordens de açoitarem o negro libertador até a morte, e que levassem o corpo dele a té ele, para junto a outros coronéis fazendeiros comemorassem a morte do tão temido Rei Congo.

    E foi dada a missão ao feitor de levar a morte a Rei  Congo por meio da chibata. E ele, o feitor, já preparado para o começo da tortura daquele corpo preso ao tronco de madeira por meio de correntes de aço, quando olha nos olhos de Rei Congo e diz se ele era o tal negro curador de doenças tão conhecido dentro da região por ter curado muitas pessoas da tão medonha doença, que na época era a tuberculose. Rei Congo, ainda com olhar sereno apenas balançou a cabeça afirmativamente. Então o feitor o livra das correntes e  se jogando aos pés de Rei Congo pede a ele para salvar a sua amada que se encontrava tísica, ela estava extremamente enfraquecida e sem nenhuma chance de sobreviver. Rei Congo estendendo a mão ao feitor, lhe pergunta se ele tinha fé, ele responde que sim, então Rei Congo diz que ele ia libertar sim a doce jovem dos males da tuberculose.

    O feitor, sabendo que teria que entregar o corpo de Rei Congo para os coronéis, resolveu então libertá-lo e seguir com ele e sua amada para o Quilombo do Congo. E assim foi feito, nesse mesmo dia saíram fugidos da fazenda rumo ao Monte dos Perdidos, e mesmo durante a viagem Rei Congo fazia seus chás e compressas para o tratamento da jovem Rosa, que dia após dia ia recuperando sua saúde. E ao chegarem a seu destino, com cuidados mais especiais, com o tratamento vindo das ervas e compressas sagradas do velho Congo, Rosa se recuperou totalmente, e em agradecimento o feitor, que tinha o nome de Amadeu, jurou lealdade a Rei Congo, que se transformou em um dos grandes guerreiros libertadores do Quilombo de Rei Congo.

    Apenas os guerreiros de Rei Congo sabiam o caminho correto para chegar ao “Monte dos Perdidos” que já estava sendo conhecido em toda a região como “Quilombo de Rei Congo”. Como a quantidade desses guerreiros ainda era baixa, não davam conta de libertarem tantos escravos como era da vontade de Rei Congo, pois as viagens de ida e volta as fazendas eram longas, cansativas e perigosas, ele decidiu então montar pequenos quilombos que servissem de esconderijo para os quilombolas próximo ao quilombo principal, tentando assim conseguir um pouco mais de tempo para aumentar as ações contra a escravidão nas fazendas. Isso infelizmente durou pouco, pois mesmo em matas fechadas esses pequenos quilombos foram descobertos pelos Feitores e seus capatazes, ou pelos Capitães do mato contratados pelos coronéis fazendeiros que estavam a busca de seus escravos.

    Rei Congo então decidiu que mesmo com a demora das viagens e a dificuldade da subida ao “Monte dos Perdidos”, seria melhor que os negros libertados fossem levados diretamente para um lugar seguro ao invés de acamparem nos pequenos quilombos a espera de alcançarem um número maior de quilombolas.

    E assim foi feito por longos anos, Rei Congo e seus guerreiros libertavam os seus irmãos escravizados, os levavam para o Quilombo, e lá eles plantavam, criavam animais, constituíram laços, cultuavam seus Orixás, viviam em paz e em liberdade.

    Muitos coronéis por anos tentaram alcançar o tão conhecido e guardado Quilombo de Rei Congo, muitos feitores, capatazes e Capitães do mato perderam suas vidas tentando decifrar o caminho correto que levava ao cume da montanha, mas nenhum desses tiveram êxito em seus
objetivos, pois ali além de ter grandes guerreiros que protegiam a entrada e o caminho do quilombo, tinha um Rei, um Rei protegido pelos Orixás, principalmente por pai Oxalá no qual o velho Rei Congo agradeceu por toda sua vida a luz dada para que ele encontrasse o caminho para sua libertação e a de centenas de irmãos negros.

    No final do século XVII, Rei Congo fez sua passagem para o mundo dos espíritos já com 90 anos de idade no corpo físico, e sendo agraciado por pai Oxalá a benção de poder vir a terra como Entidade de Luz para continuar libertando as pessoas da escravidão, porém com um trabalho ainda mais árduo, pois essa escravidão não são nas correntes de aço frio, mas da escravidão da inveja que consome a alma, da falta de humildade que magoa o espírito, do orgulho que destrói o perdão, da soberba que esmaga o ser, da falta de amor que escurece o caminho e principalmente da falta de fé que lhe desvia da evolução espiritual.


    Rei Congo preto velho calmo e sereno, humilde mas soberano, tem sempre  a palavra certa na hora certa, tem ensinamentos certos pros momentos certos. Com sua voz mansa e seu jeito peculiar de se sentar, ele é reconhecido por toda a Umbanda, e todos que já tiveram a oportunidade de poder ouvir seus conselhos em seu tom de voz sereno„ pode se considerar um abençoado por pai Oxalá..

    Rei Congo meu mentor, meu Vovô eterno, minha luz num caminho escuro, a ti peço a benção e proteção.

    Saravá Vovô Rei Congo, Adorei as Almas.

São Cipriano e os Pretos Velhosimage

Muito se fala sobre São Cipriano mas poucos conhecem a história e a representação deste personagem tão controversoe tão misterioso. Muitos procuram os conhecimentos mágicos de São Cipriano mas poucos conhecem sua mais poderosa magia. Muitos pedem a São Cipriano mas poucos entendem seu real poder transformador. Portanto, hoje quero falar um pouco sobre a figura de São Cipriano e sua importante representação para a nossa Umbanda. Vamos lá:

Tascius Caecilius Cyprianus, nasceu na cidade de Antioquia, na Turquia. Foi nesta cidade que, quando o Cristianismo era apenas uma pequena seita religiosa, Paulo pregou o seu primeiro sermão numa Sinagoga, e foi também ali que os seguidores de Jesus foram chamados de Cristãos pela primeira vez.

Antioquia era a terceira maior cidade do império romano, conhecida pela sua depravação. Nesta metrópole conhecida por “Antioquia, a bela”, ou a “rainha do Oriente”, tal era a beleza da arte romana e do luxo oriental que se fundiam num cenário deslumbrante, a população era maioritariamente romano-helênica, e o culto dos deuses era a religião oficial. Alguns dos cultos religiosos estavam associados a deusas do amor e da fertilidade, pelo que a lascívia, perversão e a libertinagem eram famosas nesta cidade.

Foi neste ambiente religioso e cultural que Cipriano nasceu em 250 d.e.c., filho de Edeso e Cledónia. Nutria uma verdadeira vocação e gosto pelos estudos místicos e religiosos, sendo admitido num dos templos sagrados da cidade para realizar os seus estudos sacerdotais e místicos. Entrou assim em contato com as ciências ocultas, e aprofundou afincadamente os seus estudos de feitiçaria, rituais sacrificiais e invocações de espíritos, astrologia, adivinhação etc, dedicando a sua vida ao estudo das ciências ocultas. Ficou conhecido pelo epíteto de “O Feiticeiro”, alcançando grande fama sendo reconhecido como um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.

Por volta dos seus 30 anos Cipriano encontra-se na Babilônia, onde encontra a bruxa Évora. Estudando com ela, Cipriano desenvolve as suas capacidades premonitórias e outras matérias sobre as artes da bruxaria segundo as tradições místicas dos Caldeus. Após o falecimento da Bruxa Évora Cipriano herda os seus manuscritos esotéricos, dos quais extrai muito da sua sabedoria oculta.

Ao fim de algum tempo, Cipriano já domina as artes das ciências de magia negra contatando demônios. Diz-se que se tornou amigo intimo de Lúcifer e Satanás, para os quais conseguia angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que muito agradava aos diabos, que em troca lhe concediam grandes poderes sobrenaturais.

Com esse poder infernal, Cipriano construiu uma carreira de bruxo com grande fama,  produzindo grandes feitos, o que lhe valeu uma imprescindível reputação de grande feiticeiro. Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam os seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros eram assinaláveis.

Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido quando foi contatado por um rapaz de nome Aglaide. O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela cristã de nome Justine. Sendo rico Aglaide rapidamente encontrou o consentimento dos pais de Justine quanto a um casamento com ela, contudo a donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter a sua pureza oferecendo a sua virgindade a Deus. Por esse motivo Justine recusou-se a casar. Desgostoso, mas com forte determinação em possuir Justine, Aglaide encomendou os serviços espirituais de Cipriano.

Cipriano usou de toda a extensão da sua bruxaria para fazer Justine cair nas tentações carnais, que a levariam a oferecer-se para Aglaide e renunciar à sua fé Cristã.

Cipriano fez uso de diversos trabalhos malignos, contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito. Para espanto de Cipriano todo o batalhão de feitiços que usava era repelido pela jovem rapariga apenas através do sinal da cruz e das suas orações. Acostumado a fazer belas moças cair na tentação da carne e assim levá-las a entrar pelos caminhos da luxúria, Cipriano não conseguia entender o que estava acontecendo. Ele encontrou muitas dificuldades e noite após noite visitava a jovem Justine com a sua infernal quantidade de feitiços. Nada resultou.

Cipriano desiludiu-se profundamente com as suas artes místicas que até então tinham funcionado tão forte e infalivelmente, para agora serem derrotadas por uma mera donzela com fé no Deus de Cristo. Aconselhado por Eusébio, um amigo seu, e observando o poder da fé de Justine, Cipriano converteu-se ao Cristianismo. Assim fazendo-o, o feiticeiro destruiu todas as suas obras esotéricas e tratados de magia negra, assim como  ofereceu e distribuiu todos os seus bens materiais e riquezas aos pobres.

Depois de se converter, Cipriano ainda foi fortemente  atormentado pelos espíritos de bruxas que o perseguiam, mas teve fé e assim afastou de si tais aparições que apenas pretendiam reconduzi-lo aos caminhos da feitiçaria. A fama de Cipriano era contudo grande e as noticias da sua conversão ao cristianismo chegaram à corte do Imperador Diocleciano que tinha fixado residencia na Nicomédia.

Cipriano e Justine foram perseguidos,  aprisionados e levados ao imperador, diante do qual foram forçados a negar  a sua fé. Justine foi despida e chicoteada, ao passo que Cipriano foi martirizado com um açoite de dentes de ferro. Mesmo com a carne arrancada do corpo a cada flagelação do chicote com dentes de ferro, Cipriano não negou a sua fé e Justine manteve-se sofredoramente fiel a Deus.

Perante a recusa de Cipriano e Justine em renunciar à sua fé, o imperador os condenou à morte sendo decapitados em 26 de Setembro de 304 d.e.c., juntamente com um outro mártir de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo falecido com coragem e dignidade. Os seus corpos nem sequer foram sepultados, e ficaram expostos por 6 dias. Foi um grupo de cristãos que, comovidos pela barbaridade, recolheu-os.

Mais tarde, o imperador cristão Constantino (272 – 337 d.e.c. ) ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa.  Foi na “Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput” (mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo) que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.

Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino à vida no esplendor da sua existência: do diabo a Deus, dos demônios aos anjos, da feitiçaria à fé crista, da magia negra à magia branca, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu. Do pecado à virtude, da luxúria à santidade, da riqueza à pobreza, do poder à martirização, se alguém é digno de um percurso de existência completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa.

Controverso e polêmico, São Cipriano é a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais (do mais profano excesso, à mais sacrificada ascese) encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.

E VOCÊ SABIA que a Linha das Almas ou Linhas dos Pretos-Velhos também é conhecida como Linha de Yorimá ou Linha de São Cipriano e que dentro dessa linha de trabalho encontram-se pretos-velhos com o nome simbólico de Pai Cipriano?

Veja só, a Vibração de Yorimá é a Potência da Palavra da Lei, Ordem Iluminada da Lei, Palavra Reinante da Lei. Esta Linha ou vibração é composta pelos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações, são verdadeiros magos que usam da roupagem fluídica de Pretos Velhos, ensinando as verdadeiras “mirongas” sem deturpações. São os Mestres da Magia e experientes devido às seculares encarnações.

Esta Linha, que ora se diz como linha dos Pretos-velhos, ora como dos Africanos, de São Cipriano, das Almas, tem como Chefes principais Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai Congo de Aruanda, Mãe Maria Conga, Pai Benedito e Pai Joaquim. São entidades muito evoluídas que há vários milênios encarnaram e desencarnaram adquirindo, assim, muita experiência no dia a dia da humanidade. Eles são a DOUTRINA, a FILOSOFIA, Mestrado da Magia, em fundamentos e ensinamentos.

Os Preto-Velhos da Umbanda representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam pois curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Eles representam a humildade, não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranquilidade nos gestos, eles escutam e ajudam aqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e religião.

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos pretos-velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores onde foram negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam, escolheram ou foram escolhidos para voltar à Terra em forma incorporada de preto-velho.

Por isso, se você for falar com um preto-velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor, Amor a Deus e a Você mesmo.

Tenha certeza, assim como a transformação que ocorreu na vida de São Cipriano, os Pretos Velhos transformam a nossa vida se houver Amor.

É incrível o poder que o Amor, e consequentemente nossos queridos Pretos Velhos, tem de transformar as pessoas.

É absolutamente incrível a transformação que os Pretos Velhos são capazes de fazer na vida, no íntimo e no envolta das pessoas.

É absurdamente incrível como o amor, simples e puro, é capaz de transformar.

Triste daquele que ainda não sabe amar. Triste daquele que ainda não conhece esse poder.  Triste daquele que ainda não foi tocado pelo Amor de um Preto Velho!

“Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade, mas se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS”

Pai Cipriano através do médium Etiene Sales 09/97


E para inspirar a todos no grandioso poder que tem o Amor, gostaria de compartilhar com vocês este lindo vídeo. Assistam, vivam e tragam esse sentido para a vida de vocês.

Muito Axé e um final de semana transformadora a todos !

Fonte de pesquisa www.magianegra.com.ptimage

As Sete Lágrimas de um Preto-Velho

Num cantinho de um terreiro, sentado num banquinho, pitando o seu cachimbo, um triste preto-velho chorava. De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces e não sei porque contei-as… Foram sete.

Na incontida vontade de saber aproximei-me e o interroguei. Fala, meu preto-velho, diz ao teu filho por que externas assim uma tão visível dor?

E ele, suavemente respondeu: Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lágrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.

A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber…

A segunda a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que seus próprios merecimentos negam.

A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a UMBANDA, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.

A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra gratidão.

A quinta, chega suave, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: Creio na UMBANDA, nos teus caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o meu caso, ou me curarem disso ou daquilo.

A sexta, eu dei aos fúteis que vão de Centro em Centro, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.

A sétima, filho notas como foi grande e como deslizou pesada? Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Fiz doação dessa aos Médiuns vaidosos, que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas.

Esquecem que existem tantos irmãos precisando de amparo material e espiritual.

Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO-VELHO.

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Alguns Pontos de Pretos Velhos

PAI GREGÓRIO ANDA NOITE E DIA,

CONHECE O MUNDO CONHECE A MAGIA
ELE MORA LÁ NA ÁFRICA, ELE MORA NA BAHIA
ELE MORA JUNTO COM AS ALMAS,
NO ROSÁRIO DA VIRGEM MARIA

É NAGÔ É, É NAGÔ É, É NAGÔ É,
É NAGÔ É, É NAGÔ É, É NAGÔ É…
SE ELE É FILHO DE NAGÔ, SEU PADRINHO É SÃO JOSÉ
SE ELE É FILHO DE NAGÔ, SEU PADRINHO É SÃO JOSÉ…


Lá vem vovó descendo a serra com sua sacola.
Vem com o seu rosário, com seu patuá, ela vem de Angola
Eu quero ver vovó, Eu quero ver…
Eu quero ver Ser filho de pemba tem querer.

Aruê PAI BENEDITO.
La nas matas tem folhas tem rosário de Nossa Senhora,(bis)
Aruê Pai Benedito, Pai Benedito, Benedito de Angola.
Aruê Pai Benedito, Pai Benedito VALEI-ME NESTA HORA.(bis)

MINHA CACHIMBA TEM MIRONGA, MINHA CACHIMBA TEM DENDÊ (2x)
QUEM DUVIDA DA MINHA CACHIMBA, QUE VENHA VER , QUE VENHA VER (2x)

Vovó não quer casca de coco no terreiro. Vovó não quer casca de coco no terreiro. Prá não lembrar o tempo do cativeiro. Prá não lembrar o tempo do cativeiro.

UM PONTO DE BAHIA
Bahia, Oh! África vem cá nos ajudar… (2x)
Força Bahiana, Força Africana, Força DivinaVem cá, vem cá.
Salve o povo de Bahia!!!Adorei as Almas!

As almas já acenderam o candeeiro, eh eh… lá no fundo do mar….(3x)
Quem e aquele velhinho que vem no caminho andando devagar, com seu cachimbo na boca puxando a fumaça, soltando pro ar Ele é do cativeiro é o Vovô Firmino, ele é mirongueiro (2x)
 
Andou sete noites, andou sete dias
Pai Firmino D’Angola, veio com a Virgem Maria.

BLEM BLEM BLEM! BATERAM NA PORTA DO CÉU!
BLEM BLEM BLEM! SÃO PEDRO ABRIU PRA VER QUEM É!
MAS ERAM AS ALMAS, SANTAS BENDITAS
QUE SE PESAVAM NA BALANÇA MIGUEL!

Vovó tem 7 saias na última saia tem mironga.
Vovó veio de Angola pra salvar filhos de umbanda..
com seu patuá e a figa de guiné
Vovó veio de Angola pra salvar filhos de fé!

Pai Benedito arreia uma vez só,
Ele trabalha com galinho carijó,
oi bota milho pro pintinho no terreiro,
não se meta com esse velho que esse velho é feiticeiro.

Chora meu cativeiro, meu cativeiro,meu cativerá (2x)
No tempo da escravidão, era quando o senhor me batia,
eu gritava por Nossa Senhora Meu Deus, como a pancada doía…

SENHORA DO ROSÁRIO, FOI QUEM ME TROUXE AQUI (2x)
A ÁGUA DO MAR É SANTA, EU VI, EU VI, EU VI (2x)

Seu cachimbo está no toco, manda moleque buscar(2x)
No alto da derrubada seu cachimbo ficou lá.(2x)

Ponto de Maria Conga
No terreiro do meu pai tem pemba, no terreiro do meu pai tem mironga
é no terreiro do meu pai que eu quero ver a velha Maria Conga(2x)

É o vento que balança a folha guiné, é o vento quer balança a folha … (2x)
é é é é Pai Guiné.. é o vento que balança a folha … (2x)

CAMINHOU CAMINHOU, PRETO VELHO CAMINHOU (2x)
LÁ NA ARUANDA MAIOR, PRETO VELHO CAMINHOU (2x)


Meu Santo Antonio é pequenino auê…
me abre as portas do céu auê…
Cambinda velha estremeceu auê… mas não caíu no mundel
Segura o touro cambinda, amarra no mourão…
Que o touro e bravo Cambinda, não deixa fugir não…

Com dendê, com dendê. Preto velho trabalha com dendê
Agora que eu quero ver. Preto Velho trabalha com dendê.


Preto na senzala bateu sua caixa deu viva a iaiá
Preto na senzala bateu sua caixa deu viva a ioiô (2x)
Viva iaiá- viva ioiô- viva Nossa Senhora o cativeiro se acabou (2x)

EU JÁ PLANTEI CAFÉ DE MEIA, EU JÁ PLANTEI CANAVIÁ, CAFÉ DE MEIA NÃO DÁ LUCROSINHA DONA CANAVIÁ, BOM LUCRO DÁ(OI DEIXA A UMBANDA MELHORAR)DEIXA A UMBANDA MELHORAR DEIXA A UMBANDA MELHORAR DEIXA A UMBANDA MELHORAR FILHOS DE FÉ DEIXA A UMBANDA MELHORAR

Que preto é esse ô calunga, que chegô agora calunga(2x)
É Pai Joaquim ô calunga, que veio da Angola, calunga…


A fumaça do caximbo da vovó, sobe, sobe que nem chaminé(2x)
Velha trabaia, trabaia, trabaia, mironga da velha ta di baixo do pé(2x)

Congo ê, Congo ê, Congo de sassaravá, Congo de sassaravá,
Segura seus filhos que Deus é maior…

ADOREI AS ALMAS, AS ALMAS ME ATENDERAM (2x)
ERAM AS ANTAS ALMAS, LÁ DO CRUZEIRO (2x)

Vamos levantar o Cruzeiro de Jesus (2x)
No céu, no céu, no céu da Santa Cruz (2x)

AIUÊ MEU CATIVEIRO, MEU CATIVEIRO MEU CATIVERÁ(2x)

PRETO VELHO ESTAVA CANSADO,
IA PRÁ SENZALA E BATIA O TAMBOR
PRETO VELHO DAVA VIVA A IAIÁ,
DAVA VIVA A SINHÁ, DAVA VIVA AO SINHÔ

Bate tambor lá na Angola, bate tambor,
Bate tambor lá na Angola, bate tambor.. (bis)
Bate tambor, Pai Joaquim*… Bate tambor, Pai Gregório*…
Bate tambor, Pai Mané*… Bate tambor, Pai Firmino…
(*coloca-se o nome dos pretos velhos da casa)

Preto velho tá cansado de tanto trabaiá,
Preto velho tá cansado de tanto curimbá
O risca ponto, risca pemba Que é longa a caminhada,
Quem tem fé tem tudo, Quem não tem fé não tem nada…….

Saias de babado, Pimenta da costa, Colares e guias (2x)
É uma Preta Velha toda enfeitada Ela vem da Bahia


É Congo é Undelê, Undelê é o Rei de Congo. É Congo é Undelê, Undelê é o Naruê. (2x)

Léo léo, léo léô, Rei de Congo leléo, Rei de Congo leleô… (bis)

SENHORA DO ROSÁRIO
Senhora do Rosário, Foi quem me trouxe aqui.(2x)
A água do mar é santa,Eu vi, eu vi, eu vi. (2x)


Caminhou, caminhou, Preto-Velho caminhou. (2x)
Lá na Aruanda Maior, Preto-Velho caminhou. (2x)


SUNCÊ VAI GANHÁ
Meu pito tá apagado, Minha marafa acabou,
Vou trabaiá pra suncê, Porque sou trabaiadô. (bis)
Eu vou trabaiá, Suncê vai ganhá,
Muito bongo meu fio, E depois vem me pagá. (2x)

RETIRADA DE PRETO-VELHO
A sineta do céu bateu, Oxalá já diz que é hora. (2x)
Eu vou, eu vou, eu vou, Fica com Deus e Nossa Senhora. (2x)

COZINHA RITUALÍSTICAimage

Mingau das Almas:

É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.

Bolinhos de Tapioca:
Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha. Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.

Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijao preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.

Oferendas a Pretos Velhos

Arroz Doce

Ingredientes:

  • 2 xícaras (de chá) de arroz
  • 1 litro de leite
  • 2 xícaras (de chá) de açucar refinado
  • 1 quartinha de barro (pode ser uma caneca de ágata)
  • 1 garrafa de vinho tinto seco
  • 1 alguidar de barro (pode ser uma tigela de ágata)

Modo de Preparo:

Cozinhe o arroz, já lavado, em 1 litro de leite com o açúcar por aproximadamente uma hora, mexendo de vez em quando até o leite estar quase seco e grosso.  Coloque no alguidar e espere esfriar.

Bolo de Fubá

Ingredientes:

  • 1 xícara (de chá) de fubá
  • 1 xícara (de chá) de farinha de trigo
  • 1 xícara (de chá) de açúcar
  • 1 xícara (de chá) de leite
  • 4 colheres (de sopa) de banha ou manteiga
  • 1 ½ (uma e meia) colher (de sopa) de pó Royal
  • ½ (meia) colher (de chá) de sal
  • 1 colher (de sopa) de erva-doce
  • 2 ovos
  • 1 prato de barro
  • Café já coado e sem açúcar
  • 1 caneca de ágata

Modo de Preparo:

Em um recipiente separado, misture o fubá, o açúcar, a farinha de trigo, a erva-doce e o sal.

Em outro recipiente, misture os ovos ligeiramente batidos, o leite e agordura derretida.

Acrescente, aos poucos, os ingredientes líquidos aos secos, misturando bem até obter uma massa homogênea.

Despeje em uma forma redonda untada com banha ou manteiga.

Asse em forno quente por 40 minutos.

Desenforme depois de frio e coloque no prato de barro.

Farofa de Carne Seca

Eventualmente, com a aprovação da entidade, pode-se fazer uma oferenda mais quente aos Pretos Velhos.  Eu mesmo já ví várias vezes no Santuário da Umbanda, feijoada ofertada aos Pretos Velhos.  Nós da casa de Pai Joaquim, gostamos de oferecer esta farofa de carne seca:

Ingredientes:

  • ½ (meio) quilo de carne seca
  • Azeite de dendê
  • 1 cebola grande, picada
  • farinha de mandioca crua
  • 7 pimentas vermelhas picadas
  • 1 alguidar
  • 1 garrafa de vinho tinto seco
  • 1 quartinha de barro (pode ser uma caneca de ágata)

Modo de Preparo:

Deixe a carne seca de molho por uma noite (troque a água 3 vezes).

Troque novamente a água e afervente-a por 15 minutos em panela de pressão.

Deixe esfriar e desfie a carne.

Numa panela de tamanho médio, aqueça o azeite-de-dendê, doure a cebola e as pimentas picadas.

Acrescente a carne seca e refogue até dourar.

Vá acrescentando a farinha mexendo sempre até adquirir a consistência desejada.

Retire do fogo, coloque no alguidar e espere esfriar.

Preto Velho tinha sete filhos

Todos os sete pra dar de comer

A panela era pequinininha

Ora, parte e reparte que eu quero ver.

DOZE OFERENDAS PARA PRETOS VELHOS


OFERENDA 1
gamela, alguidar, prato de barro ou de papelão
250g de canjica cozida firme
7 colheres de sopa de mel para regar
3 copos de café preto sem açúcar
3 velas bicolores (preta e branca)
3 palheiros (cigarros de palha)
3 flores brancas, sem espinhos, ao lado de cada vela
———————————————————————————
OFERENDA 2:
gamela. alguidar, prato de barro ou folha de bananeira
7 pedaços de bolo de fubá, (o bolo deve ser feito por você, e com erva doce)
7 copos de água mineral adoçadas com mel
7 velas bicolores (preta e branca)
7 cigarros de palha
7 galhos frescos de alecrim (colocados entre os pedaços de bolo)
——————————————————————————————-
OFERENDA 3
folha de bananeira ou prato de papelão para colocar a oferenda
7 paezinhos feitos em casa, sem sal
7 colheres de mel para regar cada pão
1 colher de sopa de erva doce
1 colher de sopa de camomila
1 colher de sopa de alecrim
7 copos de água mineral com 1 tampinha de aguardente em cada um
3 cigarros de palha
3 velas bicolores (preta e branca)

Arrume os pães, salpique-os com as ervas e regue com mel.
Os copos podem ser de papelão por serem ecológicos - não use plástico
Cuidado com a formeza das velas, para evitar acidentes.
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OFERENDA 4
1 folha de bananeira
7 bananas prata regadas com mel
7 margaridas brancas ou amarelas, enfeitado as bananas
3 copos de aguardente
3 cigarros de palha
3 velas bicolores (preta e branca)
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OFERENDA 5
1 folha de bananeira ou prato de papelão
1 coco cortado em cubos regado com mel
3 copos de aguardente
3 velas bicolores preta e brancas
3 cigarros de palha
7 pedaços de fitas de 1 metro cada na cor branca
7 pedaços de fitas de 1 metro cada na cor preta

As fitasdevem ficar esticadas em cima da oferenda, podem ficar cruzadas umas sobre as outras.
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OFERENDA 6
Prato de barro ou papelão
250 de feijão preto, cozido firme
100 de farinha de mandioca
3 colheres de sopa de azeite de dende
Faça um virado, misture o feijão e a farinha e acrescente o dendê
3 copos de aguardente (podem ser servidos em copo de barro, papelão ou em coetés)
3 velas bicolores (preta e branca)
3 cigarros de palha
1 rosa branca, sem o caule, colocada no meio do virado de feijão enfeitando.
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OFERENDA 7
250g de arroz branco cozido com água e açúcar
canela em pó e erva doce
1 rosa branca em pétalas
Arrumar o arroz num prato de barro ou papelão, em volta colocar as pétalas de rosas brancas e salpicar com canela em pó e erva doce.
3 copos de café preto forte e sem açúcar
3 copos de água mineral
1 copo de aguardente
(os copos podem ser ecológicos de papelão firme ou de barro)
7 velas bicolores preta e branca
7 cigarros de palha
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OFERENDA 8
7 colheres de sopa de melado de cana
7 batatas doce sem cascas, cozidas em água com açúcar.
Colocar num prato e regar com o melado de cana
3 cigarros de palha
3 velas bicolores(preta e branca)
1 copo de agua mineral
1 copo de aguardente
1 copo de café preto forte e sem açúcar
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OFERENDA 9
7 pedaços de abóbora cozidos firmes e com água com açúcar
7 colheres de sopa de mel para regar
7 flores do campo, em volta do prato de abóbora
3 cigarros de palha
3 velas bicolores (preta e branca)
1 copo de água
1 copo de aguardente
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OFERENDA 10:
100g de farinha de mandioca
250g de melado de cana
3 bananas prata cortadas em rodelas

Fazer uma espécie de sopa colocando o melado em um alguidar, acrescente a farinha e por último as rodelas de bananas.
3 velas bicolores (preta e brancas)
3 cigarros de palha
3 copos de aguardente
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OFERENDA 11
Alguidar
250g de fubá
250g de coco fresco ralado
canela em pó
erva doce
250 de mel
Misturar e colocar nun alguidar, enfeitar com canela e erva doce
1 copo de aguardente
1 copo de água mineral
3 cigarros de palha
e velas bicolores (pretas e brancas)
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OFERENDA 12

1 vaso pequeno de flores do campo ou 7 margaridas brancas
1 vela bicolor (preta e branca)
1 copo de aguardente
1 copo de água
1 cigarro de palha
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PRETOS VELHOS E ORIXÁS…

ADOREI AS ALMAS!!!!

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado. Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião.

PRETO-VELHOS DE OGUM São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes. São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas. São especialistas em consultas encorajadoras , ou seja, mera dose de coragem e segurança para aqueles indecisos e “medrosos”. É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
PRETO-VELHOS DE OXUM
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mais é necessário para a evolução daquela pessoa.
PRETO-VELHOS DE XANGÔ

São raros de ver, contudo devemos também conhece-los.
Sua incorporação é rápida como as de Ogum. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
PRETO-VELHOS DE IANSÃ
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Esses Preto-velhos retribuem ao médium principalmente a defesa, são rápidos na ajuda. Se cobram a honestidade do seu médium no momento da consulta, não admitem que desconfiem dele (médium). Mesmo assim eles também possuem uma especialidade. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
PRETO-VELHOS DE OXOSSI
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Preto-velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastos, banhos e compressas, defumadores, chás, etc… São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” - Oxossi.
PRETO-VELHOS DE NANÃ
São raros, assim como os filhos desse Orixá.
Sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes, mesmo para médiuns homens. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça com seu médium. Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”. Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso carma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Omulú, conduzindo Eguns.
PRETO-VELHOS DE OBALUAÊ
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Preto-velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaê, e este é o “dono das almas”, esses Preto-velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo de tudo que lhe for pedido, apenas confiando nesses Preto-velhos. Quando o filho não faz isso, costumam tirar o que já lhe deu, para que o mesmo repense a importância desse Preto-velho em sua vida.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Não trabalham para saúde (essa função é do Erê de Obaluaê). Salvo se essa doença for proveniente de “trabalhos feitos - macumba”.

PRETO-VELHOS DE YEMANJÁSão belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga. Possuem a paciência das mães e a compreensão também. Cobram pouco de seus médiuns, apenas que eles cumpram a caridade sempre por amor nunca por obrigação. Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as pessoas que desejam engravidar. Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes. Cobram dos seus médiuns que lutem para ter um casamento feliz e sólido, pois para eles só assim poderão ajudar a outras pessoas nesse sentido, já que seu médium já vive essa realidade.

PRETO-VELHOS DE OXALÁ

São bastante lentos na forma de incorporar e tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. Raramente dão consulta, sua maior especialidade é o passe de energização. Cobram também bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, assiduidade no terreiro e vaidade.

ALGUNS NOMES DE PRETOS VELHOS:

Eis aqui, o nome de alguns Pretos Velhos:

Pai Anacleto, Pai Antônio, Vovô Agripino, Pai Benedito, Pai Benguela, Pai Caetano, Pai Cipriano, Pai Congo, Pai Dindó, Pai Fabrício das Almas, Pai(Vovô) Firmino D’Angola, Pai Francisco, Pai Gregório, Pai Guiné, Vovô Gumercindo, Pai Jacó, Vovô Jeremias, Pai Jerônimo, Pai João, Pai João Baiano, Pai Joaquim, Pai Jobá, Pai Jobim, Pai José D’Angola, Pai Julião, Vovô Jurandir, Pai Malaquias, Pai Mané, Pai Miguel D’Arruda, Pai Roberto, Pai Serafim, Pai Serapião, Pai Severino, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Zé.
Vovó Acácia, Vovó Ana, Vovó Anastácia, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Filó, Vovó Carolina, Tia Chica, Vó Ditinha, Vovó Barbina, Mãe Benedita, Mãe Cassiana, Vovó Francisca, Vovó Luíza, Vovó Maria Conga, Mãe Maria D’Aguine, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Ana, Tia Joana, Vovó Maria, Vovó Maria Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita, Mãe Terezinha D’Angola, Tia Zefinha
Obs: Normalmente os Pretos Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais velhos do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tio ou Tia.

O QUE SÃO OS ORIXÁS NO CANDOMBLÉ DE ANGOLA

image

A palavra ORIXÁ é de origem Yorúba, dialeto usado nos candomblés de Kêto, e, não BANTU, dialeto usado nos candomblés de Angola.


Seu significado: ORI= CABEÇA – XÁ = GUARDIÃO OU AQUELE QUE GUARDA assim a palavra orixá, significa anjo da guarda, ou ainda: ORI= CABEÇA – XÁ = DONO, ou seja: DONO DA CABEÇA.

Para os africanos a concepção de “anjo da guarda”, não era a mesma que conhecemos hoje, através do cristianismo, mesmo porque esta forma de culto existe a aproximadamente 8.000 antes de Cristo, e há estudos que tentam provar uma existência ainda mais antiga. Para eles, os denominados “anjo da guarda”, na verdade eram seus antepassados, que após se transladarem para o ORÚM (Céu), passavam a fazer parte da energia de seu Orixá. Transformando-se assim em um, e voltando à terra para ajudar seus descendentes a seguirem sua jornada em busca de um aperfeiçoamento.

A palavra ORIXÁ é de origem Yorúba, dialeto usado nos candomblés de Kêto, e, não BANTU, dialeto usado nos candomblés de Angola.image


Seu significado: ORI= CABEÇA – XÁ = GUARDIÃO OU AQUELE QUE GUARDA assim a palavra orixá, significa anjo da guarda, ou ainda: ORI= CABEÇA – XÁ = DONO, ou seja: DONO DA CABEÇA.

Para os africanos a concepção de “anjo da guarda”, não era a mesma que conhecemos hoje, através do cristianismo, mesmo porque esta forma de culto existe a aproximadamente 8.000 antes de Cristo, e há estudos que tentam provar uma existência ainda mais antiga. Para eles, os denominados “anjo da guarda”, na verdade eram seus antepassados, que após se transladarem para o ORÚM (Céu), passavam a fazer parte da energia de seu Orixá. Transformando-se assim em um, e voltando à terra para ajudar seus descendentes a seguirem sua jornada em busca de um aperfeiçoamento.

DENTRO da nação Angola, não cultuamos Orixá, mas sim INKISIS, como eram chamados por nossos antepassados Angolanos. Os Inkisis eram antepassados, que ao deixarem a terra, voltavam a integrar a energia original. Assim transformando-se em GÊNIOS, que é o significado mais aproximado da palavra.

Esses Inkisis não eram cultuados em conventos (templos), uma vez que os Angolanos eram semi-nômades, assim prestavam reverência aos seus INKISIS em árvores. Com sua vinda para o Brasil, foi que começaram a ter seus cultos em templos, posteriormente chamados BARRACÕES, assim denominados, devido ao nome dado à construções utilizadas na África, para guardar os escravos capturados.

Ainda nos dias de hoje encontramos SACERDOTES que aprenderam a identificar esta ou aquela árvore na qual reside um INKISI, mas muito poucos herdaram este conhecimento, porque a condição para termos os conhecimentos completos do culto, está na dependência ÚNICA e EXCLUSIVA, de termos somente um sacerdote/ sacerdotisa em nossa vida, mostrando assim a fidelidade não só à quem nos iniciou, como também e principalmente aos nossos SANTOS de cabeça. Ao entregarmos nossa cabeça a outra pessoa, ou nos deixarmos levar pela vã ilusão de que alguém sabe muito, tão somente por usar um dialeto diferente, corremos o risco de aprendermos as coisas de forma deturpada, e assim perdermos tudo o que nosso zelador teria a nos ensinar. O que nos trará sérias consequências no futuro, pois não saberemos a forma correta de agir em determinadas situações. Mas se nosso pai ou mãe nos liberou, nos deu sua benção ao sairmos de sua casa, devemos escolher bem quem nos guiará daí para a frente, pois que sempre estaremos esbarrando com pessoas que se dizem saber muito mas, na realidade…!

Assim se faz o candomblé de Angola: como qualquer outro, seja Kêto, Jêje, o importante é sermos fiel à nosso sacerdote ou sacerdotisa, aos nossos Orixás, para que possamos assim, termos um aprendizado completo, no qual tenhamos uma verdadeira estrutura para ajudarmos àqueles que dependerem de nossa intervenção para o favor que solicitam aos nossos antepassados, seres tão evoluídos, mas também tão humildes que não nos negam seu retorno aqui, para nos auxiliarem com toda sua experiência adquirida em sua larga jornada material e espiritual.

  

A ORIGEM DO CANDOMBLÉ DO BRASIL

O candomblé como conhecemos, apesar de ter seus fundamentos nos Orixás, Inkisis e Voduns da África, como religião, só existe no Brasil. Na África sempre existiu e existem os cultos à DIVINDADES, sem a concepção religiosa que temos aqui, e sem a miscelânea cultural dos povos que para cá vieram como escravos, sem a qual JAMAIS teria se formado essa grandiosa religião.

Esses povos quando aqui chegaram, foram submetidos como sabemos, à todo tipo de degradação e humilhação que as mentes doentias da época julgavam certas. Assim, com sua condição humilhante, eles passaram a se conhecer melhor, trocaram idéias e conhecimentos, assimilaram um, os conhecimentos do outro, e isto sem contar com as crenças indígenas, que eles de forma alguma desacreditaram. Essas formas poderiam até serem diferentes, das suas, poderiam eles acharem-na mentirosa, mas, como negar essas divindades que aqui já viviam antes de sua chegada? Então eles os africanos, no meio desta troca de seus conhecimentos tribais, nacionais, foram introduzindo “pequenas” oferendas às divindades indígenas e assim foi se formando ao longo dos anos o CANDOMBLÉ que conhecemos hoje. Segundo acreditam muitos, foi assim que surgiu o culto aos caboclos dentro de candomblé, sendo conhecidos como: mensageiros dos orixás. Hoje em dia é comum vermos esses caboclos manifestados em festas próprias, entoando suas cantigas e ajudando a quem, precise.

A palavra CANDOMBLÉ, é de origem BANTU e não YORÚBA como acreditam alguns, e seu significado no Brasil: Instrumento de percussão e/ou lugar de danças de negros e, por extensão, lugar de terra batida por pés ou ainda terreiro, onde praticavam seus cultos religiosos.
Como podemos ver o candomblé, é uma religião Brasileira, formada originalmente pelos africanos, e nada tendo a ver com os santos católicos como querem e acreditam muitos. Este sincretismo surgiu apenas como meio de negro, enganar a sociedade da época, e praticar assim sua religião sem maiores perseguições. E se não fossem esses conhecimentos trocados entre si, onde uma tribo introduziu “Deuses” da outra em seus cultos, JAMAIS, voltamos a repetir, existiria esta religião que conhecemos hoje, e com certeza, é a de maior adeptos no Brasil, mas uma grande parte de seus seguidores têm VERGONHA ou medo de serem DISCRIMINADOS e, se confessam assim praticantes do cristianismo. Dando verdadeiro significado à palavra HIPOCRISIA.

Temos que acabar com essa perseguição que sofremos. Temos que exterminar o preconceito, não com brigas, guerras, mas com a justiça! Afinal e os direitos humanos, onde ficam?

 

                        OFERENDA

A palavra bori se traduz como: Dar Comida à cabeça. Bo = comer, Ori =

 cabeça. Esta é uma obrigação à qual podem receber toas às pessoas, iniciadas ou não. Dependendo da situação e do que solicita o orixá de cada um.

Esta obrigação Constitui-se basicamente de recarregar as energias da pessoa fazendo com que toda a carga negativa existente em sua áurea seja substituída por uma positiva. Dependendo de cada situação, podem ocorrer formas variadas de bori e de sacrifício de aves para o Orixá. Em nosso dia a dia, convivemos com situações várias, e que nos colocam em contato com energias que na maioria das vezes em nada são benéficas.

Com os iniciados na religião esta obrigação é realizada uma vez por ano, ocasião que o iawô, recolhe-se por um período de 12 horas, se não for obrigação de feitura, podendo chegar até mesmo há três dias. Neste caso o bori unifica-se com a obrigação de seu tempo de feitura. Estas obrigações são de: 01, 03, 07,14 e 21 anos após sua iniciação. Antes do recolhimento, a pessoa passa por uma sessão de limpeza (ebó ou sacudimento), destinada a retirar as forças inferiores que possam estar junto dele, e neste recolhimento, se oferece, vários tipos de comidas, desde o feijão preto e o inhame cará de Ogum até o ebô (canjica branca) de Oxalá. Nesta ocasião o sacerdote sacrifica aves pré-determinadas pelo Orixá da pessoa, a fim de que esta possa ter mais um ano de vida, alegria, saúde e conquistas em sua vida. Em caso de obrigação grande são oferecidos os chamados bichos de quatro pés, e estes variam de acordo com a qualidade e a solicitação de cada Orixá.

Para os que não são iniciados, esta obrigação varia muito, dado que cada pessoa tem um problema e assim sendo a solução do mesmo difere. Temos o bori de misericórdia, no qual são oferecidos apenas comidas brancas para Oxalá e Yemanjá, e os sacrifícios, constituídos apenas de aves destes santos.

Os antigos africanos acreditavam na força dos elementos da natureza, tanto como parte ativa da nossa existência, como para nos reabastecer de forças positivas que se bem direcionadas, vão nos levar ao alcance de muitas vitórias na vida terrena. Um dessas forças era a comida. Acreditava-se que os ancestrais ao se transladarem para o Orúm (céu), levariam consigo as experiências adquiridas na terra, e em um futuro poderiam aqui retornar para nos auxiliarem de forma direta em vários aspectos de nossas vidas.

Os Africanos possuíam uma filosofia muita a quem das demais seitas e filosofias existentes. Para eles, tudo na natureza possui vida, até mesmo as pedras, e como tais esses elementos são dignos de respeito e proteção. Possuíam desde tempos remotos, uma concepção de proteção à natureza e esta foi passada de pai para filho, tanto que é muito comum nos barracões de Candomblé, existirem uma variedade de flora que surpreende a todos que ali chegam. As comidas oferecidas em obrigações de santo são comumente jogadas dentro de rios e lagos após serem suspensas da mesa do Orixá. O fato de estas comidas serem ali despejadas reflete-se na preocupação com a continuidade da vida. Sabemos que nossos antepassados preocupavam-se com a vida e a preservação da natureza, assim ao despejarem estes alimentos na água, era sua preocupação apenas alimentar os peixes que ali habitam, garantindo assim a continuidade da vida.

Este fator também está evitando o desperdício de alimento. Dentro da casa de uma pessoa iniciada, é verdadeiro tabu desperdiçar o alimento, seja de que forma for. Assim, é comum a divisão da comida de bori entre as pessoas que ali estão, afinal além de não desperdiçar, estariam todos participando daquele banquete, ocasião que aproveitariam o axé deste santo. Nada se desperdiça em uma roça de santo, até mesmo os resíduos que não servem para ser aproveitado para nada, como certas partes dos animais, são enterrados e não jogados no lixo, temos uma concepção de que tudo que se oferece ao santo é sagrado, e assim até mesmo as partes que de forma alguma servem para serem ingeridas, poderão ser utilizadas como adubo natural para a terra, assim ao enterramos estas partes, estaremos dando continuidade ao que nos foi passado por nossos antepassados: na natureza tudo se aproveita, nada se desperdiça.

     

Ervas dos Orixás

Um fator importantíssimo na formação de um sacerdote é o conhecimento das INSABAS, (ervas sagradas), pois que sem elas, não podemos realizar nada dentro do axé orixá. Delas dependemos desde a realização de um ebó até a feitura de um yawô, como até mesmo no preparo de um corpo para ser sepultado. Mas estas ervas são de uma complexidade muito grande, pois que umas servem para vários orixás, outras tão somente para algumas qualidades. As ervas de Nanã e Omulú, por exemplo: JAMAIS podem ser usadas em pessoas de alguns santos. Já existem outras que apanhadas de manhã bem cedo, são para um determinado fim, de tarde para outros, e assim por diante. Ainda existem aquelas que não podem ser utilizadas em hipótese alguma por qualquer que seja a qualidade do orixá dado a serem ervas de egum, exú e assim por diante. Algumas destas ervas proibidas no axé orixá são:

Folha de amora por ser erva de egum e não de santo como dizem alguns,
Folha de fogo,
Folha de canssanção
Urtiga
Pinhão roxo
Folha de carambola
Folha de jamelão
Folha de corredeira e assim por diante.

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É necessário que um zelador tenha profundo conhecimento das insabas para que ao preparar um banho, por exemplo, não venha a destruir a vida das pessoas. As ervas são a natureza viva, e como tal, sua força é pura, ou como dizemos normalmente: “uma força bruta”, esta força é totalmente independente da vontade do homem, ou jamais será manipulada por ele, a não ser para seu uso diário, assim, devemos estar bem conscientes de nossas atitudes, dado que estas forças uma vez invocadas, atuarão na vida das pessoas podendo causar malefícios ou benefícios, e isso se dará de conformidade com o uso que fazemos dela. Assim é imprescindível que as cultuemos que zelemos pela natureza para que possamos sempre estarmos utilizando de suas riquezas. E que aprendamos corretamente o uso das Insabas antes de utilizá-las. Faz-se necessário também que nós do axé orixá, nos empenhemos no combate ao desmatamento, e qualquer outra coisa que venha a destruir a natureza, pois basta que lembremos que nossos santos, governam esta natureza e, que sem ela, não TEREMOS COMO CONTINUAR a praticar esta religião tão maravilhosa.

Assim, passamos a seguir a discriminar algumas ervas de cada orixá:

Folhas de Ogum:

Folha de dendezeiro
Junça (espada de S. Jorge)
Folha de jurubeba
Abre caminho
Gervão
São gonçalinho
Folha de canela
Eucalipto (não se usa em banhos)





Oxossi

Chapéu de couro
Alecrim da horta
Aroeira
Pitanga
Alfavaquinha
Pariparóba (capeba)
Cinco folhas
Lança de Ogum
Folha de coqueiro
Taquarinha
Dinheiro em penca


Ossanha ou Agué

Castanheira (amendoeira)
Folha de fumo (não se usa em banhos)
Erva de passarinho (não se usa para banho)
Alfavaca
Manjericão
Vassourinha
Essas são algumas das ervas que se usa em Agué, uma vez que por ser ele o dono das folhas são utilizadas praticamente todas as ervas para este santo.


Oxum Marê

Rama de batata doce (não se usa em banhos)
Folha de bananeira (não se usa em banhos)
Melão de S. Caetano (não se usa em banhos)
Jibóia (não se usa em, banhos)
Taioba (não se usa em banhos)
Erva de passarinho (não se usa em banhos)
Capeba (Pariparóba)


Omulú/ Obaluayê:

Canela de velho
Assa peixe
Alfavaca
Jarrinha (não se usa em banhos)
Taioba (não se usa em banhos)
Cordão de frade
Taquarinha
Aroeira (só pertence a este santo em determinados horários)


Tempo:

Castanheira (não se usa em banhos)
Boldo
Canela de velho
Palmeira (não se usa em banhos)
Alecrim
Cana de macaco
Manjericão
Aroeira (seguindo o mesmo horário de Omulú)



Xangô:

Akôkô
Betis cheiroso
Sucupira
Elevante
Folha de quiabo
Gameleira


Logum Edé

Chapéu de couro
Oriri
Colônia
Alecrim da horta
Manjericão
Alfazema
Patióba
Alfavaquinha


Oyá:

Para raio (não se usa para banho)
Folha de manga espada
Eucalipto (não se usa em banhos)
Erva prata
Catinga de mulata
Perecum vermelho (somente se usa em determinados banhos)
Malva cheirosa





Oxum:

Manjericão
Colônia
Oxubatá (não se usa em banho)
Sândalo
Erva de Santa Luzia (não se usa em banhos)
Capeba
Oriri


Yemanjá:

Brilhantina
Cana do brejo
Imbaúba (não se usa em banhos)
Saião
Colônia
Folha de algodão
Trançagem
Betis cheiroso


Nanã:

Negramina
Assa peixe
Taioba (não se usa em banho)
Taquarinha (só pertence a este santo em determinado horário)
Cordão de frade (não se usa em banhos)
Jarrinha (não se usa em banhos)
Alfavaca
Mostarda


Oxalá:

Boldo
Saião
Colônia
Folha de algodão
Poejo
Trançagem
Melão de S. Caetano

Como dissemos, estas são apenas algumas das ervas que cultuamos dentro do axé orixá. É de suma importância que observemos os horários em que vamos tirar as insabas, uma vez que podemos ter um aproveitamento inadequado e dependo de qual orixá, os riscos poderão ser irreparáveis. Muito importante também é sabermos as rezas para se retirar as ervas, o que damos para agué, o que faremos com elas ao chegarmos ao barracão.

Estes são procedimentos indispensáveis ao manuseio das ervas sagradas. Cada orixá, como já dissemos, possui suas ervas, mas como sabermos ao certo? É necessária uma convivência com nosso (a) zelador (a), para que possamos aprender o uso correto delas. Nossos orixás são: paz, amor, perdão, e para tanto devemos obedecer às regras que existem em toda sua iniciação bem como na utilização de seus favores.

Se nossos orixás são: paz, amor e perdão, também são seres que já viveram nesta terra, e como tais, precisam de sabedoria nossa ao lidar com tudo que lhes diz respeito. Se ao lidarmos com determinado fator dentro de nosso axé, não sabemos exatamente o que fazermos, é imprescindível que peçamos auxílio a uma pessoa mais velha, e que por estar a mais tempo nesta prática, saberá como nos orientar. E um desses imprescindíveis auxílios, é justamente o uso das ervas sagradas aos orixás.

É comum vermos pessoas utilizando algumas ervas, mas sem o devido conhecimento de seus segredos. E basta um banho com uma erva imprópria ao orixá e danificamos e em muito a vida daquela pessoa. Como pudemos observar mais acima, existem ervas que não são utilizadas em banhos, e tão somente por serem ervas QUENTES e acabariam assim por esquentar muito o ori da pessoa. Fazendo com que seu anjo da guarda fique de tal forma agressivo, que poderá ao invés de ajudar, levar prejuízos a aquele ser.

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Não há como falarmos no candomblé, sem citarmos o sincretismo. Uma vez que ele teve seu começo nas senzalas e permaneceu de uma forma cada vez mais viva dentro da prática religiosa africana. O sincretismo foi uma maneira que os escravos encontraram para driblarem a perseguição da Igreja, que proibia o culto aos seus Deuses, por achar que se tratava de bruxaria. Então os escravos passaram a esconder as pedras sagradas dos assentamentos (Okutás), dentro de imagens de Santos, tendo assim uma maior liberdade de culto.

E foi assim que nasceu a “ligação”, entre os Orixás e os Santos do catolicismo. Mas é importante lembrar que esta era apenas uma forma fictícia de seu culto, nada tendo de real com a maneira de praticar sua religião. Com o passar dos anos alguns sacerdotes, foram fazendo parte das irmandades da igreja e passaram até mesmo a introduzir algumas rezas em seu cordão herdado dos escravos.

Mas para a prática real do candomblé, estas rezas nunca tiveram muito a ver com a realidade, uma vez que na África eles não tinham conhecimento da igreja, do cristianismo, ou de qualquer outro fator religioso, que encontraram aqui. E assim nasceu o candomblé que conhecemos hoje com seu sincretismo:

Ogum - Santo Antônio e S. Jorge

Oxóssi - São Jorge , e São Sebastião

Ossãe - São Expedito , e São Benedito

Oxum – Marê - São Bartolomeu

Omulú - São Lázaro e em alguns estados é sincretizado com S. Braz

Obaluayê - São Roque

Xangô - S. Jerônimo, S. Pedro, S. João Batista, S. Judas Tadeu.

Logum – Edé - S. Miguel Arcanjo

Oyá - Santa Bárbara

Oxum - Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Aparecida, Nossa Senhora da Penha.

Yemanjá - Nossa Senhora dos navegantes, Nossa Senhora da Glória

Nanã - Nossa Senhora Santana

Ibeji - Cosme e Damião

Obá - Santa Joana D’arc

Oxalá - Jesus Cristo.

 

Oferenda aos Orixás.

Ao idealizar este trabalho, minha intenção, foi de colaborar para que as pessoas pudessem ter ao seu alcance algumas “receitas” básicas que usamos em nosso dia a dia, e que sempre nos trouxeram grandes resultados. Mas é importante frisarmos que não basta ter em nossas mãos, a maneira de fazer este ou aquele feitiço, é necessário que antes de qualquer coisa tenhamos a fé, pois ela é o principal elemento em qualquer trabalho que formos realizar.

Um outro fator é o sigilo, uma vez que ao realizarmos estas obrigações, estaremos contatando seres que já existiram neste planeta e hoje fazem parte do cosmo, precisamos de paz, e tranqüilidade antes de tudo para que consigamos obter o que almejamos. Sempre é bom que estejamos com nosso corpo limpo do contato sexual, uma vez que o mesmo é necessidade da carne e não do espírito, e para tanto é bom tomarmos sempre um banho de ervas, para que nossa áurea seja descontaminada deste desejo.

Queremos lembrar também, que nunca devemos usar nossos conhecimentos para prejudicar a quem quer que seja, afinal a vingança só nos atrapalha e suas conseqüências são terríveis, pois como sabemos Deus é a justiça que reina o universo e a ele devemos entregar tudo o que recebemos de bom e ruim de nossos semelhantes.


PARA CONSEGUIRMOS FAVORES DE EXÚ

Primeiro queremos lembrar que exú nada tem a ver com o diabo do catolicismo, ao contrário: A palavra exú em dialeto yorúba, significa esfera, e foi criado para que levasse aos orixás nossos pedidos, e, também é o responsável pela procriação de nossa raça. Este orixá mora nas encruzilhadas, pois ela representa os caminhos que nos levam ao encontro de nosso destino, e as dúvidas que sempre nos acometem na hora de tomarmos qualquer decisão. Então devemos invocá-lo com muito respeito, afinal a ele está entregue a missão de nos proteger e guardar nossas estradas.

Para que exú nos ajude a encontrar um bom emprego:

Materiais necessários:
01 alguidar médio
01 kg de farinha de mandioca
01 vidro de azeite de dendê
01 vela vermelha
50 cm de morim vermelho
01 garrafa pequena de aguardente de cana
03 moedas de qualquer valor
01 charuto
01 cx. de fósforo

Se pega o alguidar, coloca-se a farinha de mandioca, adiciona-se o azeite de dendê, e vamos fazendo uma farofa, mexendo com as mãos e pedindo a exú que nos ajude a encontrar um bom emprego etc., então passamos também as moedas em nosso corpo, pedindo fartura…, e as colocamos enfiadas na farofa, pegamos o morim esfregamos em nosso corpo, do pescoço para baixo, assim como se tivéssemos nos limpando, e pedindo a exú para que tire de nosso caminho todo mal, olho grande, etc.

Feito isto, levamos tudo a uma encruzilhada (cruzeiro) e lá chegando pedimos licença a exú, jogando um pouco de cachaça nos cantos, depois se acende a vela em um dos cantos, forramos o morim ao lado, colocamos em cima o alguidar, acendemos o charuto e, colocamos ao lado junto com o fósforo. Feito isto podemos esperar que em breve teremos a resposta que precisamos.




Para que exú afaste o olho grande de nossa casa ou empresa:

01 alguidar pequeno
Farinha de mandioca
dendê
Um copo
cachaça
01 vela vermelha ou branca
01 fava olho de boi

No alguidar, fazemos uma farofa, misturando com as mãos o dendê, e vemos pedindo a exú para afastar de nós todo olho grande, inveja e etc. Colocamos por cima a fava olho de boi, depois, colocamos no pátio em um local escondido, acendemos a vela e, colocamos um copo com cachaça. Depois é só trocar de 07 em 07 dias e, a inveja nunca mais irá nos alcançar.

Ebó (limpeza) para que exú afaste toda praga e perseguição

01 alguidar grande
01 pacote de milho de pipoca
dendê
01 vela branca

Em uma panela, coloque um pouco de dendê, e estoure as pipocas no mesmo. Depois coloque as pipocas em um alguidar, e quando esfriar leve em uma encruza, lá chegando acenda a vela pedindo a exú, que leve toda praga, atraso, feitiçaria, etc. então pegue as pipocas e vá passando pelo corpo (da cabeça aos pés), dizendo: Laroiê exú, que através de sua força, retire todo mal que tiver em minha vida, abrindo meus caminhos e me trazendo a paz, a saúde e prosperidade.
Ao chegar em casa, tome um banho de asseio com sabão de coco, e, depois um de água com açúcar e acenda uma vela com um copo com água em um local mais alto que sua cabeça e reze um pai nosso e uma Ave Maria para seu anjo da guarda.



Para obter caminhos abertos sob a influência de Exú;

02 pratos
01 kg de farinha de mandioca
dendê
mel
02 velas brancas (comum)

Em casa com uma vela acesa, faça uma farofa crua de dendê e vá pedindo a Exú, para abrir seus caminhos, tirar o olho grande, as pragas, os atrasos etc., então vá jogando a farofa de dentro de seu pátio até o cruzeiro, fazendo os mesmos pedidos. Lá chegando deve Ter uma outra pessoa lhe esperando com a outra vela acesa e em um prato a farofa de mel. Então venha jogando aquela farofa do cruzeiro até sua casa, pedindo a Exú que traga a paz, a saúde o emprego…

Oferenda a Exú Tranca Rua das almas para abertura de caminhos:

01 alguidar médio
01 pacote de milho de pipoca
dendê
01 vela branca
03 moedas correntes

Em uma panela colocar um pouco de azeite de dendê, e, estourar as pipocas, depois colocá-las no alguidar e por cima as 03 moedas correntes. Levar em um cemitério e colocar nos pés da cruz das almas e fazer os pedidos à Tranca Rua das almas.

Oferenda para pedir algo impossível a Exú João Caveira

01 alguidar médio
01 pacote de milho de pipoca
01 bife de porco
03 moedas
dendê
01 vela branca
01 copo virgem
01 garrafa pequena de cachaça

Em uma panela untada com o dendê, estourar as pipocas, depois se frita o bife no dendê, sem queimar e colocar por cima das pipocas, por cima do bife colocar as moedas, levar nos pés de uma sepultura, e arriar com o copo com cachaça e a vela branca pedindo a João Caveira que resolva aquele problema. O resto da cachaça deixa-se ao lado sem entornar. João caveira resolverá seu problema em poucos dias.

Oferenda para que Exú da meia noite afaste as perseguições de nossa vida

01 alguidar médio
01 pacote de farinha de mandioca
02 cebolas brancas (médias)
dendê
01 vela vermelha
01 garrafa de cachaça
01 copo virgem
01 charuto
01 caixa de fósforos
01 bife
Primeiro corte uma das cebolas em pedaços bem pequenos, depois em uma panela coloque-a para fritar no dendê, deixe-a dourar e adicione a farinha de mandioca, então vá mexendo até que se transforme em uma farofa bem sequinha, coloque-a no alguidar. Depois frite o bife em dendê e coloque por cima da farofa. A outra cebola, corte-a em 07 rodelas e cubra a farofa e o bife com as mesmas. Leve em uma encruzilhada e, entregue com as duas velas, o copo com cachaça e coloque a garrafa ao lado, acenda o charuto e ponha ao lado da obrigação juntamente com a caixa de fósforos.


Para Exú dar bons caminhos

01 folha de mamona
Um pouco de farofa de dendê
03 moedas
Um pouco de milho de galinha torrado
01 vela branca

Coloque a farofa de dendê na folha de mamona, o milho torrado e por cima as moedas. Leve em uma encruzilhada de bastante movimento e coloque a obrigação junto com a vela acesa, pedindo a Exú Lonã que lhe de os caminhos que está pedindo.

Oferenda a Exú Tiriri

01 garrafa de cachaça
01 charuto
01 caixa de fósforos
07 bifes
01 alguidar
Pacote de farinha de mandioca
01 vela vermelha e preta
dendê

Faça uma farofa crua de dendê, coloque no alguidar, por cima coloque os bifes fritos no dendê com cebola ralada e, leve em uma encruzilhada. Entregue com a vela acesa, derrame um pouco de cachaça em volta deixando o resto na garrafa acenda o charuto e coloque ao lado com a caixa de fósforos e peça com muita fé tudo que desejar que Exú Tiriri faça. Presentes à orixás

Ao orixá Ogum para abertura de caminhos

07 punhados de feijão preto
07 punhados de feijão fradinho
07 punhados de milho de galinha
01 vela branca
01 caixa de fósforos

Torre os grãos acima descritos e leve em uma estrada de bastante movimento, ou uma estrada de ferro. Lá chegando acenda a vela chamando por Ogum e faça seus pedidos. Pegue os grãos e vá passando pelo corpo, pedindo a Ogum que tenha misericórdia e desamarre seus caminhos.

Outro

01 alguidar
01 inhame cará
Farofa (crua) de dendê
07 moedas
01 vela branca

Cozinhe o inhame cará com casca e deixe esfriar. Depois de frio descasque, unte com dendê e coloque em cima da farofa de dendê que está no alguidar. Crave as moedas e coloque a mesma em uma estrada com a vela acesa e seus pedidos a Ogum.

Para Odé trazer a prosperidade:

01 alguidar
01 kg de milho de galinha bem catado e lavado
01 vela de sete dias branca
mel
01 copo com água

Coloque o milho para cozinhar, e, quando estiver bem cozido, escorra a água e deixe esfriando. No fundo do alguidar coloque seus pedidos para Odé trazer a fartura e prosperidade, depois do milho frio coloque por cima e regre com mel.

Arrie em local de sua casa no chão, com a vela de sete dias acesa e o copo com água. Depois de 03 dias leve o alguidá com a comida para o mato e coloque lá com uma vela pequena (branca) acesa. A vela de sete dias fica acesa em sua casa. Quando acabar de queimar jogue a água em uma planta, com certeza após esta obrigação, Odé trará a fartura para dentro de sua casa.




Banho de prosperidade, pelos caminhos de Agué.

Cozinhe em uma panela com água:
03 punhados de alpiste
03 punhados de açúcar cristal
07 moedas correntes

Este banho deve ser cozido de manhã bem cedo e, ao cair da tarde (antes de escurecer) deve ser tomado do pescoço para baixo, recolha os ingredientes, inclusive as moedas, coloque em uma sacolinha branca, e durma com o axé em seu corpo. De manhã em jejum saia com os ingredientes que estão na sacola e vá conversando com a natureza, e fazendo os seus pedidos, ao chegar em um matinho bem limpo, abra a sacola deixe de preferência em baixo de uma árvore, faça seus pedidos à Agué e espere os resultados.

Comida para pedir prosperidade à Agué

01 alguidar médio
01 kg de milho de galinha bem catado e lavado
mel
50 gr de fumo de rolo
01 vela de sete dias branca
01 vela branca (pequena)
01 copo

Cozinhe o milho de galinha até amolecer bem. Depois escorra a água e coloque o milho dentro do alguidá, quando estiver frio, coloque pedaços pequenos do fumo de rolo por cima, regre com mel e acenda a vela de sete dias com o copo com água. Depois de três dias, leve o alguidá para a mata e arrie, com a vela branca acesa e refaça seus pedidos a Agué.

Para pedir misericórdia a Oxalá por alguém doenteimage

01 tigela de louça branca
01 pacote de canjica branca
01 vela de sete dias branca
mel
01 vela branca (pequena)
01 cx. de algodão de farmácia
01 copo

Escolha bem a canjica branca retirando todas as impurezas, coloque para cozinhar até ficar bem cozida, escorra a água e deixe esfriando, dentro da tigela, coloque o nome da pessoa que está doente, por cima, a canjica branca (fria), regre com mel, cubra com uma camada de algodão, e arrie em sua casa (no chão), com a vela de sete dias e o copo com água, e implore a Oxalá pela sua saúde. Depois de 03 dias, despeje a comida em uma sacolinha branca, e leve em um rio. Ao chegar acenda a vela na margem do rio, pedindo a Oxalá a graça da saúde para fulano… e despeje a comida no rio. Com certeza a pessoa terá uma melhora.

Para Yemanjá ajudar na reconciliação de um lar

01 tigela branca
01 pacote de canjica branca
mel
01 vela de sete dias branca
01 copo
01 vela comum branca

Escolha bem a canjica, e coloque para cozinhar bem. Depois de cozida escorra a água, e enquanto a canjica está esfriando coloque seu nome e o de seus familiares no fundo da tigela. Então despeje a canjica fria e regre com mel.

Entregue à Yemanjá, dentro de sua casa, pedindo a ela pela união de sua família etc. com a vela de sete dias acesa e o copo com água. Deixe esta comida em sua casa 04 dias, no quinto dia despeje a comida em uma sacolinha branca, leve até as águas (rio ou mar), acenda a vela pedindo o que deseja à mãe Yemanjá e despache a comida ali.

Para pedir a Omulú e Obaluaiê pela saúde de outro

01 alguidá médio
01 pacote de milho de pipoca
01 vela de 07 dias branca
01 copo com água
01 moeda
01 vela branca comum
Azeite de oliva

Coloque o nome da pessoa no fundo do alguidar com a moeda por cima, em uma panela estoure as pipocas com um pouco de azeite de oliva, despeje dentro do alguidar e arrie para Omulú em sua casa com a vela de sete dias e o copo com água. Quando a vela de sete dias terminar pegue o alguidar leve em um matinho bem limpo e entregue à Omulú com a vela comum.

Para pedir ajuda a Oxalá para se conseguir emprego

01 tigela branca
01 vela de 07 dias branca
01 pacote de canjica branca
Azeite de oliva
mel
01 copo
01 vela branca comum

Escolha bem a canjica branca e coloque para cozinhar. Dentro da tigela coloque seus pedidos escritos em papel branco, e regre com mel e azeite de oliva. Quando a canjica estiver bem cozida e fria, coloque dentro da tigela e regre com mel. Entregue em sua casa com a vela de sete dias acesas e o copo com água. Depois de 03 dias suspenda a tigela com a comida e entregue na beira de água com a vela comum acesa. A vela de sete dias termina de queimar em sua casa.

Banho para descarga

É comum ouvirmos falar em banho de descarga, e também algumas pessoas dizerem que tal banho é muito bom ou muito ruim. O banho deve ser receitado para as pessoas de acordo com seu problema, mas existem algumas ervas que podem ser utilizadas sem problema algum por qualquer pessoa, em qualquer dia. Assim passaremos a seguir alguns destes banhos, que descarregam o corpo e acalma nossos anjos da guarda:


Banho de boldo

Em um recipiente, coloque um pouco de água e macere de 07 folhas de boldo bem lavadas. Depois coe e adicione água morna, tome um banho de asseio e jogue o banho de preferência da cabeça aos pés. Em seguida acenda uma vela com um copo com água em um local acima de sua cabeça e ofereça ao seu anjo da guarda.

Um outro banho muito usado nos terreiros de candomblé é a água que cozinhamos a canjica branca. Ela deve ser separada em um recipiente, misturada com mais água, adiciona-se mel e toma-se da cabeça aos pés. Este banho serve para atrair Oxalá e limpar-nos de todas as impurezas.

Em um recipiente com água, macere: boldo, manjericão e alecrim da horta, deixe “descansar” um pouco, coe misture com água morna, e mel e jogue da cabeça aos pés. Fazendo assim com que todos os inimigos se afastem de você.

Para acalmar crianças novas e fazer com que durmam bem, pegue um pouco de alfazema (folhas) cozinhe e, dê o banho e aproveite para fazer um chá. A criança passará a dormir um sono tranqüilo!

Banho para limpeza de nosso corpo e nossa casa

Em uma panela coloque para cozinhar;
Canela em casca
Erva doce
Noz moscada ralada
Cravo da índia

Após estar bem fervido, desligue o fogo e, em um outro recipiente, coloque metade deste banho para esfriar, quando estiver morno, tome um banho de asseio e, jogue este do pescoço para baixo. O restante deixe esfriar bem, e ao limpar a casa, passe um pano com este banho. As energias se transformarão, atraindo fluidos maravilhosos e, totalmente benéficos.

PARA PEDIR FARTURA A ODÉ

01 abóbora moranga bem bonita
Milho de galinha
01 vela branca comum
250 gr de charque
21 moedas
mel
01 alguidar
06 espigas de milho verde bem lavadas e cozidas

Primeiro cozinhe a moranga, o milho de galinha, o charque e as espigas de milho. Depois de frios, abra uma tampa na moranga e raspe o miolo sem retirar tudo, encha com o milho de galinha misturado com o charque, pegue as moedas e passe pelo corpo fazendo seus pedidos, coloque-as dentro da moranga uma a uma enfeitando, regre com mel e coloque a tampa de volta. Coloque a moranga dentro do alguidar e em volta enfeite com as espigas cozidas, e regre com mel. Leve tudo a um mato bem, limpo, escolha uma árvore bem bonita e entregue à Odé com a vela acesa e faça seus pedidos.



PARA AS ALMAS TE AJUDAREM A PROSPERAR

01 prato branco raso
01 pão de sal
07 moedas
01 vela branca comum
01 copo com café amargo

Corte o pão em sete fatias e, coloque-as dentro do prato. Por cima de cada fatia coloque uma moeda, entregue as almas do lado de fora de sua casa, com a vela acesa e o café. Reze sete Pai-Nosso e sete Ave Maria e peça a elas para te ajudarem a encontrar um emprego, para te livrar da fome, etc. esta obrigação deve ser entregue as almas que morreram com fome e com sede. Com certeza elas lhe ajudarão no que está pedindo, e pode também refazer esta obrigação toda Segunda-feira, sempre no mesmo horário.image

Oração a Santo Expedito
Meu Santo Expedito das Causas Justas e Urgentes socorra-me nesta hora de aflição e desespero, intercedei por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo!

Vós que sois um Santo Guerreiro. Vós que sois o Santo dos Aflitos, Vós que sois o Santo dos Desesperados, Vós que sois o Santo das Causas Urgentes, protegei-me, ajudai-me, dai-me força, coragem e serenidade.

Atendei ao meu pedido: ”Santo Expedito, eu vos imploro, por favor, ajudai-me com urgência a encontrar uma solução para pagar as minhas dividas na loja e particulares, me abri um caminho, por favor, com urgência antes que me traga mais problemas futuramente”… fazei que minha loja prospere financeiramente… e afastei todos inimigos de perto dela e minha família…

Ajudai-me há superar estas horas difíceis, protegei-me de todos que possam me prejudicar, protegei a minha família, atendei ao meu pedido com Urgência.

Devolvei-me a paz e a tranqüilidade. E lhe serei grata pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que tem fé. Obrigado (a).

Rezar Pai Nosso, Ave Maria e fazer o Sinal da Cruz. meu Santo Expedito me atende com a máxima urgência. Obrigada.


Oração para Deus

Amada Presença de Deus, Expande a LUZ no meu coração e na minha cabeça, libertando meu corpo e a minha mente para que. Eu possa trabalhar em prol da LUZ e em total comunhão com a LUZ. EU SOU uma criança da LUZ, EU amo a LUZ, EU sirvo a Luz, EU vivo na LUZ, EU estou protegido, iluminado, suprido, curado e sustentado pela LUZ, Eu Sou LUZ, LUZ, LUZ e EU abençôo a LUZ. EU SOU o que medito SER Aqui e Agora, LUZ, LUZ, LUZ na minha mente, LUZ, LUZ, LUZ no meu coração, LUZ, LUZ, LUZ no meu sustento, LUZ, LUZ, LUZ é minha Vida, energia e suprimento. LUZ para minha família, LUZ para Minha Chama Gêmea, LUZ para minha mãe, LUZ para meu pai, LUZ para… (diga aqui o nome de seus entes queridos e daqueles a quem você deseja enviar luz). LUZ, LUZ, LUZ para todos os filhos da LUZ deste Planeta. LUZ, LUZ, LUZ, atua, atua, atua e transforma a todos nós na Verdade da Unidade Divina, Elevando a nossa consciência a Deus. EU Comando a LUZ para atuar sobre nós, para a elevação da nossa consciência nas qualidades da Mente de Deus. Que a LUZ Atue agora com toda sua inteligência e discernimento: venha Luz, vem atuar em nossa vida; Luz vem atuar em nossos corpos, em nossas mentes, em nossa vida financeira, em nossa saúde…(descreva onde quer que a LUZ de Deus atue agora)… Venha Luz, venha para corrigir a todos os erros e ilusões. LUZ, LUZ, LUZ, Poder Divino, LUZ, LUZ, LUZ, Amor Divino, LUZ, LUZ, LUZ, Mestria Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Controle Divino, LUZ, LUZ, LUZ, Obediência Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Sabedoria Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Harmonia Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Gratidão Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Justiça Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Realidade Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Visão Divina, LUZ, LUZ, LUZ, Vitória Divina. EU comando a LUZ do coração de DEUS Pai e Mãe para atuar aqui e agora trazendo justiça e conforto para a humanidade. Selamento - Que a Poderosa Presença EU SOU em mim, sele toda energia agora magnetizada, para que seja utilizada de acordo com a vontade de Deus e somente a vontade de Deus.
Assim seja, em nome do Pai, da Mãe, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.


Oração a São Sebastião

Oh! Meu glorioso mártir São Sebastião! Soldado fiel e servo de Nosso Senhor Jesus Cristo assim como vós fostes mártir transpassado e cravado com agudas setas num pé de laranjeira por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus vivo e onipotente, criador do céu e da terra.

Eu, criatura de Deus imploro a vossa divina proteção perante Deus. Os anjos, santos apóstolos, mártires, arcanjos e a todos que estão na divina presença do Eterno Pai, filho do Espírito Santo.

Imploro o vosso divino auxílio e proteção, que guardai-me e defendei-me dos meus inimigos, andando, viajando, dormindo, acordado, trabalhando e negociando quebrantai-lhe as suas forças, ódio, vingança, furor ou qualquer mal que tiverem contra mim.

Olhos tenham não me vejam; mão tenham não me peguem nem me façam mal nenhum, pés tenham não me persigam, boca tenham, não falem e nem mintam contra mim, armas não tenham poder de me ferir, cordas, correntes não me amarrem. As prisões para mim se abram as portas, arrebentem-se as chaves, esteja eu livre de guerra, o meu corpo esteja fechado contra todo mal que houver contra mim: fome peste e guerra, com o poder de Deus Padre, Deus Filho, Deus Espírito Santo, Jesus Maria José, pela sagrada morte e paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelas sete espadas, de dores de Maria Santíssima.

Com o seu divino manto me cubra e encape dos meus inimigos. Eu criatura de Deus fecharei o meu corpo contra todos os perigos, naufrágios, infortúnios e adversidades de minha sorte, com Deus andarei servirei viverei e feliz serei.

Eu criatura de Deus me uno de corpo e alma ao meu redentor, Jesus Cristo perdão de meus pecados, senhor Deus, paz, a minha alma Senhor Deus, lembra-se das almas de meus pais, amigos parentes e inimigos. Senhor Deus dai-me saúde e força, valor para sofrer com paciência as fraquezas do meu próximo.

Arrancai e quebrantai de mim os mais pensamentos e fraquezas.

Lembra-te de mim lá no teu paraíso como lembra-te do bom ladrão na cruz do Calvário amém. N. B. Reze três Pais Nosso três creio em Deus Pai e ofereça ao mártir São Sebastião e à Virgem Nossa Senhora das Dores pelas cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, para aplacar a soberba, o ódio, a vingança, a inveja, o crime dos homens, guerra consumidora que assola o mundo inteiro, e fechar o teu corpo e alma contra todos os perigos e as tentações do demônio.

Virtudes Poderosíssimas.

Serão bem-aventuradas e felizes todas as pessoas, homens, mulheres e meninos que consigo trouxerem esta divina oração andando dia ou noite, estão livres dos grandes perigos, presentes e futuros, o seu corpo viverá fechado contra todos os males, e os inimigos não terão mãos nem forças para lhes ofender.

A peste e todos os bichos peçonhentos, cães danados e cobras, não lhes ofenderão.

Com a força desta oração será aplacado o furor da justiça, das injustiças dos maus homens; será aplaca a peste em qualquer lugar: (cidade, vila ou povoação) Será aplacada a ira do inimigo contra si.

Todos que trouxer esta oração consigo, estará isento de perigos, podendo tê-la em casa ou trazê-la consigo em suas viagens por terra e águas, os males afugentar-se-ão de si.

Note: quem trouxer consigo esta oração, seja em segredo (isto é) em suas viagens.

O que não acreditar nesta oração e blasfemar dela, será castigado. O seu corpo será aberto à peste e à guerra e ao inimigo, e seus amigos lhe farão traição.

Com a força desta oração, qualquer mulher estando em perigo de parto será logo aliviada.

Uma pessoa estando com uma grande dor em agonia, botando-a no pescoço será logo aliviada, ou outro incômodo será o mesmo.

Foi aprovada por vários arcebispos e bispos do Brasil e Portugal. Recomendada a todas as pessoas pelo virtuoso e digno sacerdote padre Cícero Romão Batista.

Súplica ao Senhor
Senhor, ao iniciar esta jornada, peço a Tua proteção.
Volta.Teus olhos para o caminho que ora vou trilhar, estendendo a Tua proteção sobre todos os meus passos.
Ilumina a minha estrada pois, sempre que estais comigo, sou forte e capaz de suportar as lições que me destinas.
Orienta as decisões que deverei tomar. Acompanha-me e certifica-me de que estarei indo ao encontro das minhas melhores opções.
Faz com que minha jornada tenha sucesso, Senhor.
Livra-me dos perigos, dos acidentes e de qualquer situação que me impedir de construir minha felicidade.
Governa as minhas opções e o comportamento daqueles que podem influenciar o meu destino.
Dirige a Tua luz divina para este(a) filho(a) Teu(Tua) que ora com fervor e é motivado(a) pelo Teu amor.
Que assim seja para sempre!
Prece Irlandesa
Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente em suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos.
E até que nos encontremos de novo…
Que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos.
Prece milagrosa
“Oh, Criador do mundo, Tu que dissestes: peca e receberás, embora esteja nas alturas, em Vossa Divina Glória, inclinai seus ouvidos a esta humilde criatura para satisfazer-me o desejo”.
Ouve minha prece. Oh Pai Amado, fazei que por Vossa vontade eu obtenha a graça que tanto desejo (fazer o pedido).
Deus supre agora todas minhas necessidades, segundo as suas riquezas em glória, e serei sempre grato por suas riquezas sempre ativas, presentes, imutáveis e abundantes em minha vida e que, por isso, seja feita pelo poder em nome do Vosso Adorado Filho Jesus”.
Rezar esta prece 7 vezes pela manha, juntamente com o salmo 23 e 1 Pai Nosso. Divulgue a prece no terceiro dia e agradeça quando seu pedido for atendido.

SALMO 23
O Senhor é o meu Pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos,
guia-me mansamente às águas tranqüilas;
Refrigera a minha alma,
guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome, Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam; Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda; Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias

1 Pai Nosso…



Oração ao Espírito Santo

Eu Vos adoro, ó Espírito Santo, alma de minha alma.
Iluminai-me
Guiai-me
Fortificai-me e
Consolai-me
Dizei-me o que eu devo fazer e ordenai-me para que eu o faça.
Prometo submeter-me a tudo que Vós desejeis de mim e aceitar tudo que Vós desejeis que me aconteça.
Mas fazei Senhor que eu reconheça que é a Vossa vontade que manda, amém


Oração das 13 Almas

Oh! Minhas 13 almas benditas, sabidas e entendidas, vos peço pelo amor de Deus atendam meu pedido: (que fulano (a) venha até mim, apaixonado (a), louco (a) de desejo, querendo namorar, noivar e casar e ficar comigo feliz pra sempre), pelo amor de Deus minhas 13 almas benditas e entendidas vos peço pelo sangue que Jesus derramou.
Atendam o meu pedido: (que fulano (a) venha até mim, apaixonado (a), louco (a) de desejo, o mais rápido possível); minhas 13 almas benditas, sabidas e entendidas.
Peço a vós pelas lágrimas que Jesus derramou atendam meus pedidos, pelas gotas do suor que Jesus derramou, pelo seu sagrado corpo atendam o meu pedido.
Meu senhor Jesus Cristo que a vossa proteção me cubra com os vossos braços e me guarde com o vosso coração, me proteja com vossos olhos. OH! Deus de bondade vos sois meu pai e eu sou vosso filho, vós sois meu advogado na vida e na morte.
Peço-vos que atendam meu pedido e me livreis dos males e dai-me sorte na vida, segue meus inimigos, que os olhos maus não me vejam, corte a força dos meus inimigos. Minhas 13 almas benditas se vós me fizerdes alcançar esta graça que vos peço ficarei eternamente devota de vós, Amém! Rezar 13 Pais Nossos e 13 Ave Marias.


Oração para ter seu amor de volta

Que o (fulano), pense em mim a toda a hora e me acolha de novo no seu coração.

Eu amo-te, olha para mim, recorda-te de mim, deseja-me, ama-me… pelas divinas chagas de Cristo, pelo sagrado sangue de Cristo,pelos profetas,pelos anjos, pelos arcanjos, pelos santos,pelos apóstolos,pelas virgens, pelos pobres, pelos oprimidos…por tudo o que é puro e bom!

Pelos poderes do sol, do céu, do mar, da lua, pelo raio da trovoada, pela força infinita e suprema da bela e magnífica natureza: Que ele não tenha descanso, não coma, não beba, não fale, não ria, não durma, enquanto comigo não falar e enquanto comigo não se vier encontrar.

Eu fui feita para ti meu amor! Só quero o teu bem. Lembra-te de mim, volta para mim.

Que Deus ilumine o teu espírito para o caminho do bem e da luz, que Deus amanse a tua exaltação, que Deus amoleça o teu coração e te proteja.

Não te consigo odiar, apenas te consigo amar!Pelas lágrimas que a Virgem Maria chorou por seu bendito Filho, pelo peso da santa cruz que Cristo carregou, pelas lamentações dos oprimidos, pelo sangue dos inocentes e pelo choro dos infelizes, tal como eles, assim tu te sentirás e andarás a procurar-me e a perseguir-me no meio da multidão porque a tua vida sem mim não é nada.

Se algum dia nos cruzamos foi porque Deus o quis e permitiu, nenhum obstáculo, nada nem ninguém nos vai separar, seja feita a vontade de Deus, volta meu amor!O meu destino é fazer-te feliz e ser feliz a teu lado.

Bendito seja Deus por nos ter criado.

Seja feita a sua vontade



Prece Poderosa para Prosperidadeimage

Oh! Criador do mundo, tu que dissestes peças e receberás, embora esteja nas alturas, em vossa Glória, inclinai Seus ouvidos a esta humilde criatura para satisfazer-me o desejo.

Ouve minhas prece, oh! Pai Amado, e fazei que por Vossa vontade eu obtenha a graça que tanto almejo (Pedido).

Deus supre agora todas as minhas necessidades, segundo as suas riquezas em glória, e serei sempre grata por suas riquezas sempre ativas, presentes imutáveis e abundantes em minha vida.

E que isto esteja feito pelo poder e nome do Vosso Adorado Filho Jesus. (Citai esta prece pela manhã 7 vezes, juntamente com o salmo 23 e o Pai Nosso). Mande publicar no 3º dia, agradece e observe o que acontecerá no 4º dia.



Oração Milagrosa.

"Aflita se viu Virgem Maria aos pés da cruz, aflita me vejo. Valei-me mãe de Jesus. Confio em Deus com todas as minhas forças. Por isso peço que ilumine o meu caminho concedendo-me a graça que tanto desejo. Amém.
Rezar durante 3 dias; fazer 3 pedidos sendo 2 difíceis e 1
impossível.
Oração a Santa Efigênia.
Ó gloriosa Santa Efigênia eis nos aos pés de vosso altar cheios da mais sincera confiança.
Vós que sois os amparo dos aflitos, atendei as súplicas que humildemente vos dirigimos (aqui se faz o pedido) Queremos ter uma fé viva, uma esperança firme e uma caridade ardente.
É nosso insaciável desejo estender o reino de Cristo nas almas a fim de que ele seja o único rei de nossos corações.
Convertei os pecadores endurecidos; salvai os que estão nas trevas do pecado; dai-nos a pureza de vida e socorrei-nos em nossas necessidades… Se for da vontade Divina dai-nos há graça que hora humildemente suplicamos.
Assim seja.
Oração a N.Sra. Desatadora de Nós.
Virgem Maria, Mãe do belo amor, Mãe que jamais deixa de vir em socorro a um filho aflito, Mãe cujas mãos não param nunca de servir seus amados filhos, pois são movidas pelo amor divino e a imensa misericórdia que existe em teu coração, volta o teu olhar compassivo sobre mim e vê o emaranhado de nós que há em minha vida.
Tu bem conheces o meu desespero, a minha dor e o quanto estou amarrado (a) por causa desses Nós.
Maria, Mãe que Deus encarregou de Desatar os Nós da vida dos seus filhos, confio hoje à fita da minha vida em tuas mãos. Ninguém, nem mesmo o maligno poderá tirá-la do teu precioso amparo.
Em tuas mãos não há Nó que não poderá ser desfeito. Mãe poderosa, por tua graça e teu poder intercessor junto a Teu Filho e meu Libertador, Jesus, recebe hoje em tuas mãos este Nó… (diga a Mãe qual é o Nó que esta amarrando a sua vida).
Peço-te desatá-lo para a glória de Deus, e por todo o sempre. Vós sois a minha esperança.
Ó Senhora minha, sois a minha única consolação dada por Deus, à fortaleza das minhas débeis forças, a riqueza das minhas misérias, a liberdade, com Cristo, das minhas cadeias. Ouve minha súplica.
Guarda-me, guia-me, protege-me, ó seguro refúgio! “MARIA, DESATADORA DOS NÓS, RODA POR MIM” •.
"MARIA, NOSSA MÃE, DESATA OS NÓS QUE IMPEDEM DE NOS UNIRMOS A DEUS”.
Oração a Santa Edwiges
Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o Socorro dos Endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente preciso: (fazer o pedido). Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna.
Santa Edwiges, rogai por nós. Amém.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o Sinal da Cruz.
Oração para purificar o ambiente
Muito Obrigado Deus, por este local sagrado de trabalho. Deus ilumine, oriente e proteja a todos aqueles que aqui entrem.

Muito Obrigado Deus, pela sua segurança a cada centímetro da área desta empresa ou casa abençoada. Deus se manifesta purificando
em definitivo.

Muito Obrigado Deus. Aqueles que vierem com maus pensamentos ao cruzarem esta porta abençoada, que Deus Pai Todo Poderoso purifique suas mentes tornando-os nossos melhores amigos.

Muito Obrigada Deus. Zele e proteja este local sagrado de trabalho, fazendo que os meus colegas, parentes, amigos, fornecedores e clientes, tenham satisfação de estar conosco e partilhar nossa amizade.

Muito Obrigado. Amém!


Oração ao Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou à piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém.


Prece de Cáritas

Deus Nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai forças aqueles que passam pela provação, dai luz aqueles que procuram à verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus!…Dai ao viajor a estrela guia ao aflito a consolação, ao doente o repouso. l

Pai!…Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai•.

Senhor!…Que a Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. Piedade,

Senhor para aqueles que não vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem.

Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores, derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé!

Deus!… Um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber nas fontes águas dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

Um só coração, um só pensamento, subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos.
Oh, bondade, oh beleza, oh perfeição! E, queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia.

Deus!…Dai-nos a força de ajudarmos o progresso, a fim de subirmos até Vós.

Dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão. Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se deve refletir a Vossa Santa e Bendita imagem.

Assim Seja!



Oração Salvando o dia ao levantar

Deus te salve luz do dia, luz de santa Maria, iluminai meu espírito, meus guias, para que eu seja guiado em meu caminho, em meus negócios, e por esta luz sagrada seja todo iluminado e desviadas todas as trevas que no meu caminho estiverem.

Salve luz bendita da Virgem Maria!

Salve meus protetores!

Salve meus caboclos de Umbanda!
Oração ao levantar
"Na paz de Jesus com grande alegria eu abro os meus olhos à luz deste dia."
Que o Senhor me permita ter este dia completo na companhia dos meus seres queridos.
Sejam às 24 horas livres de dificuldades e de sofrimentos com a proteção das forças positivas do Universo. Rogamos a Santíssima Trindade que nos livre das tentações, dos maus conselhos, dos maus caminhos e da maldade de nossos desafetos visíveis e invisíveis, próximos ou distantes.

Que as defesas de nossa fé e confiança em Deus e na proteção dos Santos Anjos da Guarda, Espíritos Familiares e Protetores formem uma barreira contra todo o mal que se organize para prejudicar-nos.
Amémimage



Oração de São Jorge

Jesus adiante, paz e guia, encomendo-me a Deus e a Virgem Maria, minha mãe, doze apóstolos, meus irmãos, andarei este dia e noite, eu e meu corpo, cercado e circulado pelas armas de São Jorge.

O meu corpo não será preso nem ferido, nem meu sangue derramado, andarei tão livre como andou Jesus Cristo nove meses no ventre da Virgem Maria.

Meus inimigos terão olhos e não me verão, terão pés e não me alcançarão, terão boca e não me falarão, terão mãos e não me ofenderão.


Oração da Criança

Jesus, hoje quero pedir-lhe uma porção de coisas, porque eu sei que Você sempre escuta a oração dos pequeninos. Veja Jesus, eu ainda sou uma criança, mas faça que eu cresça e seja gente de verdade, como papai e mamãe.

Que eles sejam muito felizes; que eu os ame sempre; seja um filho obediente, e um dia, grande e bom como eles. Proteja meus professores, pois me ensinam tantas coisas bonitas.

E eles me falaram que um dia você disse: “Deixai vir a mim os pequeninos”. Então, Jesus, acolha nos seus braços a mim, todos meus coleguinhas e as crianças e as crianças do mundo inteiro.

Que todas nós sejamos alegres e felizes, e amanhã possamos fazer alguma coisa para aqueles que hoje fazem tanto por nós. Jesus eu lhe peço: “Fique sempre conosco e abençoe hoje e sempre todas as crianças”.


Invocação aos Anjos de Cura

Salve Anjos da Arte de Curar!
Vinde em nosso auxílio,
derramai vossa vida e saúde
sobre as pessoas cujos nomes serão lidos (ou falados) ————————————————

Que cada célula se encha de novo de força vital,
que o sentir atormentado se acalme dando repouso aos nervos.
Que uma onda crescente de vida invada todos os veículos da consciência, para que vosso poder de cura restabeleça a alma e o corpo.
Deixai junto aos enfermos um Anjo que vele, conforte e proteja até que volte a saúde nas condições em que é feita a vontade de Deus nosso Pai!
Que o Poder do Senhor mantenha longe todo o mal, acelere a volta da força material e espiritual!

Salve Anjos da Arte de Curar!
Vinde em nosso auxílio,
afastai de nós vibrações negativas,
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Responsório de Santo Antonio
Se milagres desejais
Recorrei a Santo Antonio
Vereis fugir o demônio
E as tentações infernais.
Recupera-se o perdido
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido
Todos os males humanos
Se moderam se retiram
Digam-no aqueles que o viram
E digam-no os paduanos
Recupera-se o perdido……..
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
Recupera-se o perdido…….
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Recupera-se o perdido………..
Rogai por nós bem aventurado Santo Antonio
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oração a Nossa Senhora das Graças
Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha.
Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, e a graça.
Oração à Santa Rita de Cássia
Ó Poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis, advogada nos casos desesperados, socorro na última hora, refúgio nos momentos da dor que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração.
Dizei-me ó cara Santa Rita: não me quereis ajudar e consolar? Quereis afastar o vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão provado pela dor?
Também vós sabeis o que é martírio do coração. Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramaste, ah! Vinde em meu auxílio.
Falai, rezai, intercedei por mim que não ouso fazê-lo junto ao coração de Deus Pai de Misericórdia e fonte de toda a consolação.

Alcançai a graça que desejo por que quero alcançá-la, sendo-me ela tão necessária. Apresentada por vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida.
Dizei-me ao Senhor que desta graça servirme-ei para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e proclamar na terra e no céu a misericórdia divina. Assim Seja.
Reza-se Pai Nosso Ave Maria e Glória ao Pai.


Oração ao Divino Espírito Santo

"Vinde Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. O Verbo Divino se fez carne e veio habitar entre nós. Cordeiro de deus que tirais o pecado do mundo dai-nos a paz".
Espírito Santo, Vós que me esclareceis em tudo, Vós que iluminais todos os caminhos para que eu atinja meu ideal,
Vós que me dais o dom divino de perdoar e esquecer o mal que me fazem, quero, neste curto diálogo, vos agradecer por tudo e confirmar mais uma vez que jamais quero separar-me de Vós, por maiores que sejam as tentações materiais.
Pelo contrário, quero tudo fazer em prol da humanidade para que possa merecer a glória perpétua na vossa companhia e na companhia de meus irmãos.
Ó Divino Espírito Santo iluminai-me! Amém! Rezar Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai e fazer o Sinal da Cruz.
Oração a Nossa Senhora Aparecida
Ó Incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos Pecadores, Refúgio e Consolação dos Aflitos, livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Santíssimo Filho, meu Redentor e Querido Jesus Cristo.

Virgem bendita dê a proteção a mim e a minha família das doenças, da fome, assalto, raios e outros perigos que possam nos atingir. Soberana Senhora, dirige-nos em todos os negócios Espirituais e Temporais.

Livrai-nos das tentações do demônio para que trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e o preciosíssimo sangue de Vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar de eterna glória, por todos os séculos. Amém!


Oração a Nossa Senhora de Fátima

Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima, vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que pode mos alcançar rezando o Santo Rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (peça agora a graça pretendida).

"Ó Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, especialmente as que mais precisarem”.

Maria Santíssima volvei vossos olhos misericordiosos para este mundo tão necessitado de Paz, de Saúde e Justiça. Vinde em nosso auxílio, Mãe dos aflitos, e socorrei-nos com Vosso amor e piedade.
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós. Amém. Rezar Pai Nosso Ave Maria e Glória ao Pai.


Salve Rainha

Salve Rainha mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, Salve!
A Vós bradamos os degredados filhos de Eva. A Vós suspiramos gemendo e chorando nesse vale de lágrimas.

Eia, pois, advogada nossa, esses Vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro mostrai-nos Jesus, bendito fruto do Vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria!

Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
Oração a Santa Luzia
Ó Santa Luzia, Virgem e Mártir, que tanto Glorificastes ao Senhor, preferindo sacrificar a vida a lhe ser infiel, vinde em nosso auxílio, e, pelo amor deste mesmo Senhor amantíssimo, livrai-nos de toda enfermidade dos Olhos e do perigo de perdê-los.
Possamos por Vossa poderosa intercessão passar a vida na paz do Senhor e chegar a vê-lo com nossos olhos transfigurados, no eterno esplendor da pátria do céu. Amém. Santa Luzia, rogai por nós.
Oração esotérica para Curas
Creio nas forças positivas do universo e no amor de Deus por suas criaturas. Creio na Energia contida em todos os reinos da natureza que por minha fé poderei sintetizar em meu corpo físico.
Creio na integração harmoniosa do meu ser a esse conjunto que é uma parte da Divindade.
Creio na participação da vontade de Deus para que eu cumpra com êxito as predestinações que me estão reservadas, mas sei que o Senhor me libertará de todos os males que eu não mereço, com a colaboração dos médicos da matéria e da espiritualidade, sob o comando de Jesus. Amém.


Oração antes de deitar

“Deus me guarde e os protetores por esta noite”.
Que meu corpo não seja preso e nem meu espírito perdido na imensidão do infinito, nem meu sangue derramado na mão dos meus inimigos.
“Meu responsável protetor e Anjo de Guarda zelem por mim e a todos que me rodeiam, que não seja atingido por magia de qualquer espécie e natureza”.

(Fazer o Sinal da Cruz, por um copo com água na cabeceira da cama; pela manhã, ao levantar jogar esta água na rua.).


Outra oração antes de deitar

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Perdoa Senhor o que de minhas faltas pode ser perdoado, e por Tua misericórdia consente que os espíritos de luz me assistam esta noite, defendendo-me dos assédios e dos ataques malignos na forma de pesadelos a que esteja sujeito.
E assim as trevas da noite não me causarão temor, ainda que o meu espírito tenha de visitar moradas sombrias e pessoas desconhecidas, porque Deus é amor e o amor é luz, e se a minha alma estiver nela envolta todo o mal se afastará de minha presença. Amém.



Oração a Oxalá

Salve Oxalá, força divina do amor, exemplo vivo de abnegação e carinho!

Nós vos rogamos ó bondoso Mestre, a Vossa proteção para que, possamos sentir em nossos corações, cada vez mais viva, e chama do nosso amor por Deus e por todas as suas criaturas.

Derramai Vossa benção por sobre todos nós e especialmente por sobre aqueles que se encontram recolhidos às casas de saúde, manicômios e penitenciárias, por sobre todos os que nascem neste momento e, ainda, muito especialmente pelos que desencarnaram e se dirigem já em espírito, ao mundo invisível, para o ajuste de contas.

Proteção ó Pai Oxalá!…Força e proteção para todos os que palmilham o caminho do bem, e misericórdia para os que vivem no mal e para o mal, esquecidos de si próprios.
Assim Seja!


Pedido de Proteção

Pai, Vós que permitis seja eu instrumento da Vossa fé, ajudai-me para que eu possa cumprir fiel e religiosamente com os sagrados desígnios que me forem confiados.

Ajudai-me a vencer as tentações da matéria e sempre que necessária seja a caridade, usai de mim que fortalecido pelos Vossos fluídos, estarei pronto para em Vosso nome distribuir a caridade aquele que dela necessite.

Em vosso nome semearei o bem, dando o conforto espiritual, fruto de Vosso amor pelos homens.

Pai permita que eu sempre tenha forças para difundir a trilogia que vive em Vós: Verdade, Justiça e Amor.

Amparei a todos que se abrigam sobre este pálio sagrado, espargindo por toda a humanidade, centelhas de compreensão, para que um dia também façam parte deste grupo que em Vosso nome distribui a caridade e canta as verdades de evangelho.

Somos todos os irmãos; fazei-vos, pois, cada vez mais, instrumentos da Vossa fé.

Assim Seja!


Oração para toda a Humanidade

Nós te rogamos ó grande luz que irradia em toda parte, dona e construtora de tudo que existe em todos os mundos, neste momento te imploramos a paz e harmonia, pela grande família humana, principalmente a nossa Pátria, que tudo seja harmonioso como harmoniosos são os teus feitos, que é esta natureza infinita, indefinida pelos homens.
Dai-nos a tua paz, para que não seja lavada esta terra com sangue de maus irmãos.

Basta o sangue de teu inocente filho Jesus, que derramou para nos ensinar a te amar.
Louvado seja o teu grande reino!

Louvado seja a tua sabedoria!

Louvado seja o teu Santo nome. Amém!


Pai Nosso da Umbanda

Pai Nosso que estais nos céus, nos mares, nas matas e em todos os mundos habitados; santificado seja o Teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos.

Que o teu reino, reino do bem, do amor e da fraternidade, nos una a todos e a tudo que criastes, em torno da Sagrada Cruz, aos pés do Divino Salvador e Redentor. Que a Tua vontade nos conduza sempre para o culto do amor e da caridade.
Dai-nos hoje e sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes. Dai-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual.

Perdoa se merecemos as nossas faltas e dê o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendam. Não nos deixei sucumbir ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria.

Enviai Pai, um raio da Tua Divina complacência, luz e misericórdia para os teus filhos, pecadores que aqui labutam pelo bem da humanidade.
Salve a Umbanda .


Proteção do Arcanjo Miguel

Ó Deus, que entre todos os anjos
Escolhestes Miguel para comandar vosso exército,
Chamando-o de semelhante a Deus.

Trazei a mim a força e a proteção de Miguel,
Para derrotar meus opositores,
Para me dar a vitória,
Para guardar meus passos.

Arcanjo guerreiro, luta comigo!
Arcanjo guerreiro, trabalha comigo!
Arcanjo guerreiro, afasta de mim o mal!


Ao Anjo da Guarda

Meu companheiro fiel,
A quem Deus confiou minha guarda,
Protetor e defensor meu,
Muitas graças vos dou
Por me haverdes livrado de tantos perigos.

Guiai-me, preservai-me de todo erro e de toda desgraça.
Apresentai à divina majestade minhas orações e obras,
Meus trabalhos e minhas aflições
E fazei com que eu siga buscando
A perfeição que me está destinada.
Proteção de Jesus
Querido Pai, que enviastes vosso filho Jesus,
Para nos ensinar a amor e o perdão.

Colocai sobre mim, agora, a infinita proteção do nome de Jesus Cristo:
Jesus me guarda,
Jesus me ampara,
Jesus ma guia,
Jesus me defende,
Jesus me salva,
Jesus me protege,
Jesus me eleva.

Com Jesus tenho paz, verdade, justiça e fé. Assim seja.
Oração a Frei Fabiano de Cristo


(Para obter a cura de moléstia grave, própria ou de outra pessoa e vencer dificuldades).

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

"Bem aventurados os que se humilham porque serão exaltados", são palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e de cuja verdade deu testemunho vossa vida, Frei Fabiano de Cristo.

Toda vossa existência foi modelo de humildade, de resignação e de caridade, a serviço dos pobres, dos humildes, dos doentes e dos necessitados de amparo e consolo espiritual.

Servindo aos semelhantes fostes um fiel servidor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos deu o merecido prêmio às vossas virtudes.
De vossa humilde condição, Deus vos elevou à glória da santidade em sua côrte celeste. “Bem aventurados os que se humilham porque serão exaltados”.
Fostes exaltado, Frei Fabiano. Mas em vossa gloriosa santidade continuais a exercer a caridade, consolando os aflitos, curando os enfermos.

Confiante em vossos merecimentos, eu, humildemente recorro a vós, implorando vossa assistência.

Senhor Deus, Rei do Céu e da Terra, eu, pecador, arrependido dos meus pecados, venho implorar-vos que pelos méritos de Frei Fabiano de Cristo, me seja concedida a graça de (fazer o pedido que se tem em mente).

Também dissestes Senhor: “Pedi e recebereis”. Aqui estou aos vossos pés, recorrendo a Frei Fabiano de Cristo seja meu advogado perante vossa Justiça e vossa Misericórdia.

Pelos méritos de Frei Fabiano de Cristo, tenho fé em que não me negareis a graça que vos suplico. Assim Seja.

Frei Fabiano de Cristo rogai por nós.
Frei Fabiano de Cristo, rogai por nós.
Frei Fabiano de Cristo, rogai pior nós.
(Rezar um Credo, um Pai Nosso e uma Ave-Maria).


Oração para curar cobreiro

Antes de iniciar a oração, deve-se ter a mão uma faca de boa qualidade de cabo preto. Enquanto se diz a oração vai-se passando a faca sobre o local onde se encontra o “cobreiro” em forma de cruz.

"Eu te corto coxo, coxão, sapo, sapão, cobra, cobrão, lagarto, lagartão e todo bicho de má nação para que não cresças, nem dobre o rabo com a cabeça.
Santa Iria três filhas tinha: uma se assava, a outra se cozia e a outra pela água ia. •.
Perguntou Nossa Senhora, que lhe faria?
Que lhe cuspisse e assoprasse que sararia”. •.
(Cospe-se e assopra-se, ainda que simbolicamente)
1 Pai Nosso e 1 Ave Maria.


PODEROSA ORAÇÃO PARA SER DITA QUANDO AVISTAR UM INIMIGO

Sossega leão,
Com as três palavras de Abraão,
Em cima deste frio chão,
Tudo que eu pedir a Jesus venha em minhas mãos,
Jesus Cristo é meu pai e a Virgem Maria é minha mãe.


ORAÇÃO PARA SER PROFERIDA AO SAIR DE CASA, PARA LIVRAR DE LADRÃO E OUTROS MALES.

São Bento, água benta,
Jesus Cristo em cima do Altar,
Que todos os meus inimigos saiam do caminho para eu passar.image

 

Bolonan (Bolonã)- Bolar com Orixá ou Santo.

Bolonan ou Bolar, é a uma das primeiras manifestações de um Orixá ou Òrìsà em pessoa, podendo acontecer geralmente de forma bruta e sem qualquer tipo de previsão ou apontamento para o fato.

Normalmente é um fato (Bolar com santo ou orixá) que acontece durante uma festa de Orixá, não se restringindo a só a acontecer nas casa de santo, podendo a acontecer a qualquer lugar, a qualquer momento na vida de uma pessoa.

Às vezes é comum ao se cantar para um determinado Orixá; a pessoa é vítima de tremores e sobressaltos, caindo no chão inconsciente aparentemente desmaiada.

Este momento é visto como um apelo ou um pedido do Orixá à iniciação. Bolar vem de embolar, e é uma formar alterada do yorubá Bólóna (Bó, cair + lóna(n), no caminho).

Se eu Bolar com Santo (Orixá) tenho que raspar?

Bolonan ou Bolar com Orixá ou santo



Isso irá depender do Orixá juntamente com o pai de santo (babalorixá ou Yalorixá) que irão decidir junto a um jogo de búzios ou outro método adivinhatório. No Candomblé é comum o Jogo de búzios “Meridilogun”

Nesses casos, a dirigente a cobre com um pano branco (se estiver presente algum sacerdote)e ela é carregada para o interior da Casa. Lá é desvirada (acordada ou despertada) e comunicada do acontecimento. 

Se desejar, já permanecerá para a iniciação já para os prepramentos de uma feitura de orixá ou feitura da cabeça. 

Na maioria das vezes, volta para casa, ficando o assunto para ser decidido mais tarde. 

Se permanecer no terreiro, será na qualidade de Abíyán, uma aspirante (recém introduzida dentro do culto ou aquele que não iniciado como Elegun “feito de Orixá”). 

Dará um Bori, e terá um colar de contas de seu Orixà e de Oxalá.

Mão de Vumbe

Mão de Vumbe ou Mão de Nvumbe ou tirar mão de Vumbi, Maku Nvumbi, significa fazer a cerimónia para tirar a mão do falecido, e é realizada um ano após o Ntambi (a cerimónia fúnebre).

Esta cerimónia é necessária e apenas realizada nas pessoas que foram iniciadas pela pessoa que morreu, ou seja, na prática é tirar a mão do morto. É importante notar que não se aplica portanto a simples frequentadores, ou Abiãs da casa.

Quando uma pessoa é iniciada por um pai ou mãe-de-santo, passa a ter um vínculo espiritual, a mão da pessoa em sua cabeça, a mão que transmitiu o axé.

Assim, quando o pai ou mãe - de - santo morre é necessário tirar a mão do morto, essa cerimônia é feita por outro pai ou mãe - de - santo escolhido pela pessoa.

A realização desta cerimônia é importante pois permite que o iniciado possa assumir em pleno e dar continuidade à sua evolução em uma outra casa de santo.

A palavra Vumbe é usada no Candomblé Bantu de nações Angola e Congo, o significado é o mesmo que tirar a mão do Egum usada no Candomblé Ketu.

Morte do Pai-de-Santo: implicações e dificuldades para a
continuidade dos terreiros de candomblé
"A morte é, sem dúvida, para todos os grupos e para todas as sociedades, um evento desestruturante. Não só pela perda das pessoas queridas mas também porque deixa vago, na estrutura familiar, social, grupal etc., um espaço nem sempre preenchível, principalmente em termos da relação particular do indivíduo que morre com os outros. Ainda que seu "lugar" venha a ser ocupado por algum "substituto", o conteúdo das relações nem sempre - ou quase nunca - pode permanecer inalterado. Para o candomblé, a morte pode ser bastante mais complexa, especialmente quando se trata da morte de um chefe de terreiro . As várias mortes de pais-de-santo ocorridas recentemente e levantam algumas questões sobre esta problemática que devem ser discutidas e eu gostaria de dar um primeiro impulso a esta discussão.
O primeiro problema diz respeito às questões rituais. No candomblé acredita-se que o morto, quando ainda recentemente falecido, pode causar perturbações aos vivos, seja porque se sente ainda ligado aos que amou, seja porque deseja ser ajudado a desvencilhar-se dos vínculos com o mundo material. Há também a questão de que o orixá que foi assentado na cabeça do iniciado falecido (e em representações materiais), deve ser “libertado” para que possa retornar à “energia natural” da qual, na forma de um orixá particular, era apenas um avatar, uma “qualidade”, uma fração. Por este motivo é realizado o ritual denominado axexê, ou cirrum, que visa “despachar o egun”, isto é, libertar os espírito das relações com o mundo dos vivos e “encaminhá-lo” ao mundo dos mortos, livrando também o orixá.
A maioria dos adeptos do candomblé não sabe explicar, contudo, o que seja este “mundo dos mortos”. Muitos dizem mesmo que depois da morte não existe nada. “Morreu, morreu. Acabou”. Este desconhecimento, e também um certo “desinteresse” pelo que se passaria no pós-morte leva o povo-de-santo a pelo menos duas diferentes atitudes:

1 - A morte e o morto são entregues à religião hegemônica, no caso o catolicismo, que se encarrega de ritualizá-la através do enterro católico, orações, missa de sétimo dia etc. Quando se trata de um iaô, os assentamentos costumam ser simplesmente “despachados” (geralmente jogados num rio ou num cemitério) com cerimônias menores;
2 - É realizado o axexê, a cerimônia funeral do candomblé, dedicada em geral apenas aos ebomis que têm filhos-de-santo. Neste caso o ritual se torna imprescindível e é exigido tanto pelas famílias-de-santo quanto pela comunidade do povo-de-santo em geral. Estabelece-se assim uma diferenciação das pessoas também diante da morte causando um certo estranhamento o fato de iniciados não-ebomis não necessitarem do axexê para libertarem seus orixás e seus vínculos com a família-de-santo. Mas existem razões para que as coisas se passem assim.

A realização do axexê, uma grande e trabalhosa cerimônia, tem sido reservada apenas para chefes de terreiro não só pela grande quantidade de vínculos (com seu pai-de-santo, seus irmãos-de-santo, filhos-de-santo, netos-de-santo, sua família carnal etc.) que estes mantêm mas também pelos grandes obstáculos que devem ser vencidos antes de sua efetuação. Um deles é a falta de sacerdotes com conhecimento suficiente para realizar o axexê. Sendo uma religião mágica, o processo ritual, os detalhes, as “fórmulas” mágicas são sempre motivo de extremado cuidado, medo e desconfiança. Qualquer mínimo erro, descuido ou engano pode ser a fonte de grandes desgostos e problemas. Principalmente quando se lida com o absoluto desconhecido que é a morte.
Assim, poucos são os sacerdotes que se “arriscam” a realizar o axexê, preferindo entregá-lo aos mais antigos sacerdotes ( QUE EU ACHO CERTO ), mesmo pagando um alto preço por seus serviços religiosos. Como a realização desta cerimônia tem se revelado bastante lucrativa, aqueles que a conhecem profundamente têm evitado ensiná-las até mesmo aos seus próprios filhos-de-santo mantendo, desse modo, o “monopólio” do conhecimento religioso. Os especialistas em axexê, cobram em média 1000 dólares para realizá-lo. E não é fácil, para os grupos de filhos dos terreiros, conseguir este dinheiro e até mesmo superar questões como “quem vai realizar o axexê, de que modo, quando, por quanto etc.”, pois a morte do chefe de um terreiro gera situações gravemente desestruturantes.
Estas situações chegam mesmo a colocar em risco a continuidade da casa-de-santo, pois surgem muitas dúvidas: quem seria o sacerdote mais indicado para realizar o axexê? Quem será o novo ou nova chefe do terreiro? A casa continuará e o indivíduo permanecerá nela, ou fechará (o que é mais comum) e o filho de santo precisará ser adotado por outra casa, devendo, neste caso, reestruturar toda sua vida religiosa?. Caso a casa seja extinta, quem adotará os filhos-de-santo do morto, cuidando de seus orixás? Muita gente, especialmente ogãs e ekedes, fica sem rumo, sem saber o que fazer de sua vida religiosa:
. Agora que ele morreu, o que é que eu faço? Pra que terreiro eu vou? Vou como ekede? Mas de quem? Mas não foi ela que me suspendeu!

Além do axexê, que rompe os laços do homem com o orixá e com o mundo dos vivos é preciso ainda que o filho-de-santo rompa seu laço individual com o morto, através da cerimônia de “tirar a mão de vume”, que consiste em apagar a marca do pai-de-santo na cabeça do filho, impondo-lhe outra, nova, de um novo pai ou mãe-de-santo. Mas antes de qualquer outra coisa é preciso realizar o axexê do pai-de-santo, sem o qual todos os outros procedimentos ficam impedidos. Para tanto, é preciso que haja, imediatamente após a morte do chefe da casa, a cotização da família-de-santo para financiar a cerimônia do axexê. Sendo uma soma tão alta (especialmente para o povo-de-santo, formado por gente pobre em sua maior parte), essa cotização pode desestruturar a vida financeira dos filhos, que precisam contribuir para que se consiga pagar o sacerdote que realizará a cerimônia e para a compra do material necessário, também bastante caro, quase outros mil dólares. Muitas vezes os filhos-de-santo recorrem a estranhos, clientes do pai-de-santo, vendem móveis, objetos e outras coisas do terreiro, pedem às lojas de artigos religiosos onde o pai-de-santo comprava material para sua casa que forneçam pelo menos parte do material, fazem listas, rifas etc. Tudo isto tem que ser feito em prazo muito curto e nem sempre é possível realizar o axexê no devido tempo. E os “especialistas” não costumam baixar seus preços. Na melhor das hipóteses podem parcelar em duas vezes seus honorários. Muitas vezes nem mesmo permitem que os interessados comprem o material do ritual (encarregando-se eles próprios disto), temendo que o fornecimento da lista seja um primeiro passo para a quebra do “segredo”.
Vê-se que um problema gera outro. A falta de sacerdotes que conheçam o ritual (poucas vezes ensinados, sejamos justos) cria um monopólio de “conhecedores” bastante restrito que, por sua vez põem um preço altíssimo em seus serviços, criando dificuldades econômicas que poucas vezes podem ser superadas a contento pelos filhos-de-santo. Com isso, realizam-se cada vez menos axexês e tais especialistas correm o risco de, a médio prazo, verem seus serviços se tornarem desnecessários com a extinção desse rito no candomblé, o que parece já estar acontecendo. Talvez estes “conhecedores”, “especialistas”, não tenham quem “bata ” seu próprio axexê por falta de quem possa fazê-lo.
Suponhamos, para continuar nosso assunto, que o terreiro consiga passar pelas dificuldades do axexê. Que consiga realizá-lo . Surge então um outro problema: a sucessão da chefia da casa de candomblé. As sucessões são geralmente bastante conflituosas, pois teoricamente vários são os candidatos a ela, mais ainda se a casa tem muitos ebomis. Na maioria das vezes existem ainda os descendentes carnais também iniciados que se julgam herdeiros preferenciais. Como a resolução passa pela consulta ao oráculo dos búzios e esta só pode ser feita depois de realizado o axexê, arma-se uma rede de problemas pois o tempo passa, os conflitos se definem em facções, acirram-se e muita gente abandona o terreiro ou briga ferozmente por sua continuidade que passa a ser, então, muito questionada em função dos conflitos gerados pela morte do líder da casa. Intromissões de gente de outros terreiros, ligada por vínculos do parentesco religioso também é bastante comum.
Existe ainda a questão legal. Muitos pais e mães-de-santo paulistas, para usá-los como exemplo, são pessoas solteiras e sem filhos, portanto sem herdeiros diretos. Com a morte, seus bens (inclusive o terreno e o prédio onde se instala o terreiro, se este é de sua propriedade) entram no inventário obrigatório para que seja efetuada a partilha de bens entre os herdeiros legais como o pai, a mãe, irmãos, sobrinhos etc. Como os chefes de terreiro costumam manter a propriedade em seu nome (apesar de manterem os registros dos terreiros como sociedades civis), mais um problema se põe para a continuidade do terreiro. Porque geralmente os familiares que não fazem parte do candomblé desejam vender o imóvel, dando fim, desse modo, ao terreiro. É praticamente impossível ultrapassar este obstáculo.
Penso que o crescimento do candomblé obriga a pensar mais detidamente tais questões. Os sacerdotes que conhecem o axexê não poderiam (ou deveriam) pensar em ensiná-lo a seus filhos e outros interessados? Não poderiam diminuir sua ganância cobrando menos ou então de acordo com as reais possibilidades de custeio dos filhos de uma casa? Os chefes de terreiro não poderiam indicar em vida seus possíveis sucessores? Não poderiam registrar o imóvel de uso religioso como bem da Associação, a fim de retirá-lo do alcance de herdeiros não envolvidos com a religião, garantindo dessa forma, minimamente, a continuidade de algo por que tanto lutou e viveu? Apresento ainda mais uma questão: qual o papel das Federações de candomblé nestes momentos, cruciais para os terreiros? Elas não poderiam minorar os problemas se mantivessem sacerdotes conhecedores do rito do axexê dispostos a realizar estas cerimônias, se não gratuitamente, pelo menos por preços mais acessíveis? Para que servem estas Federações? Qual seu papel junto ao candomblé e aos candomblés. De que modo aplicam os recursos que têm?

Axexê
Ritual de Axexe candomblé.

Axexê cerimônia realizada após o ritual fúnebre (enterro) de uma pessoa iniciada no candomblé.Tudo começa com a morte do iniciado, chamado de ultima obrigação, este ritual é especial, particular e complexo, pois possibilita a desfazer o que tinha sido feito na feitura de santo, é bem semelhante com o processo iniciático chamado de sacralização, só que agora este procedimento é uma inversão chamada de dessacralização, no sentido de liberação do Orixá protetor do corpo da pessoa.

Com uma navalha o Babalorixá ou yalorixá raspa o topo do crânio do falecido e retira o Oxu, juntamente com todos os pós colocado na sua iniciação, em seguida quebra-se um ovo, oferece um obi Obi ritual, pintando-o com efun, wáji, e ossun, coloca-se um novo oxu, um pombo é sacrificado, o sangue que escorre é recolhido num pedaço de algodão, parte dos objetos é enrolado no pano branco e colocado na sepultura, e outra é levado para dar inicio ao ritual do Axexe propriamente dito.

Junta-se todos seus pertences pessoais utilizados em sacrifícios e obrigações, como roupas, colares, nem sempre os assentamentos dos orixas são desfeitos, se faz uma consulta oracular (jogo de búzio) “merindilogun" para se saber do destino dos objetos separados, se ficam com alguém. Em caso positivo, o objeto ou objetos em questão é lavado com água sagrada e entregue aos herdeiros revelado(s) no oráculo, e em caso negativo, o objeto é separado para junto com os demais e, após serem os colares rompidos juntamente com o kelê, as roupas rasgadas e os assentamentos quebrados, são colocados em uma trouxa que será entregue em um local também indicado pelo oráculo. Normalmente, a trouxa, chamada de Carrego de Egum, é acompanhada de um animal sacrificado, indo de uma única ave a um quadrúpede acompanhado de várias aves, dependendo do grau iniciático do morto. E ainda, se o falecido era um iniciado de pouco tempo, basta um lençol branco para embalar o carrego, se tratar de alguém mais graduado, o carrego é colocado em um grande balaio, o qual é depois embalado no lençol.

O processo de preparação e entrega, ou despacho do Carrego de Egum é a cerimônia fúnebre mínima que se dedica a qualquer iniciado no candomblé quando morre. As variações surgem, como foi já colocado, dependendo do grau iniciático ao qual pertencia o morto mas também da Nação em que fora iniciado.

Se o morto era uma pessoa graduada na religião é que mereceria um Axexê. O Axexê nesses casos antecede ao Carrego de Egum e consiste em uma, três ou seis noites de cânticos e danças na qual se celebra a partida do iniciado para o outro mundo, rememorando o nome de outros iniciados já falecidos e, enfim, os eguns em geral.

Canta-se também a certa altura para os orixás, menos para Xangô, para os quais se canta no depois da entrega do carrego no ritual do arremate. Todos os participantes devem vestir branco, a cor do nascimento e da morte no candomblé, as mulheres devem estar com a cabeça e o pescoço cobertos e os homens com os pulsos envoltos na palha da costa.

Obedecem-se vários preceitos rígidos de comportamento dentro do terreiro durante todo o processo, para evitar melindrar o espírito que está sendo respeitosamente despedido.

Depois do carrego despachado, canta-se o arremate no dia seguinte à tarde, antes do pôr-do-sol, as mesmas cantigas do Axexê são ainda entoadas e no final são louvados os orixás, e empreende-se uma limpeza ritual do terreiro, com a participação eventual dos orixás que porventura tenha se manifestado em seus elegun.

Ao longo do Axexê mesmo somente orixás mais ligados à morte como Oyá-Iansã, Obaluaiyê, Nanã e Ogum, etc. costumam se manifestar. No caso em que o morto era um pai ou mãe de santo cujo terreiro permanecerá ainda aberto, deverá ficar fechado ao público durante um ano ou mais conforme determinação do jogo, mas as cerimônias internas continuam, costuma-se repetir o ritual de um, três, seis meses, e um, três, sete anos depois do Axexê inicial.

O Axexê também é conhecido pelos nomes de sirrum e zerim, nomes em Língua Fon significando os instrumentos que são percutidos em substituição aos atabaques.

O sirrum é uma metade de cabaça emborcada em um alguidá onde se encontra uma mescla de substâncias líquidas abô e o zerim é um pote com certas substâncias dentro que é percutido com um abano (leque de palha) dobrado em dois.

Quando se trata de uma pessoa especialmente antiga e poderosa na religião, o Axexê é tocado com atabaques mesmo, com os couros ligeiramente afrouxados para serem depois também despachados no carrego. Em alguns terreiros da Nação Ketu também se usa tocar Axexê com três cabaças: duas inteiras e uma com a ponta cortada.

"A

      morte é, sem dúvida, para todos os grupos e para todas as sociedades, um evento desestruturante. Não só pela perda das pessoas queridas mas também porque deixa vago, na estrutura familiar, social, grupal etc., um espaço nem sempre preenchível, principalmente em termos da relação particular do indivíduo que morre com os outros. Ainda que seu “lugar” venha a ser ocupado por algum “substituto”, o conteúdo das relações nem sempre - ou quase nunca - pode permanecer inalterado. Para o candomblé, a morte pode ser bastante mais complexa, especialmente quando se trata da morte de um chefe de terreiro . As várias mortes de pais-de-santo ocorridas recentemente em São Paulo demonstram isto e levantam algumas questões sobre esta problemática que devem ser discutidas e eu gostaria de dar um primeiro impulso a esta discussão.

O primeiro problema  diz respeito às questões rituais. No candomblé acredita-se que o morto, quando ainda recentemente falecido, pode causar perturbações aos vivos, seja porque se sente ainda ligado aos que amou, seja porque deseja ser ajudado a desvencilhar-se dos vínculos com o mundo material. Há também a questão de que o orixá que foi assentado na cabeça do iniciado falecido (e em representações materiais), deve ser “libertado” para que possa retornar à “energia natural” da qual, na forma de um orixá particular, era apenas um avatar, uma “qualidade”, uma fração. Por este motivo é realizado o ritual denominado axexê, ou cirrum, que visa “despachar o egun”, isto é, libertar os espírito das relações com o mundo dos vivos e “encaminhá-lo” ao mundo dos mortos,  livrando também o orixá.

A

      maioria dos adeptos do candomblé não sabe explicar, contudo, o que seja este “mundo dos mortos”. Muitos dizem mesmo que depois da morte não existe nada. “Morreu, morreu. Acabou”. Este desconhecimento, e também um certo “desinteresse” pelo que se passaria no pós-morte leva o povo-de-santo a pelo menos duas diferentes atitudes:
       

       
           

1

        - A morte e o morto são entregues à religião hegemônica, no caso o catolicismo, que se encarrega de ritualizá-la através do enterro católico, orações, missa de sétimo dia etc. Quando se trata de um iaô, os assentamentos costumam ser simplesmente “despachados” (geralmente jogados num rio ou num cemitério) com cerimônias menores;
          

2 -

        É realizado o axexê, a cerimônia funeral do candomblé, dedicada em geral apenas aos ebomis que têm filhos-de-santo. Neste caso o ritual se torna imprescindível e é exigido tanto pelas famílias-de-santo quanto pela comunidade do povo-de-santo em geral. Estabelece-se assim uma diferenciação das pessoas também diante da morte causando um certo estranhamento o fato de iniciados não-ebomis não necessitarem do axexê para libertarem seus orixás e seus vínculos com a família-de-santo. Mas existem razões para que as coisas se passem assim.


A realização do axexê, uma grande e trabalhosa cerimônia, tem sido reservada apenas para chefes de terreiro não só pela grande quantidade de vínculos (com seu pai-de-santo, seus irmãos-de-santo, filhos-de-santo, netos-de-santo, sua família carnal etc.) que estes mantêm mas também pelos grandes obstáculos que devem ser vencidos antes de sua efetuação. Um deles é a falta de sacerdotes com conhecimento suficiente para realizar o axexê. Sendo uma religião mágica, o processo ritual, os detalhes, as “fórmulas” mágicas são sempre motivo de extremado cuidado, medo e desconfiança. Qualquer mínimo erro, descuido ou engano pode ser a fonte de grandes desgostos e problemas. Principalmente quando se lida com o absoluto desconhecido que é a morte.

Assim, poucos são os sacerdotes que se “arriscam” a realizar o axexê, preferindo entregá-lo aos mais antigos sacerdotes, mesmo pagando um alto preço por seus serviços religiosos. Como a realização desta cerimônia tem se revelado bastante lucrativa, aqueles que a conhecem profundamente têm evitado ensiná-las até mesmo aos seus próprios filhos-de-santo mantendo, desse modo, o “monopólio” do conhecimento religioso. Os especialistas em axexê, em São Paulo, cobram em média 1000 dólares para realizá-lo. E não é fácil, para os grupos de filhos dos terreiros, conseguir este dinheiro e até mesmo superar questões como “quem vai realizar o axexê, de que modo, quando, por quanto etc.”, pois a morte do chefe de um terreiro gera situações gravemente desestruturantes.

E

    stas situações chegam mesmo a colocar em risco a continuidade da casa-de-santo, pois surgem muitas dúvidas: quem seria o sacerdote mais indicado para realizar o axexê? Quem será o novo ou nova chefe do terreiro? A casa continuará e o indivíduo permanecerá nela, ou fechará (o que é mais comum) e o filho de santo precisará ser adotado por outra casa, devendo, neste caso, reestruturar toda sua vida religiosa?. Caso a casa seja extinta, quem adotará os filhos-de-santo do morto, cuidando de seus orixás? Muita gente, especialmente ogãs e ekedes, fica sem rumo, sem saber o que fazer de sua vida religiosa:

Eu sou ekede do caboclo. Fui suspensa pra ser ekede dele; assentei minha Iansã pra ser ekede dele. Agora que ele morreu, o que é que eu faço? Pra que terreiro eu vou? Vou como ekede? Mas de quem? De Iansã? Mas não foi ela que me suspendeu! Eu não sei o que fazer da minha vida nem pra onde levar meu assentamento” (Telma de Iansã, 14 anos de iniciada).


Além do axexê, que rompe os laços do homem com o orixá e com o mundo dos vivos é preciso ainda que o filho-de-santo rompa seu laço individual com o morto, através da cerimônia de “tirar a mão de vume”, que consiste em apagar a marca do pai-de-santo na cabeça do filho, impondo-lhe outra, nova, de um novo pai ou mãe-de-santo. Mas antes de qualquer outra coisa é preciso realizar o axexê do pai-de-santo, sem o qual todos os outros procedimentos ficam impedidos. Para tanto, é preciso que haja, imediatamente após a morte do chefe da casa, a cotização da família-de-santo para financiar a cerimônia do axexê. Sendo uma soma tão alta (especialmente para o povo-de-santo, formado por gente pobre em sua maior parte), essa cotização pode desestruturar a vida financeira dos filhos, que precisam contribuir para que se consiga pagar o sacerdote que realizará a cerimônia e para a compra do material necessário, também bastante caro, quase outros mil dólares. Muitas vezes os filhos-de-santo recorrem a estranhos, clientes do pai-de-santo, vendem móveis, objetos e outras coisas do terreiro, pedem às lojas de artigos religiosos onde o pai-de-santo comprava material para sua casa que forneçam pelo menos parte do material, fazem listas, rifas etc. Tudo isto tem que ser feito em prazo muito curto e nem sempre é possível realizar o axexê no devido tempo. E os “especialistas” não costumam baixar seus preços. Na melhor das hipóteses podem parcelar em duas vezes seus honorários. Muitas vezes nem mesmo permitem que os interessados comprem o material do ritual (encarregando-se eles próprios disto), temendo que o fornecimento da lista seja um primeiro passo para a quebra do “segredo”.

V

    ê-se que um problema gera outro. A falta de sacerdotes que conheçam o ritual (poucas vezes ensinados, sejamos justos) cria um monopólio de “conhecedores” bastante restrito que, por sua vez põem um preço altíssimo em seus serviços, criando dificuldades econômicas que poucas vezes podem ser superadas a contento pelos filhos-de-santo. Com isso, realizam-se cada vez menos axexês e tais especialistas correm o risco de, a médio prazo, verem seus serviços se tornarem desnecessários com a extinção desse rito no candomblé, o que parece já estar acontecendo. Talvez estes  “conhecedores”, “especialistas”, não tenham quem “bata ” seu próprio axexê por falta de quem possa fazê-lo.

S

    uponhamos, para continuar nosso assunto, que o terreiro consiga passar pelas dificuldades do axexê. Que consiga realizá-lo . Surge então um outro problema: a sucessão da chefia da casa de candomblé. As sucessões são geralmente bastante conflituosas, pois teoricamente vários são os candidatos a ela, mais ainda se a casa tem muitos ebomis. Na maioria das vezes existem ainda os descendentes carnais também iniciados que se julgam herdeiros preferenciais. Como a resolução passa pela consulta ao oráculo dos búzios e esta só pode ser feita depois de realizado o axexê, arma-se uma rede de problemas pois o tempo passa, os conflitos se definem em facções, acirram-se e muita gente abandona o terreiro ou briga ferozmente por sua continuidade que passa a ser, então, muito questionada em função dos conflitos gerados pela morte do líder da casa. Intromissões de gente de outros terreiros, ligada por vínculos do parentesco religioso também é bastante comum.

E

      xiste ainda a questão legal. Muitos pais e mães-de-santo paulistas, para usá-los como exemplo, são pessoas solteiras e sem filhos, portanto sem herdeiros diretos. Com a morte, seus bens (inclusive o terreno e o prédio onde se instala o terreiro, se este é de sua propriedade) entram no inventário obrigatório para que seja efetuada a partilha de bens entre os herdeiros legais como o pai, a mãe, irmãos, sobrinhos etc. Como os chefes de terreiro costumam manter a propriedade em seu nome (apesar de manterem os registros dos terreiros como sociedades civis), mais um problema se põe para a continuidade do terreiro. Porque geralmente os familiares que não fazem parte do candomblé desejam vender o imóvel, dando fim, desse modo, ao terreiro. É praticamente impossível ultrapassar este obstáculo. Em São Paulo, até onde sei, apenas no caso de um único terreiro, o

Axé Ilê Obá,

      herdado por uma sobrinha iniciada de pai Caio de Xangô, mãe Sylvia de Oxalá, foi possível dar continuidade às atividades religiosas , depois de passar por todos os estágios anteriores de problemas que já mencionei.

Penso que o crescimento do candomblé obriga a pensar mais detidamente tais questões. Os sacerdotes que conhecem o axexê não poderiam (ou deveriam) pensar em ensiná-lo a seus filhos e outros interessados? Não poderiam diminuir sua ganância cobrando menos ou então de acordo com as reais possibilidades de custeio dos filhos de uma casa? Os chefes de terreiro não poderiam indicar em vida seus possíveis sucessores? Não poderiam registrar o imóvel de uso religioso como bem da Associação, a fim de retirá-lo do alcance de herdeiros não envolvidos com a religião, garantindo dessa forma, minimamente, a continuidade de algo por que tanto lutou e viveu? Apresento ainda mais uma questão: qual o papel das Federações de candomblé nestes momentos, cruciais para os terreiros? Elas não poderiam minorar os problemas se mantivessem sacerdotes conhecedores do rito do axexê dispostos a realizar estas cerimônias, se não gratuitamente, pelo menos por preços mais acessíveis? Para que servem estas Federações? Qual seu papel junto ao candomblé e aos candomblés. De que modo aplicam os recursos que têm?
 

Wilma, filha de Iansã, ekede do boiadeiro de Pai Wilson de Iemanjá, falecido recentemente diz:
 
 

      A gente nunca tá preparado para a morte. A gente tá preparado pra vida. A gente tá preparado pra festa!”

S

      eja como for, apesar de o candomblé ser sinônimo de festa, de alegria, de vida, por isso mesmo ele está ameaçado pela morte. Talvez seja tempo de admiti-la e pensá-la para poder continuar vivendo.
       

       

Bibliografia

ELBEIN DOS SANTOS, Juana. Os Nagô e a Morte. Petrópolis. Vozes. 1977

PRANDI, Reginaldo. Os Candomblés de São Paulo. São Paulo. Hucitec/EDUSP. 1991

VELHO, Yvone Maggie Alves. Guerra de Orixá. Um estudo de ritual e conflito. Zahar Editores, Rio de Janeiro. 1977.

Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas